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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Explicador: Portugal vai hoje a votos na ONU. O que está em causa na corrida ao Conselho de Segurança?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de Segurança]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros das Nações Unidas. Para ser eleito, um país precisa de garantir uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos. O mandato, caso Portugal seja escolhido, terá a duração de dois anos e começa a 1 de janeiro de 2027]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai esta quarta-feira a votos na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, para tentar conquistar um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028. A candidatura, formalizada em 2013, disputa um dos dois lugares atribuídos ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, numa corrida em que os adversários diretos são a Alemanha e a Áustria.</p>
<p>A votação é secreta e envolve os 193 Estados-membros das Nações Unidas. Para ser eleito, um país precisa de garantir uma maioria qualificada de dois terços dos votos expressos. O mandato, caso Portugal seja escolhido, terá a duração de dois anos e começa a 1 de janeiro de 2027.</p>
<p><strong>O que é o Conselho de Segurança?</strong></p>
<p>O Conselho de Segurança é o órgão das Nações Unidas com a responsabilidade principal pela manutenção da paz e da segurança internacional. Tem poder para aprovar resoluções vinculativas, autorizar missões de paz, impor sanções e discutir crises internacionais que possam ameaçar a estabilidade global.</p>
<p>É composto por 15 membros: cinco permanentes e dez não-permanentes. Os cinco permanentes são Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, todos com direito de veto. Os dez restantes são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos, distribuídos por grupos regionais para garantir representação geográfica.</p>
<p>Todos os anos, a Assembleia Geral elege cinco novos membros não-permanentes, substituindo metade dos lugares rotativos. No caso português, a eleição diz respeito ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, que tem dois assentos em disputa. Nesta eleição, Portugal, Alemanha e Áustria concorrem por esses dois lugares.</p>
<p><strong>Porque é que esta eleição importa?</strong></p>
<p>Estar no Conselho de Segurança não coloca Portugal ao nível dos cinco membros permanentes, porque os países não-permanentes não têm direito de veto. Mas dá ao país lugar direto na mesa onde são discutidas algumas das principais crises internacionais.</p>
<p>Durante dois anos, Portugal poderia votar resoluções, participar em negociações diplomáticas de alto nível, acompanhar dossiers de guerra e segurança internacional e influenciar debates sobre sanções, missões de paz, proteção de civis, terrorismo, conflitos regionais e novas ameaças à segurança.</p>
<p>Há ainda um elemento de visibilidade diplomática. Os membros do Conselho de Segurança presidem ao órgão de forma rotativa, durante um mês, por ordem alfabética. Nesse período, o país que preside pode propor o programa mensal de trabalho, convocar reuniões extraordinárias e gerir a participação de Estados ou entidades sem assento no Conselho.</p>
<p><strong>O que Portugal promete defender?</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa tem como lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. A ideia central é apresentar Portugal como um país defensor do multilateralismo, do direito internacional, da diplomacia preventiva e da cooperação entre Estados.</p>
<p>Na página oficial da candidatura, Portugal afirma que pretende ajudar a construir um Conselho de Segurança mais preparado para prevenir conflitos, criar parcerias e proteger a paz. Entre as prioridades estão a mediação, a diplomacia preventiva, a ligação entre alterações climáticas e segurança, a proteção de civis, a paz e segurança das mulheres e dos jovens, e uma maior cooperação entre o Conselho de Segurança e outros órgãos da ONU.</p>
<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defende na mensagem oficial da candidatura que o multilateralismo está no centro da política externa portuguesa e recorda que Portugal contribuiu com mais de 20 mil efetivos para missões de paz da ONU nos últimos 65 anos. Para o Governo, isso permite apresentar o país como um “contribuinte líquido para a paz mundial”.</p>
<p><strong>Portugal já esteve no Conselho de Segurança?</strong></p>
<p>Sim. Portugal, membro das Nações Unidas desde 1955, já foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança em três ocasiões: 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. Em todas as vezes em que se candidatou, conseguiu ser eleito.</p>
<p>No mandato mais recente, em 2011-2012, Portugal conseguiu bater a candidatura do Canadá, enquanto a Alemanha foi eleita à primeira volta. Agora, a Alemanha volta a estar na corrida, tal como a Áustria, o que torna a eleição desta quarta-feira particularmente competitiva.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, admitiu estar confiante, mas reconheceu que a disputa é exigente. O chefe da diplomacia portuguesa tem defendido que Portugal pode beneficiar da sua imagem de país “construtor de pontes”, com uma rede de relações relevante em várias regiões do mundo.</p>
<p><strong>O que Portugal ganha se for eleito?</strong></p>
<p>O benefício mais imediato é diplomático. Um assento no Conselho de Segurança dá a Portugal acesso direto a informação, negociações e decisões sobre conflitos e crises internacionais. Para um país de dimensão média, é uma oportunidade de aumentar influência, reforçar alianças e mostrar capacidade de mediação.</p>
<p>Há também ganhos de reputação. Uma eleição confirmaria o peso da diplomacia portuguesa, a capacidade de reunir apoios internacionais e a continuidade de uma campanha que atravessou vários governos desde 2013. Num momento de guerra na Ucrânia, tensão no Médio Oriente, pressão migratória, alterações climáticas e competição entre grandes potências, o lugar teria particular relevância política.</p>
<p>Para Portugal, a candidatura também serve para projetar prioridades próprias: oceanos, direito internacional, cooperação para o desenvolvimento, segurança climática, missões de paz e reforma do sistema multilateral. Não significa poder decidir sozinho, mas permite ter voz no centro da diplomacia global.</p>
<p><strong>E o que está em causa para a ONU?</strong></p>
<p>A eleição de membros não-permanentes é uma forma de renovar a composição do Conselho e dar representação a países que não pertencem ao grupo restrito dos membros permanentes. Esses lugares rotativos procuram equilibrar a presença regional e evitar que o Conselho seja apenas dominado pelas grandes potências.</p>
<p>Ainda assim, o funcionamento do Conselho continua condicionado pelo direito de veto dos cinco membros permanentes. É por isso que Portugal tem defendido uma ONU mais representativa e transparente, incluindo a reforma do Conselho de Segurança. Marcelo Rebelo de Sousa já tinha defendido, em 2021, uma reforma que desse maior presença a África, ao Brasil e à Índia como membros permanentes, para tornar o órgão mais ajustado ao século XXI.</p>
<p><strong>O que acontece se Portugal perder?</strong></p>
<p>Se Portugal não for eleito, falha uma candidatura preparada há mais de uma década e perde uma oportunidade rara de regressar ao centro da diplomacia de segurança internacional. O país continuaria, naturalmente, a participar na ONU e na política externa multilateral, mas sem o mesmo grau de acesso, visibilidade e capacidade de intervenção no Conselho de Segurança.</p>
<p>Como há três candidatos para dois lugares, um dos países ficará de fora. A Alemanha chega à corrida com peso político e financeiro dentro do sistema internacional, enquanto a Áustria tem tradição diplomática e acolhe instituições internacionais em Viena. Portugal aposta na sua rede diplomática, na relação com países africanos, latino-americanos e lusófonos, e na imagem de mediador.</p>
<p>Por isso, a votação desta quarta-feira não é apenas uma formalidade. É uma prova à capacidade da diplomacia portuguesa de transformar uma campanha longa em votos concretos no momento decisivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771294]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Segurança Social faz hoje primeiro pagamento dos apoios sociais de junho: já viu o calendário das restantes transferências deste mês?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/seguranca-social-faz-hoje-primeiro-pagamento-dos-apoios-sociais-de-junho-ja-viu-o-calendario-das-restantes-transferencias-deste-mes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[doença profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de junho de 2026.</p>
<p>Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares.</p>
<p>Assim, é possível um melhor planeamento e uma salvaguarda para os beneficiários, na medida em que sabem exatamente o dia em que recebem o subsídio. Veja o calendário:</p>
<p>Quarta-feira</p>
<p>Doença Profissional: pensões e subsídios</p>
<p>Sexta-feira</p>
<p>Rendas</p>
<p>08 JUN</p>
<p>Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de Despesas de Funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 JUN</p>
<p>Prestações familiares<br />
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social</p>
<p>19 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>26 JUN</p>
