XVI Barómetro Executive Digest: A análise de João Paulo Velez, Santander Portugal

A análise de João Paulo Velez, Director de comunicação e marketing corporativo Santander Portugal.

Só 16,4% dos empresários do painel têm intenção de diminuir o seu investimento em 2021. Esta é uma conclusão porventura improvável do barómetro dado o contexto em que vivemos. Prevendo a maioria (50,9%) manter o nível de investimento, estes números parecem revelar uma dose apreciável de confiança para o corrente ano. Para crescer receitas, os inquiridos vêem nas melhorias operacionais (38,2%) e no lançamento de novos produtos ou serviços (30,9%) os principais factores tendentes a esse objectivo.

Os principais elementos de preocupação residem nas dificuldades resultantes das previsões e na procura de produtos e serviços (47,3%) tendo quase a par o desafio de manter os colaboradores em segurança e produtivos (43,6%). Os empresários consideram como cenário mais provável para 2021 um crescimento entre 3% e 4% (41,6% pronunciaram-se nesse sentido) mas vai crescendo os que pensam que será inferior a 3% (um total de 38,2% das respostas). Os efeitos da vacinação já em curso na recuperação da economia mostram diferentes opiniões quantos aos seus efeitos práticos: 63,6% acreditam que se sentirão no final de 2021 enquanto 21,8% os esperam só para 2022.

Mais importante para a economia são, para os inquiridos, as medidas de apoio à recuperação (49,9%) e em seguida o alívio da carga fiscal (23,6%). Ouvidos sobre as decisões do Governo relativas à TAP, os empresários repartem opiniões para todos os gostos: para quase metade (43,6%) teria sido preferível ter criado outra empresa que adquirisse à transportadora uma parte dos aviões e mantivesse uma parte das rotas; 18,2% concorda com o plano aprovado; 14,6% apoiam uma injecção de dinheiro na TAP mas em menor montante e focando na criação de um hub para os PALOP e Brasil.

Por fim, o barómetro responde ao que será mais importante para o futuro: ser ágil e inovador é o fundamental para uma clara maioria (56,3%) enquanto esta crise pandémica é sobretudo uma oportunidade para repensar o modelo de negócio (20%). Em resumo, e apesar da gravidade da situação que vivemos, os empresários mostram uma muito apreciável opinião de tom positivo quanto à actividade.

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