<p>2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
<p><strong>Pensões e subsídios de doença profisisonal</strong></p>
<p>A doença profissional dá direito a proteção quando a incapacidade resulta direta e comprovadamente da atividade exercida ou das condições em que o trabalho é prestado. Podem beneficiar desta proteção trabalhadores por conta de outrem, trabalhadores independentes, trabalhadores domésticos inscritos como trabalhadores por conta de outrem e pessoas abrangidas pelo seguro social voluntário, desde que preencham as condições exigidas pela Segurança Social. O primeiro passo é a certificação da doença profissional, que permite avaliar se existe incapacidade temporária ou permanente e que tipo de prestação deve ser atribuída.</p>
<p>Quando a doença impede temporariamente o trabalhador de exercer a sua atividade, pode haver lugar a subsídio por incapacidade temporária por doença profissional. Se a incapacidade for absoluta, o valor corresponde a 70% da remuneração de referência nos primeiros 12 meses e passa para 75% depois desse período; se for parcial, corresponde a 70% da redução da capacidade de ganho. Nos casos em que a doença deixa sequelas permanentes, pode ser atribuída uma pensão por doença profissional, calculada em função da remuneração de referência e do grau de incapacidade fixado.</p>
<p>Além da pensão ou do subsídio por incapacidade temporária, podem existir outros apoios, consoante a situação concreta: prestações em espécie para cuidados médicos, medicamentos, próteses, deslocações, alojamento ou alimentação; subsídio para readaptação da habitação; apoio para ações de reabilitação profissional; bonificação da pensão; ou subsídio de elevada incapacidade. A Segurança Social indica que a pensão e algumas prestações em espécie podem ser vitalícias quando não há possibilidade de cura, enquanto apoios como a readaptação da habitação ou o subsídio de elevada incapacidade são pagos uma única vez.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771256]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>País a meio-gás com greve geral de hoje. Dos transportes e escolas à saúde e municípios, um guia dos setores mais afetados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), numa das maiores mobilizações laborais dos últimos anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal enfrenta esta quarta-feira uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), numa das maiores mobilizações laborais dos últimos anos. A paralisação surge como resposta à proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo de Luís Montenegro e deverá ter impacto em praticamente todos os setores da economia e dos serviços públicos.</p>
<p>Ao longo das últimas semanas, dezenas de sindicatos e federações anunciaram a adesão ao protesto, levando a central sindical a antecipar uma participação expressiva. Os maiores efeitos deverão sentir-se nos transportes, saúde, educação, administração pública e aviação, mas a greve estende-se também às telecomunicações, indústria, comércio, hotelaria, autarquias, comunicação social e cultura.</p>
<p>O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, tem defendido que a greve constitui uma resposta necessária às alterações laborais propostas pelo Executivo, considerando que estas representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A União Geral de Trabalhadores (UGT), por sua vez, decidiu não aderir à paralisação.</p>
<p><strong>Transportes públicos sob forte pressão</strong><br />
O setor dos transportes deverá ser um dos mais afetados pela greve.</p>
<p>A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) mobilizou trabalhadores de praticamente todas as empresas do setor, prevendo uma adesão significativa.</p>
<p>Os pré-avisos abrangem trabalhadores da CP — Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro do Porto, Metro Mondego e STCP.</p>
<p>Na ferrovia, a CP já alertou para fortes constrangimentos na circulação, apesar da existência de serviços mínimos. As perturbações deverão prolongar-se até quinta-feira, devido ao impacto operacional da paralisação.</p>
<p>O coordenador nacional da Fectrans, José Manuel Oliveira, afirmou recentemente que os sinais recolhidos apontam para uma adesão muito elevada, admitindo mesmo uma atividade residual em várias empresas.</p>
<p>Segundo o dirigente sindical, &#8220;tudo nos leva a crer que teremos uma greve com uma grande participação, nunca inferior àquilo que foi o do dia 11 de dezembro, em alguns sítios, até com alargamentos de maiores adesões do que a última greve geral&#8221;.</p>
<p><strong>Metropolitano de Lisboa praticamente parado</strong><br />
Entre os serviços mais afetados encontra-se o Metropolitano de Lisboa.</p>
<p>A empresa já tinha antecipado que a circulação dos comboios seria suspensa a partir das 23h00 de terça-feira, permanecendo interrompida durante toda a jornada de greve.</p>
<p>A reposição gradual da operação deverá ocorrer apenas durante a manhã de quinta-feira, estando prevista para cerca das 06h30.</p>
<p>Milhares de passageiros poderão ser obrigados a recorrer a alternativas rodoviárias, aumentando a pressão sobre o restante sistema de transportes.</p>
<p><strong>Carris funcionará com limitações</strong><br />
Também a Carris enfrenta um dia particularmente difícil.</p>
<p>O Tribunal Arbitral determinou serviços mínimos, garantindo o funcionamento de várias carreiras consideradas essenciais. Contudo, a oferta ficará bastante reduzida.</p>
<p>Algumas linhas deverão circular apenas parcialmente, enquanto outras funcionarão apenas nos períodos de maior procura, sobretudo durante as horas de ponta da manhã e da tarde.</p>
<p><strong>Ligações fluviais e suburbanas afetadas</strong><br />
Os operadores fluviais da Transtejo/Soflusa poderão registar interrupções significativas.</p>
<p>As ligações entre as duas margens do Tejo poderão sofrer atrasos, cancelamentos e alterações de horários.</p>
<p>Também operadores suburbanos e regionais deverão enfrentar constrangimentos relevantes ao longo do dia.</p>
<p><strong>Aviação e aeroportos enfrentam centenas de perturbações</strong><br />
A greve estende-se igualmente ao setor da aviação.</p>
<p>O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) aderiram à paralisação.</p>
<p>As estimativas sindicais apontam para perturbações em cerca de 500 voos.</p>
<p>Além da TAP, poderão ser afetadas operações de companhias como SATA, Ryanair e easyJet.</p>
<p>Apesar disso, foram definidos serviços mínimos destinados a assegurar ligações consideradas essenciais.</p>
<p>No caso da TAP, permanecem garantidos voos para os Açores, Madeira, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França, Luxemburgo, Alemanha e Itália.</p>
<p>Os passageiros afetados poderão recorrer aos mecanismos legais de remarcação ou compensação previstos na regulamentação europeia.</p>
<p><strong>Hospitais e centros de saúde funcionam com constrangimentos</strong><br />
O setor da saúde deverá registar uma adesão expressiva.</p>
<p>A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) confirmou a participação dos médicos dos setores público, privado e social.</p>
<p>A organização sindical considera que as alterações laborais propostas poderão traduzir-se em maior precariedade, aumento dos horários de trabalho e perda de direitos.</p>
<p>Também o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) aderiu à greve.</p>
<p>A paralisação dos enfermeiros decorre durante todo o dia, podendo produzir efeitos desde o turno noturno anterior.</p>
<p>Os serviços mínimos garantirão a resposta em áreas críticas, mas poderão ocorrer adiamentos de consultas, exames, cirurgias programadas e outras atividades não urgentes.</p>
<p>Ao protesto juntam-se igualmente os técnicos de emergência pré-hospitalar representados pelo STEPH.</p>
<p><strong>Escolas podem encerrar e provas poderão ser afetadas</strong><br />
A educação surge entre os setores com maior potencial de adesão.</p>
<p>A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou pré-aviso de greve e apelou à participação dos docentes.</p>
<p>A paralisação coincide com a realização das provas de Português do 6.º ano, uma circunstância que aumenta a sensibilidade da jornada.</p>
<p>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que os alunos eventualmente afetados terão uma nova oportunidade para realizar as provas.</p>
<p>Além da Fenprof, o STOP também promove iniciativas associadas à mobilização dos profissionais da educação.</p>
<p>Muitas escolas poderão enfrentar dificuldades de funcionamento devido à ausência simultânea de professores, assistentes operacionais e trabalhadores administrativos.</p>
<p><strong>Universidades e investigação também afetadas</strong><br />
O impacto da greve estende-se ao ensino superior.</p>
<p>O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) convocou docentes, investigadores e restantes trabalhadores das instituições públicas para aderirem à paralisação.</p>
<p>Poderão ocorrer perturbações em aulas, exames, trabalhos laboratoriais, atividades de investigação e serviços académicos.</p>
<p><strong>Administração pública enfrenta dia de paralisação</strong><br />
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública apelou à participação dos funcionários públicos.</p>
<p>Espera-se impacto em organismos da administração central, institutos públicos, repartições de atendimento ao cidadão e diversos serviços estatais.</p>
<p>Os sindicatos defendem aumentos salariais intercalares e uma maior valorização dos serviços públicos.</p>
<p><strong>Autarquias e serviços municipais com atividade reduzida</strong><br />
Os trabalhadores da administração local também aderiram ao protesto.</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) confirmou a participação dos funcionários das autarquias e do setor empresarial local.</p>
<p>Entre os serviços potencialmente afetados encontram-se:</p>
<ul>
<li>Atendimento ao público;</li>
<li>Licenciamentos;</li>
<li>Obras municipais;</li>
<li>Manutenção urbana;</li>
<li>Espaços verdes;</li>
<li>Serviços administrativos;</li>
<li>Equipamentos municipais.</li>
</ul>
<p>Em Lisboa, o sindicato apelou igualmente à adesão de trabalhadores da Câmara Municipal, juntas de freguesia e empresas municipais.</p>
<p><strong>Recolha de lixo poderá sofrer atrasos</strong><br />
Os serviços de higiene urbana figuram entre os mais vulneráveis à greve.</p>
<p>Em vários concelhos poderão verificar-se atrasos na recolha de resíduos, limpeza de ruas e manutenção do espaço público.</p>
<p>A intensidade dos constrangimentos dependerá da adesão registada em cada município.</p>
<p><strong>AIMA enfrenta novos atrasos</strong><br />
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) já atravessa um período de elevada pressão operacional.</p>
<p>A situação poderá agravar-se devido à greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração, que abrange vários dias desta semana.</p>
<p>Poderão ocorrer novos atrasos em processos de regularização, renovação documental e atendimento presencial.</p>
<p><strong>Telecomunicações e call centers com tempos de espera mais longos</strong><br />
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav) e o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) aderiram ao protesto.</p>
<p>As perturbações poderão refletir-se sobretudo nos centros de contacto e serviços de apoio ao cliente.</p>
<p>Os consumidores poderão enfrentar tempos de espera mais prolongados para assistência técnica e atendimento comercial.</p>
<p><strong>Comércio e serviços privados também aderem</strong><br />
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) confirmou a participação na greve geral.</p>
<p>A paralisação poderá afetar:</p>
<ul>
<li>Superfícies comerciais;</li>
<li>Centros logísticos;</li>
<li>Escritórios;</li>
<li>Serviços administrativos;</li>
<li>Empresas de prestação de serviços.</li>
</ul>
<p>O impacto dependerá da adesão registada em cada região e empresa.</p>
<p><strong>Indústria e setor automóvel com risco de quebras de produção</strong><br />
A greve também chega à indústria.</p>
<p>Os trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa aprovaram por unanimidade o apoio à paralisação.</p>
<p>A interrupção poderá afetar a produção da fábrica e de várias empresas fornecedoras instaladas no complexo industrial de Palmela.</p>
<p>A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom) também aderiu à greve, podendo provocar constrangimentos em obras, fábricas e unidades industriais.</p>
<p><strong>Hotelaria, restauração e turismo na lista dos setores afetados</strong><br />
A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht) integra igualmente o movimento grevista.</p>
<p>Hotéis, restaurantes, unidades turísticas e empresas ligadas ao setor alimentar poderão enfrentar dificuldades operacionais durante o dia.</p>
<p>Em algumas regiões, sobretudo nas áreas de maior procura turística, os efeitos poderão ser particularmente visíveis.</p>
<p>Arquitetura e atividades técnicas juntam-se ao protesto</p>
<p>O Sindicato dos Trabalhadores em Arquitetura (Sintarq) aderiu à paralisação.</p>
<p>A estrutura sindical considera que a revisão laboral proposta pelo Governo representa um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e justificou dessa forma a sua participação na greve geral.</p>
<p><strong>Comunicação social também pode sentir efeitos</strong><br />
O Sindicato dos Jornalistas apelou à participação dos profissionais dos meios de comunicação social.</p>
<p>Dependendo dos níveis de adesão, poderão ocorrer limitações em redações, equipas de produção, operações técnicas e cobertura informativa.</p>
<p>Os sindicatos argumentam que a reforma laboral poderá agravar situações de precariedade já existentes no setor.</p>
<p><strong>Cultura e equipamentos culturais com atividade condicionada</strong><br />
Embora nem todas as entidades culturais tenham formalizado adesões, vários equipamentos culturais poderão funcionar com limitações.</p>
<p>Em Lisboa, trabalhadores ligados ao Teatro Nacional D. Maria II participam em iniciativas integradas na greve.</p>
<p>Espaços geridos pela EGEAC poderão igualmente sentir impactos decorrentes da paralisação.</p>
<p><strong>O que está em causa na reforma laboral que motivou a greve?</strong><br />
No centro da contestação encontra-se o programa governamental denominado &#8220;Trabalho XXI&#8221;.</p>
<p>O pacote inclui mais de uma centena de alterações ao Código do Trabalho e legislação associada.</p>
<p>Entre as medidas mais contestadas pelos sindicatos estão:</p>
<ul>
<li>Alargamento dos serviços mínimos durante greves;</li>
<li>Maior facilidade de utilização de contratos a prazo;</li>
<li>Reintrodução do banco de horas individual;</li>
<li>Alterações às regras de despedimento;</li>
<li>Mudanças no recurso ao outsourcing;</li>
<li>Revisão das regras do teletrabalho;</li>
<li>Alterações ao estatuto dos trabalhadores independentes economicamente dependentes;</li>
<li>Aumento dos limites do trabalho suplementar;</li>
<li>Novas regras de parentalidade.</li>
</ul>
<p>A CGTP exige a retirada integral da proposta e considera que apenas uma forte mobilização nacional poderá impedir a sua aprovação parlamentar.</p>
<p><strong>Uma das maiores jornadas de contestação dos últimos anos</strong><br />
Com adesões confirmadas em dezenas de organizações sindicais e abrangendo praticamente todos os setores estratégicos da economia portuguesa, a greve geral desta quarta-feira surge como uma das maiores demonstrações de força do movimento sindical nos últimos anos.</p>
<p>Os maiores impactos deverão concentrar-se nos transportes, saúde, educação, administração pública e aviação, mas os efeitos poderão fazer-se sentir em praticamente todas as áreas da vida quotidiana, tornando este um dos dias mais desafiantes para trabalhadores, empresas e cidadãos em todo o país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771119]]></sapo:autor>
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		<title>Quarta-feira de greve geral traz calor no interior, nevoeiro no litoral e UV extremo em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta quarta-feira vai acentuar a divisão meteorológica em Portugal continental: o interior volta a aquecer, enquanto a faixa costeira deverá continuar limitada pela influência marítima, com nevoeiros, nebulosidade e temperaturas mais contidas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A quarta-feira vai acentuar a divisão meteorológica em Portugal continental: o interior volta a aquecer, enquanto a faixa costeira deverá continuar limitada pela influência marítima, com nevoeiros, nebulosidade e temperaturas mais contidas. As previsões do &#8216;Luso Meteo&#8217; apontam para uma nova subida das temperaturas máximas no interior, num início de junho marcado por fortes variações térmicas, enquanto o &#8216;Tempo.pt&#8217; destaca o reforço da influência atlântica e da nortada na fachada ocidental.</p>
<p>No litoral, não conte com calor generalizado. O fluxo de norte e noroeste continuará ativo e deverá travar a subida das temperaturas junto à costa, com máximas em muitos locais entre os 18 e os 23 graus. Em Lisboa, os valores poderão ainda chegar aos 25 graus, mas no litoral Norte e Centro a sensação deverá ser mais fresca, sobretudo com nebulosidade, neblinas ou nevoeiros durante a manhã.</p>
<p><strong>Interior volta a aquecer</strong></p>
<p>A situação será diferente nas regiões do interior, sobretudo no Centro, no Alentejo, no vale do Tejo e no interior algarvio. Aí, a massa de ar mais quente e seca continuará a dominar e as temperaturas máximas deverão subir entre 2 e 5 graus em vários pontos. As previsões apontam para valores acima dos 30 graus e, nos locais tradicionalmente mais quentes, perto ou mesmo acima dos 35 graus.</p>
<p>Este contraste poderá ser bastante evidente ao longo do dia. Segundo o &#8216;Tempo.pt&#8217;, a diferença entre o litoral e o interior poderá ultrapassar os 10 graus em poucas dezenas de quilómetros, sobretudo durante a tarde, quando a influência marítima mantiver a costa mais fresca e o interior continuar sob ar mais quente e seco.</p>
<p><strong>Nevoeiro, chuvisco e vento na costa</strong></p>
<p>O céu deverá apresentar-se pouco nublado em grande parte do país, mas com períodos de maior nebulosidade nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela até ao final da manhã. No litoral Norte e Centro, não está afastada a possibilidade de chuva fraca ou chuvisco matinal.</p>
<p>O vento deverá soprar fraco a moderado de oeste ou noroeste, mas poderá ganhar intensidade durante a tarde no litoral e nas terras altas, em especial no Centro e Sul. As rajadas poderão chegar aos 55 km/h em zonas mais expostas, antecipando uma mudança mais fresca e húmida que deverá marcar os dias seguintes.</p>
<p><strong>Quarta-feira será o dia a aproveitar antes da mudança</strong></p>
<p>Apesar da subida das máximas no interior, esta quarta-feira não deverá marcar o início de um período estável de calor em todo o país. Pelo contrário, o &#8216;Luso Meteo&#8217; antecipa uma nova viragem a partir de quinta-feira, com tempo mais fresco e húmido entre quinta e sábado, mantendo a lógica de ‘montanha-russa’ que tem marcado os últimos dias.</p>
<p>As temperaturas mínimas poderão até descer ligeiramente em algumas regiões, devido à menor nebulosidade durante a noite. Essa descida deverá tornar-se mais evidente no resto da semana, com noites mais frescas depois de um arranque de junho ainda irregular.</p>
<p><strong>Radiação UV em níveis muito elevados</strong></p>
<p>Um dos alertas mais importantes para esta quarta-feira está relacionado com a radiação ultravioleta. Mesmo nas zonas onde o calor não será intenso, o índice UV deverá estar em níveis muito elevados ou extremos, pelo que é recomendada precaução na exposição solar.</p>
<p>O uso de protetor solar, chapéu, óculos de sol e roupa adequada será especialmente importante para quem passar muito tempo ao ar livre. Nas horas de maior radiação, a exposição direta deve ser reduzida, sobretudo no caso de crianças, idosos e pessoas mais sensíveis ao calor.</p>
<p><strong>Açores e Madeira com tempo diferente</strong></p>
<p>Nos Açores, a aproximação de uma superfície frontal deverá trazer períodos de céu muito nublado e alguma chuva fraca nas ilhas do Grupo Ocidental. No Grupo Central poderão ocorrer aguaceiros fracos ocasionais, enquanto São Miguel e Santa Maria deverão escapar à precipitação, embora com possibilidade de nevoeiros. As temperaturas deverão subir ligeiramente, com ambiente ameno e algo abafado, e máximas até 25 graus.</p>
<p>Na Madeira, o cenário será mais estável. O céu deverá estar pouco nublado na maioria das regiões, embora as encostas norte e as zonas montanhosas da ilha possam registar períodos de maior nebulosidade. O vento de norte ou nordeste poderá soprar com mais intensidade nos extremos ocidental e oriental da ilha, com rajadas fortes, mas sem alterações relevantes nas temperaturas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771286]]></sapo:autor>
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		<title>Recuperadas garrafas centenárias de vinhos de Bordéus esquecidas em castelo boémio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 00:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com aromas de cedro, frutos secos e açafrão, oito vinhos do Château d'Yquem, há muito esquecidos sob o soalho de uma capela boémia, foram recentemente restaurados na propriedade em Bordéus onde foram produzidos há 130 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Com aromas de cedro, frutos secos e açafrão, oito vinhos do Château d&#8217;Yquem, há muito esquecidos sob o soalho de uma capela boémia, foram recentemente restaurados na propriedade em Bordéus onde foram produzidos há 130 anos.</P><br />
<P>Estes vinhos &#8216;milagrosamente&#8217; preservados fazem parte de uma coleção avaliada em cinco milhões de dólares, composta por pelo menos 130 garrafas de vinho e conhaque, incluindo colheitas como &#8220;Pedro Ximenes 1899&#8221; e &#8220;Porto 1892&#8221;.</P><br />
<P>A coleção foi descoberta no sítio arqueológico do complexo medieval de Becov nad Teplou, no que é hoje o oeste da República Checa. </P><br />
<P>Esta propriedade, que outrora fez parte do Império Austríaco, pertenceu à família aristocrática transnacional de língua alemã Beaufort-Spontin.</P><br />
<P>A propriedade foi confiscada pela Checoslováquia em 1945 e, com a ausência dos proprietários, o vinho permaneceu escondido durante décadas sob o soalho da capela do castelo, junto a um precioso relicário, antes de ser descoberto pela polícia secreta comunista em 1985.</P><br />
<P>Mas enquanto o inestimável objeto litúrgico foi imediatamente transferido para Praga para uma extensa restauração, antes de regressar a Becov para ser exposto em 2002, o próprio vinho permaneceu, mais ou menos, esquecido.</P><br />
<P>Foi redescoberto há dez anos durante um inventário. E foi então que se iniciou uma delicada operação de resgate.</P><br />
<P>A prestigiada adega francesa liderou o processo, substituindo as rolhas e instalando cápsulas protetoras nas garrafas que tinha produzido em 1892 e 1896.</P><br />
<P>&#8220;Provámos uma amostra para garantir que, em termos de equilíbrio no paladar e perceção geral, o vinho correspondia a um Château d&#8217;Yquem daquela época&#8221;, contou o mestre de adega Toni El Khawand.</P><br />
<P>As análises laboratoriais confirmaram a sua proveniência e, como o vinho sucumbiu gradualmente ao oxigénio, a propriedade teve de o decantar, pelo que apenas cinco garrafas originais puderam ser devolvidas cheias a Becov.</P><br />
<P>Numa apresentação destas garrafas sobreviventes com a sua história excecional, o enólogo comparou a prova deste vinho de &#8220;grande complexidade&#8221; a um &#8220;momento mágico&#8221;. </P><br />
<P>E realçou que o vinho sobreviveu graças ao seu elevado teor de açúcar e &#8220;impressiona com a sua frescura quase ácida no paladar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Na verdade, abri-lo é como abrir o próprio tempo&#8221;, salientou à agência France-Presse (AFP), detetando canela e noz-moscada, bem como notas &#8220;mais típicas de um Château d&#8217;Yquem desta época: aromas de chocolate, café e oud&#8221;.</P><br />
<P>Embora o Instituto Nacional do Património Checo tenha estimado o valor da coleção em milhões de dólares caso fosse leiloada. El Khawand recusou-se a fornecer uma estimativa financeira, porque &#8220;acima de tudo, tem valor moral e histórico&#8221;.</P><br />
<P>Nenhum leilão está planeado por enquanto e o histórico castelo da Europa Central pretende, em vez disso, exibir todas as suas garrafas ao público.</P><br />
<P>Para o efeito, lançou uma campanha de angariação de fundos, esperando também &#8220;realizar uma análise mais aprofundada dos vinhos, se possível&#8221;, salientou a gestora de coleções, Katerina Nyvltova.</P><br />
<P>&#8220;E se pudermos recondicionar o resto, certamente não perderemos a oportunidade&#8221;, destacou ainda à AFP.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771457]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: EUA sancionam maior bolsa de ativos digitais iraniana a Nobitex e outras três</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 23:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Como parte da campanha da administração Trump para pressionar o Irão a chegar a acordo com os EUA e Israel para pôr fim à guerra, Whashington impôs terça-feira sanções à maior bolsa de ativos digitais iraniana e a mais três.  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Como parte da campanha da administração Trump para pressionar o Irão a chegar a acordo com os EUA e Israel para pôr fim à guerra, Whashington impôs terça-feira sanções à maior bolsa de ativos digitais iraniana e a mais três.  </P><br />
<P>A maior empresa de ativos digitais do Irão, a Nobitex, e o seu presidente e cofundador, Amir Hossein Rad, foram, assim, abrangidos por estas sanções dos Estados Unidos. </P><br />
<P>O Tesouro diz que a Nobitex processou mais de 50% de todos os rendimentos de ativos digitais iranianos no ano passado e apoia a vasta rede de evasão de sanções iraniana.  </P><br />
<P>As sanções surgem quando agências de notícias semioficiais iranianas noticiaram, hoje, que o Irão deixou de comunicar com os mediadores das negociações sobre a extensão de um cessar-fogo na guerra com os EUA e Israel.  </P><br />
<P>O presidente dos EUA, Donald Trump, contestou a afirmação e disse que as negociações continuam.  </P><br />
<P>O Tesouro norte-americano acusa a Nobitex de transferir ativos e fundos para fora do país para proteger a riqueza do regime após o início das operações de combate dos EUA no Irão. </P><br />
<P>Um representante da Nobitex não conseguiu será tingido através de e-mail. </P><br />
<P>Responsáveis dos EUA afirmam que o Irão depende fortemente de criptomoedas e outros ativos digitais para contornar as sanções. </P><br />
<P>O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse no Reagan National Economic Forum este mês: &#8220;Apreendemos cerca de mil milhões de dólares das suas criptomoedas&#8221;, referindo-se ao Irão. </P><br />
<P>O mais recente anúncio da administração Trump é uma das várias medidas implementadas para infligir dor económica ao Irão. </P><br />
<P>Para esse efeito, os EUA também impôs sanções económicas secundárias aos países que fazem negócios com pessoas, empresas e navios sob controlo iraniano &#8212; incluindo aliados como os Emirados Árabes Unidos e concorrentes como a China. </P><br />
<P>Os bancos também receberam avisos sobre a gestão de dinheiro iraniano. E na semana passada, os EUA impuseram sanções à recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irão, que é uma agência destinada a controlar o transporte marítimo através do estreito e estreito de Ormuz. </P><br />
<P>O Tesouro norte-americano descreve a agência como um &#8220;esquema para extorquir o transporte marítimo internacional&#8221;. </P><br />
<P>Entretanto, os militares dos EUA pararam navios mercantes que tentavam quebrar um bloqueio liderado pelos EUA aos portos iranianos. </P><br />
<P>Os EUA lançaram o bloqueio a 17 de abril, depois de o Irão ter fechado efetivamente o estreito de Ormuz após o início da guerra no Médio Oriente com os ataques dos EUA e de Israel a 28 de fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771456]]></sapo:autor>
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		<title>Microsoft lança IA própria visando &#8216;libertar-se&#8217; da OpenAI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 23:12:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Microsoft revelou terça-feira od seus próprios modelos de inteligência artificial (IA) de ponta, visando reduzir a sua dependência do criador do ChatGPT, a OpenAI.  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Microsoft revelou terça-feira od seus próprios modelos de inteligência artificial (IA) de ponta, visando reduzir a sua dependência do criador do ChatGPT, a OpenAI.  </P><br />
<P>A gigante tecnológica norte-americana aproveitou a sua conferência anual em São Francisco para programadores, a Microsoft Build, para lançar o MAI-Thinking-1, o seu primeiro modelo de &#8220;raciocínio&#8221; &#8212; IA que decompõe um problema passo a passo antes de fornecer uma solução.</P><br />
<P>Com esta ferramenta, ainda apenas disponível para alguns clientes, o laboratório de IA do grupo, que sofreu uma grande reformulação em março, chega cerca de um ano e meio depois de pioneiros do setor como a OpenAI, a Google e a Anthropic.</P><br />
<P>&#8220;É importante que sejamos autossuficientes&#8221;, defendeu Sophie Lebrecht, uma das novas investigadoras de IA da Microsoft. </P><br />
<P>O novo modelo de raciocínio, adiantou, foi construído &#8220;de raiz&#8221;, sem a prática comum na indústria de &#8220;destilar&#8221; (copiar) o que já existe de melhor, de forma a ter bases &#8220;perfeitamente limpas, comercialmente sólidas e de nível profissional&#8221;.</P><br />
<P>Desde o ano passado, o grupo deixou de estar exclusivamente ligado à OpenAI e detém apenas uma licença para a sua tecnologia até 2032.</P><br />
<P>Mustafa Suleyman, responsável da Microsoft AI, encarregue de desenvolver uma &#8220;superinteligência humanística&#8221;, segundo a terminologia da empresa, apresentou também hoje outros modelos originais, para a geração de imagens, transcrição, criação de vozes sintéticas e programação.</P><br />
<P>O CEO da Microsoft, Satya Nadella, cuja empresa compete ferozmente com a Amazon e a Google no setor da computação online, encerrou a conferência prometendo às empresas &#8220;um ecossistema construído à volta&#8221; destas, &#8220;ao contrário de alguns modelos que simplesmente têm sede de todos os dados&#8221;.</P><br />
<P>A empresa apresentou também um mini-PC com um chip Nvidia para programadores, o Surface RTX Spark Dev Box, capaz de executar modelos de IA offline, bem como uma plataforma de IA dedicada à investigação científica e um novo chip quântico, o Majorana 2.</P><br />
<P>A gigante norte-americana demonstrou principalmente a sua intenção de apanhar a onda da chamada IA ????&#8221;agente&#8221;, que transformou a tecnologia de um simples &#8216;chatbot&#8217; num assistente que age em seu nome, apresentando o Microsoft Scout.   </P><br />
<P>A chegada do Scout, o primeiro de uma série de assistentes &#8220;sempre ativos&#8221; mesmo quando o computador está desligado (preparar reuniões, gerir calendários, escrever e-mails), dá continuidade a mais de trinta anos de esforços da Microsoft para construir o assistente ideal, desde o avatar Bob até à ainda limitada adoção do Copilot (20 milhões de licenças pagas nas empresas).</P><br />
<P>Para esta nova era, a Microsoft revelou uma aposta no hardware: um ecossistema de dispositivos Android concebidos para interagir com agentes de IA utilizando comandos de voz, sem a necessidade de abrir aplicações como num computador ou telemóvel.</P><br />
<P>Em palco, a empresa apresentou dois protótipos: uma espécie de altifalante de secretária com ecrã, que reconhece o utilizador pelo rosto, exibe as suas tarefas do dia e pode funcionar como um computador quando ligado a um ecrã; e um crachá para conversar com o agente de IA, desenvolvido em parceria com a Qualcomm.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771455]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Greve Geral: Raimundo diz que pacote laboral &#8220;está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:55:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral do PCP disse hoje que o pacote laboral "está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado" e que a greve geral dará um sinal inequívoco nesse sentido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do PCP disse hoje que o pacote laboral &#8220;está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado&#8221; e que a greve geral dará um sinal inequívoco nesse sentido.</P><br />
<P>Paulo Raimundo falava hoje junto aos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, para um contacto com os trabalhadores em piquete de greve, numa iniciativa que contou também com a presença do presidente da autarquia e de alguns vereadores.</P><br />
<P>&#8220;Este pacote laboral está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado. E a greve geral está a começar aqui hoje também a dar um sinal inequívoco nesse sentido&#8221;, disse.</P><br />
<P>O secretário-geral do PCP disse ainda que a greve geral será uma afirmação de um &#8220;não à precariedade, há desregulação das horas de trabalho&#8221; e de um &#8220;sim aos direitos e à estabilidade&#8221;.</P><br />
<P>Paulo Raimundo adiantou que qualquer trabalhador que pense nas dificuldades que hoje já tem, nomeadamente a precariedade laboral e os baixos salários, percebe que &#8220;tem razões acrescidas para fazer greve&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Eu não acredito que não haja um trabalhador que seja, daqueles que põe o país a funcionar, daqueles que todos os dias se levanta para pôr tudo a trabalhar, para pôr tudo a funcionar e criar riqueza, que não tenha razões para aderir a greve&#8221;, disse.</P><br />
<P>Os trabalhadores, adiantou Paulo Raimundo, estão apenas a exigir &#8220;que não lhe ponham os pés em cima das costas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta gente trabalha, põe o país a funcionar. São os únicos que criam a riqueza. Não há mais ninguém que crie riqueza se não os trabalhadores, são os imprescindíveis. Ora, os imprescindíveis não precisam de mais pressão sobre os salários, de mais precariedade, de mais desregulação dos horários de trabalho, de mais despedimentos sem justa causa. O que precisam é de direitos, dignidade, respeito, tempo para a viver e salários. É isso que estão aqui a exigir também&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.</P><br />
<P>O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.</P><br />
<P>A paralisação de quarta-feira deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores a terem já anunciado a sua participação, nomeadamente a função pública, com destaque para saúde e ensino, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.</P><br />
<P>No final do ano, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral para 11 de dezembro de 2025 em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da &#8216;troika&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771454]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Ataques israelitas no sul do Líbano fazem cinco mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:52:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ataques israelitas no sul do Líbano causaram hoje a morte a cinco pessoas, incluindo uma criança, e feriram outras 48 pessoas, incluindo funcionários de um hospital, revelou o Ministério da Saúde libanês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Ataques israelitas no sul do Líbano causaram hoje a morte a cinco pessoas, incluindo uma criança, e feriram outras 48 pessoas, incluindo funcionários de um hospital, revelou o Ministério da Saúde libanês.</P><br />
<P>Entre os feridos nos ataques no sul do país estavam &#8220;um médico e cinco funcionários do hospital público de Tebnine, que sofreu danos no mais recente episódio da série de ataques levados a cabo pelo inimigo israelita contra hospitais e centros de saúde&#8221;, referiu o ministério em comunicado.</P><br />
<P>Israel continuou hoje os seus ataques aéreos no sul do Líbano, apesar das promessas de desescalada de Washington, que está a patrocinar uma nova ronda de negociações entre diplomatas libaneses e israelitas e culpa o Hezbollah, pró-Irão, que se opõe a estas negociações.</P><br />
<P>Delegações de Israel e do Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, foram recebidas no Departamento de Estado durante o dia e nenhum dos participantes fez qualquer declaração.</P><br />
<P>De acordo com a embaixada libanesa em Washington, o Hezbollah aceitou na segunda-feira uma proposta dos EUA que estipula que Israel se abstenha de atacar os subúrbios em troca do compromisso do Hezbollah de cessar os seus ataques contra Israel.</P><br />
<P>O plano prevê que o cessar-fogo seja posteriormente &#8220;expandido para abranger todo o Líbano&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se for alcançado um acordo de cessar-fogo abrangente&#8221;, Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês e intermediário entre o Hezbollah e os Estados Unidos, garantirá que o grupo pró-Irão o respeite, adiantou o seu conselheiro à AFP.</P><br />
<P>O Hezbollah não aceitará um &#8220;cessar-fogo parcial&#8221; com Israel, declarou à AFP um alto responsável do grupo.</P><br />
<P>Trump tinha anunciado na segunda-feira que Benjamin Netanyahu tinha prometido não enviar tropas para Beirute e que o Hezbollah &#8220;cessaria completamente o fogo&#8221;, antes de o primeiro-ministro israelita reafirmar que Israel &#8220;atacaria alvos terroristas em Beirute&#8221; se o Hezbollah continuasse os seus ataques.</P><br />
<P>O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reiterou hoje a posição, afirmando que os Estados Unidos tinham &#8220;aprovado o princípio&#8221;.</P><br />
<P>A representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) no Líbano, Anandita Philipose, denunciou hoje que o Exército israelita está a atacar hospitais libaneses, colocando em risco 13.500 grávidas.</P><br />
<P>Philipose afirmou que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorreram mais de 190 ataques a serviços de saúde, resultando na morte de 128 profissionais de saúde e ferimentos em outros 332.</P><br />
<P>Israel foi incluído pela primeira vez, na semana passada, na lista de países responsáveis pelos padrões de violência sexual relacionada com conflitos, extraída do último relatório da ONU que alerta para o uso contínuo da violação, da escravatura sexual e do rapto como armas de guerra e repressão política.</P><br />
<P>A última vaga de confrontos entre Israel e o grupo xiita Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.</P><br />
<P>As autoridades libanesas elevaram já para mais de 3.450 o número de mortos e mais de 10.500 o de feridos em consequência dos ataques realizados pelo exército israelita em território libanês desde 02 de março, data em que foram retomados os confrontos com o Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril.</P><br />
<P>O Ministério da Saúde libanês indicou, em comunicado citado pela agência de notícias libanesa NNA, que 3.468 pessoas morreram, entre as quais 128 profissionais de saúde, e 10.577 ficaram feridas na sequência destes bombardeamentos. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771453]]></sapo:autor>
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		<title>Trump pediu a Xi que ajude a desbloquear negociações entre Rússia e Ucrânia &#8212; imprensa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:24:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.</P><br />
<P>De acordo com pessoas familiarizadas com as conversações realizadas durante a cimeira entre os dois líderes, em maio, em Pequim, Trump transmitiu a Xi que as negociações entre Rússia e Ucrânia encontram-se bloqueadas e apelou à China para convencer o Presidente russo, Vladimir Putin, a regressar à mesa de negociações com o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, escreveu o jornal de Hong Kong.</P><br />
<P>O pedido reflete a necessidade de Washington envolver Pequim nos esforços para resolver um conflito que entrou no quinto ano e que Trump colocou no centro da sua agenda de política externa desde o regresso à Casa Branca.</P><br />
<P>A guerra foi um dos temas abordados durante a cimeira, embora o comércio e o investimento tenham dominado as conversações. Segundo as mesmas fontes, questões como Taiwan e o Irão tiveram também maior destaque do que a Ucrânia nas discussões entre os dois líderes.</P><br />
<P>Trump confirmou publicamente que o conflito foi abordado durante os encontros, mas limitou-se a afirmar que se trata de um tema que os Estados Unidos gostariam de ver resolvido.</P><br />
<P>A ficha informativa divulgada pela Casa Branca após a cimeira não fez qualquer referência à guerra, enquanto o comunicado chinês apenas indicou que Xi e Trump trocaram opiniões sobre a crise na Ucrânia e outros assuntos internacionais.</P><br />
<P>Pequim aprofundou as relações com Moscovo desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, tornando-se um importante apoio económico e diplomático para a Rússia.</P><br />
<P>A China nunca condenou publicamente a invasão e tem rejeitado as acusações ocidentais de que ajuda a sustentar o esforço de guerra russo através do fornecimento de bens de dupla utilização, insistindo que controla rigorosamente as exportações e que o comércio com Moscovo decorre dentro da normalidade.</P><br />
<P>Dias após a partida de Trump de Pequim, Xi recebeu Vladimir Putin na capital chinesa. Na ocasião, os dois países assinaram uma declaração conjunta na qual a Rússia manifestou apoio ao desejo da China de desempenhar um &#8220;papel construtivo&#8221; na resolução da crise ucraniana por vias políticas e diplomáticas.</P><br />
<P>As fontes indicaram ainda que as exportações chinesas de terras raras também estiveram em destaque durante a cimeira. Washington continua insatisfeito com os controlos impostos por Pequim à exportação destes minerais estratégicos, fundamentais para a produção de semicondutores e sistemas de defesa.</P><br />
<P>Segundo as mesmas fontes, são esperadas novas negociações entre o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.</P><br />
<P>A China impôs no ano passado amplas restrições à exportação de terras raras, suspendendo posteriormente parte dessas medidas no âmbito da trégua comercial alcançada por Trump e Xi durante a reunião realizada em outubro, em Busan, na Coreia do Sul.</P><br />
<P>De acordo com um documento divulgado pela Casa Branca em maio, Pequim comprometeu-se a responder às preocupações dos Estados Unidos relacionadas com falhas nas cadeias de abastecimento de terras raras e outros minerais críticos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771452]]></sapo:autor>
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		<title>Greve Geral: Metro de Lisboa paralisado desde as 23:00</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 22:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Metropolitano de Lisboa interrompeu a sua operação pelas 23:00 de hoje, devido à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP, adiantou à Lusa fonte sindical e da empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Metropolitano de Lisboa interrompeu a sua operação pelas 23:00 de hoje, devido à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP, adiantou à Lusa fonte sindical e da empresa.</P><br />
<P>Fonte da empresa confirmou à Lusa o encerramento da exploração a partir das 23:00 devido à greve.</P><br />
<P>Também Sara Gligó, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), confirmou a paralisação, após a partida dos últimos comboios pelas 23:00.</P><br />
<P>Sara Gligó destacou também que o sindicato espera &#8220;uma grande adesão&#8221; à greve.</P><br />
<P>A empresa tinha divulgado em comunicado que previa a paralisação do serviço a partir das 23:00 de hoje e na quarta-feira durante todo o dia devido à greve geral.</P><br />
<P>De acordo com a transportadora, a normalização do serviço está prevista para as 06:30 de quinta-feira.</P><br />
<P>Segundo o Conselho Económico e Social (CES), não foram fixados serviços mínimos relativamente à circulação de composições.</P><br />
<P>O coordenador nacional da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, disse em 19 de maio que &#8220;todas as empresas de transportes&#8221; urbanos de passageiros estão mobilizadas contra o pacote laboral.</P><br />
<P>Segundo a Fectrans, os pré-avisos de greve entregues abrangem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP &#8211; Comboios de Portugal, entre outros.</P><br />
<P>Em dezembro de 2025, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da &#8216;troika&#8217;.</P><br />
<P>Entretanto, a CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para quarta-feira contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.</P><br />
<P> A proposta de lei do Governo de revisão da legislação laboral contempla &#8220;mais de 50 alterações&#8221; ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, indicou já a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.</P><br />
<P>O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).</P><br />
<P>Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e as 01h00.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771451]]></sapo:autor>
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		<title>Wall Street vive quinto dia consecutivo de recordes dos índices emblemáticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 21:56:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, fechando pelo quinto dia consecutivo com os índices mais emblemáticos a fixarem novos recordes no fecho da sessão, desta feita sem ajuda dos conglomerados tecnológicos, mas com esperança na solidez da economia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, fechando pelo quinto dia consecutivo com os índices mais emblemáticos a fixarem novos recordes no fecho da sessão, desta feita sem ajuda dos conglomerados tecnológicos, mas com esperança na solidez da economia. </P><br />
<P>Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,45%, para os 51.307,79 pontos, o tecnológico Nasdaq progrediu 0,03%, para as 27.093,90 unidades, e o alargado S&amp;P500 subiu 0,13%, para as 7.609,78.</P><br />
<P>Como na véspera, a praça bolsista abriu m baixa, antes de inverter a tendência.</P><br />
<P>Desta vez, a mudança foi desencadeada pelo relatório JOLTS sobre o emprego em abril, &#8220;que indica que as empresas afinal têm necessidade de mão-de-obra&#8221;, realçou Jose Torres, da Interactive Brokers.</P><br />
<P>O número de oferta de emprego atingiu em abril o valor mais ato desde novembro de 2024, segundo o indicador.</P><br />
<P>Os investidores vão pode confirmar ou infirmar este bom comportamento do mercado de trabalho com a publicação de dados ao longo da semana. </P><br />
<P>O momento alto da determinação da tendência vai ser o relatório oficial sobre o emprego em abril, que vai ser publicado na sexta-feira. </P><br />
<P>Mas ao mesmo tempo a sessão foi mitigada para o setor tecnológico, segundo os analistas da Briefing.com.</P><br />
<P>Assim, a primeira capitalização bolsista mundial, a Nvidia cedeu 0,69%.</P><br />
<P>Por sua vez, a Alphabet, &#8216;holding&#8217; da Google, contraiu-se 3,81%, depois de ter anunciado na véspera um aumento de capital de 80 mil milhões de dólares, para financiar o desenvolvimento as suas infraestruturas da inteligência artificial (IA). </P><br />
<P> E a Microsoft perdeu 4,17% no dia em que apresentou dos seus próprios modelos de IA para qualquer dia conseguir dispensar da OpenAI.</P><br />
<P>Tem sido este &#8220;envolvimento crescente com as tecnologias da IA, que motivou uma recuperação extraordinária dos títulos tecnológicos&#8221; desde o início do ano, apontou John Belton, da Gabelli Funds.</P><br />
<P>Mas os investidores não abandonaram hoje o setor, com o mostra a valorização de 32% da Marvell Technology, depois de o presidente da Nvidia, Jensen Huang, ter dito que a Marvell é um elemento indispensável para o desenvolvimento dos centros de dados. </P><br />
<P>Huang estima mesmo que a Marvell possa vir a ser a próxima cotada a superar o limiar do bilião de dólares, quatro vezes a sua atual capitalização. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771447]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Cristãos da Terra Santa denunciam aumento de violência e pressão na região</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 21:28:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Representantes de diferentes comunidades cristãs da Terra Santa denunciaram hoje um aumento do assédio, da violência e da pressão sobre cristãos em Israel, Jerusalém Este e Cisjordânia ocupada, situação que, alertaram, está a impulsionar a emigração de famílias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Representantes de diferentes comunidades cristãs da Terra Santa denunciaram hoje um aumento do assédio, da violência e da pressão sobre cristãos em Israel, Jerusalém Este e Cisjordânia ocupada, situação que, alertaram, está a impulsionar a emigração de famílias.</P><br />
<P>&#8220;Sentimo-nos órfãos&#8221;, resumiu o coordenador do Fórum de Cristãos da Terra Santa, Wadie Abunasar, durante uma sessão informativa realizada em Jerusalém Este.</P><br />
<P>O politólogo palestiniano de nacionalidade israelita denunciou que os cristãos em Israel enfrentam desafios multidimensionais, que incluem uma resposta policial insuficiente perante agressões e crimes de ódio, a falta de atenção da liderança política israelita e o esquecimento da comunidade internacional.</P><br />
<P>Abunasar alertou ainda que um número crescente de famílias cristãs está a abandonar o país devido à deterioração das condições de vida e ao aumento do assédio.</P><br />
<P>Na mesma linha, a diretora do Centro Inter-religioso Rossing para a Educação e o Diálogo (JCJCR), Hana Bendcowski, apresentou um relatório que documenta 155 incidentes contra cristãos em território israelita em 2025, entre estes &#8220;61 agressões físicas, 52 ataques contra propriedades eclesiásticas, 28 casos de assédio e 14 atos de vandalismo de sinais&#8221; com conteúdo cristão. </P><br />
<P>Segundo o relatório, os ataques afetam especialmente os membros do clero, que denunciam cuspidelas, insultos e assédio quotidiano, o que gera entre os cristãos a perceção de serem cidadãos cada vez menos aceites e põe em questão a viabilidade futura das suas comunidades. </P><br />
<P>Bendcowski assinalou ainda que uma sondagem realizada pela sua organização deteta níveis mais elevados de intolerância para com o cristianismo entre os setores mais jovens e religiosos da população judia israelita, embora tenha sublinhado que a maioria da sociedade &#8220;não participa&#8221; e &#8220;condena&#8221; este tipo de conduta. </P><br />
<P>O pároco católico de Taybe, Bashar Fawadleh, alertou sobre agressões sistemáticas de colonos israelitas na Cisjordância ocupada, de maioria cristã. </P><br />
<P>Os ataques incluem incêndios provocados, roubo de gado, danos às culturas e restrições de acesso a terras agrícolas e olivais, principal fonte económica da vila.</P><br />
<P>Além disso, Fawadleh assegurou que cerca de 15 famílias, aproximadamente 80 pessoas, já abandonaram a localidade devido a uma situação que considerou cada vez mais insustentável. </P><br />
<P>Por sua vez, o presidente do Clube da União Árabe Ortodoxa de Jerusalém, Hani Bulata, denunciou a invisibilidade da comunidade cristã ortodoxa palestiniana e a pressão que enfrenta em diferentes âmbitos da vida religiosa e social. </P><br />
<P>Bulata referiu ainda o incidente registado no passado dia 11 de abril durante a celebração do Fogo Sagrado na igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém, quando milhares de fiéis congregaram-se para participar num dos principais rituais da Semana Santa ortodoxa, num contexto marcado pelas restrições decorrentes do conflito com o Irão.</P><br />
<P>Naquela ocasião, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Nacional Palestiniana denunciou agressões policiais israelitas contra fiéis e &#8216;scouts&#8217; palestinianos, bem como obstáculos nos acessos à basílica, factos que qualificou como uma violação do statu quo dos locais sagrados e da liberdade de culto. </P><br />
<P>O número de cristãos em Israel aumentou desde a criação deste Estado, até aos aproximadamente 180.000 cidadãos atuais, mas a proporção que representam na sociedade continua estagnada em 2%. </P><br />
<P>A situação é ainda mais extrema em Jerusalém Este ocupado, que neste período passou de 50% para menos de 2%; ou em Belém, local do nascimento de Jesus, que caiu de 80% para 10%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771446]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo prepara reforço da proteção do lobo &#8211; ministra do Ambiente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra do Ambiente disse hoje que o Governo vai apresentar em breve um novo decreto-lei que vai reforçar ainda mais a proteção do lobo-ibérico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A ministra do Ambiente disse hoje que o Governo vai apresentar em breve um novo decreto-lei que vai reforçar ainda mais a proteção do lobo-ibérico.</P><br />
<P>O documento foi preparado com o Ministério da Agricultura, disse a ministra, que falava na apresentação hoje em Lisboa do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), um documento que terá de ser entregue a Bruxelas até setembro próximo.</P><br />
<P>Questionada pelos jornalistas no final da apresentação sobre receios de ambientalistas de que a proteção do lobo ibérico possa vir a ser menor a ministra negou e disse que &#8220;podem ficar descansados&#8221;.</P><br />
<P>Na semana passada duas dezenas de organizações ambientalistas alertaram que a proteção do lobo podia estar em causa com alterações propostas pelo Governo ao Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), e pediram a intervenção da ministra do Ambiente.</P><br />
<P>   O Ministério da Agricultura e Mar propôs alterações ao PEPAC que entram em contradição com a proteção do lobo-ibérico, disseram as 21 organizações num comunicado, apontando que os produtores poderiam continuar a receber financiamentos por prejuízos causados por lobos mesmo se condenados por matarem lobos.</P><br />
<P>&#8220;O PEPAC é um regulamento de um fundo europeu. Um fundo não muda a lei de um país e pela nossa lei o lobo é protegido&#8221;, respondeu a ministra hoje.</P><br />
<P>E acrescentou que houve até da parte do Ministério da Agricultura um pedido do reforço da proteção do lobo. </P><br />
<P>&#8220;Vamos ter um novo decreto-lei que até vai proteger ainda mais o lobo. Um regulamento de um fundo não tem nenhum poder sobre a legislação de um país&#8221;, reforçou Maria da Graça Carvalho.</P><br />
<P>Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores para os quais são propostas mais de 400 medidas.</P><br />
<P>O PNRN prevê intervenções para restaurar ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771445]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Aumentam para 23 as vítimas mortais do ataque russo desta madrugada em Kiev e Dnipro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:55:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O total de mortos nas cidades de Kiev e Dnipró, dois dos principais alvos do ataque maciço da Rússia contra a Ucrânia na madrugada de hoje, aumentou para 23, incluindo sete vítimas mortais na capital ucraniana, segundo um último balanço.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O total de mortos nas cidades de Kiev e Dnipró, dois dos principais alvos do ataque maciço da Rússia contra a Ucrânia na madrugada de hoje, aumentou para 23, incluindo sete vítimas mortais na capital ucraniana, segundo um último balanço.</P><br />
<P>No balanço anterior, havia um total de 18 mortos no maior ataque russo contra a Ucrânia nos últimos meses, incluindo uma criança.</P><br />
<P>Segundo os dados mais recentes, agora divulgados, o maior número de mortos foi registado na cidade de Dnipró, uma cidade industrial da zona centro leste da Ucrânia, onde um míssil russo destruiu completamente um edifício de habitação.  </P><br />
<P>Após a conclusão dos trabalhos de buscas, as autoridades regionais divulgaram um balanço final de 16 mortos no ataque contra Dnipró, que deixou também 42 feridos.  </P><br />
<P>O presidente da câmara da cidade, Boris Filátov, disse que os russos utilizaram, no ataque contra aquela cidade, munições de fragmentação para causar o máximo possível de vítimas entre civis, polícias e pessoal dos serviços de emergência destacados.  </P><br />
<P>Outras sete pessoas perderam a vida em Kiev, segundo informou o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klichko. </P><br />
<P>Antes de anunciar a sétima vítima mortal, Klichko estimou que o número de feridos na capital ucraniana era de 90, dos quais 52 foram hospitalizados, incluindo duas crianças. </P><br />
<P>Este foi o primeiro grande ataque russo desde que Moscovo anunciou, no final do mês passado, o início iminente de uma campanha aérea contra os centros de decisão do Governo ucraniano em Kiev.</P><br />
<P>Segundo o Ministério da Defesa russo, o alvo eram empresas do complexo militar e industrial ucraniano e infraestruturas críticas em Kiev e outras seis regiões da Ucrânia.</P><br />
<P>De acordo com a força aérea ucraniana, a Rússia utilizou 73 mísseis de vários tipos no ataque, incluindo 33 mísseis balísticos, e 656 drones de longo alcance, um pormenor que Moscovo não confirmou no seu comunicado. </P><br />
<P>Na segunda-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, alertou que, após o ataque ucraniano a uma residência de estudantes em Lugansk, a 22 de maio, no qual 21 pessoas, incluindo menores, foram mortas, a guerra na Ucrânia entrou numa nova fase. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771444]]></sapo:autor>
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		<title>AIEA denuncia ataque deliberado &#8220;extremamente grave&#8221; a central nuclear nos Emirados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:47:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, foi " deliberadamente" visada no mês passado e os responsáveis pelo ataque procuravam provocar um incidente "extremamente grave", afirmou hoje o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, foi &#8221; deliberadamente&#8221; visada no mês passado e os responsáveis pelo ataque procuravam provocar um incidente &#8220;extremamente grave&#8221;, afirmou hoje o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).</P><br />
<P>O ataque com &#8216;drones&#8217;, a 17 de maio, contra uma instalação elétrica da central poderia ter causado a perda de energia externa e o consequente encerramento do reator, um cenário &#8220;extremamente grave&#8221;, disse Rafael Grossi aos jornalistas em Abu Dhabi após uma visita à central de Barakah.</P><br />
<P>&#8220;Isto significa que os responsáveis ??por este ataque sabiam exatamente o que estavam a fazer. Isto é extremamente grave&#8221;, adiantou o responsável da agência das Nações Unidas.</P><br />
<P>Os Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque a milícias iraquianas pró-Irão, numa altura em que Teerão retalia contra os países-vizinhos quando é alvo de ataques pelos Estados Unidos ou Israel, que lançaram uma campanha de bombardeamentos contra o país no final de fevereiro.</P><br />
<P>O responsável da AIEA acrescentou que convocou uma sessão especial do Conselho de Governadores da agência, que está a prestar assistência técnica a Abu Dhabi.</P><br />
<P>Construída por um consórcio sul-coreano liderado pelo fornecedor de energia Kepco, a central nuclear de Barakah, que começou a operar em 2020, satisfaz até 25% das necessidades de eletricidade dos Emirados Árabes Unidos.</P><br />
<P>O incidente ocorreu após várias semanas de ataques com drones e mísseis iranianos durante a guerra no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro com uma ofensiva israelo-americana contra o Irão.</P><br />
<P>Desde o início do conflito, os Emirados Árabes Unidos foram alvo de mais de 2.800 mísseis e &#8216;drones&#8217;, sofrendo o impacto da retaliação iraniana contra as monarquias do Golfo.</P><br />
<P>&#8220;Vários países da região têm sérias preocupações&#8221;, disse à AFP Grossi, que já visitou o Kuwait e o Qatar e que segue para a Arábia Saudita.</P><br />
<P>O &#8220;pior cenário possível&#8221;, disse o responsável da AIEA, seria um ataque direto à central nuclear de Barakah ou à central nuclear de Bushehr, no Irão, que também foi alvo de ataques durante o conflito, com o risco de fuga radioativa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771443]]></sapo:autor>
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		<title>Ministra do Ambiente estranha acusações da CAP sobre plano de restauro da natureza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:37:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, negou hoje que tivesse havido falta de diálogo na preparação do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), como considerou a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, negou hoje que tivesse havido falta de diálogo na preparação do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), como considerou a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).</P><br />
<P>A CAP anunciou hoje que estaria propositadamente ausente da apresentação do PNRN, acusando o Governo de quebra de confiança por não discutir as medidas na comissão de acompanhamento.</P><br />
<P>   &#8220;A CAP entende que a decisão do Governo de avançar com a apresentação pública&#8221; do PNRN &#8220;sem que as medidas nele contidas tenham sido previamente discutidas e apreciadas pela Comissão de Acompanhamento criada para esse efeito é incompreensível e institucionalmente grave&#8221;, defendeu, em comunicado. </P><br />
<P>Questionada pelos jornalistas após a apresentação do documento a ministra disse que achava estranha a posição da CAP, afirmando que foram feitas mais de 50 reuniões a propósito do plano e que a CAP pertence à comissão de acompanhamento e que esteve presente em reuniões, como pode ser verificado nos vídeos dessas reuniões, que são públicos.</P><br />
<P>A ministra disse que a apresentação de hoje foi o resultado dessa primeira fase e que a seguir há uma consulta formal aos vários grupos económicos, como a indústria, a agricultura ou a floresta, e que depois o documento entra em consulta pública formal. </P><br />
<P>&#8220;A CAP esteve presente, acho estranho&#8221;, reforçou a ministra.</P><br />
<P>   Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores, para os quais são propostas mais de 400 medidas, segundo o documento hoje apresentado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771439]]></sapo:autor>
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		<title>Quase 180 crianças envolvidas na mineração no centro de Moçambique &#8211; Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:37:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase 180 crianças estão envolvidas na mineração artesanal na província moçambicana de Manica, centro do país, avançou hoje fonte oficial, com o Governo a tentar resgatar os menores e reinseri-las no sistema nacional do ensino.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Quase 180 crianças estão envolvidas na mineração artesanal na província moçambicana de Manica, centro do país, avançou hoje fonte oficial, com o Governo a tentar resgatar os menores e reinseri-las no sistema nacional do ensino.</P><br />
<P>Tínhamos uma média de 700 crianças envolvidas, neste momento temos nas atividades mineiras 177 crianças, das quais 111 são do sexo masculino e 66 femininos&#8221;, disse o diretor distrital dos Serviços de Saúde, Mulher e Ação Social, Bartolomeu António, em declarações aos jornalistas, em Manica.</P><br />
<P>Segundo o responsável, as autoridades locais estão a trabalhar com os encarregados educação dos menores para impedir os menores de aderirem à mineração artesanal e retomarem ao ensino.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento estamos a trabalhar juntamente com a PRM [Polícia da República de Moçambique] para sensibilizar a todas as pessoas envolvidas, juntamente com as crianças na mineração, que é o garimpo artesanal e neste momento as equipas têm estado no terreno para sensibilizar e mobilizar para que toda a criança saia, vá à casa para aderir ao ensino, à escola&#8221;, disse Bartolomeu António.</P><br />
<P>E concluiu: &#8220;na verdade, muita criança já não aderia ao ensino, simplesmente estava a aderir à mineração artesanal e neste momento o número tende a descer, porque anteriormente tinha uma média de 700 crianças envolvidas e neste momento feita a contagem encontramos 177 crianças&#8221;.</P><br />
<P>A mineração artesanal em Manica, sobretudo na zona tida como `seis carros´, tem resultado em graves acidentes, com mortes, sendo um dos últimos casos ocorridos em abril, quando pelo menos 11 garimpeiros ilegais morreram após o desabamento de uma mina naquela província.</P><br />
<P>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou, em 17 de setembro, que a mineração estava a causar um &#8220;desastre ambiental&#8221; na região, o que levou à suspensão total da atividade.</P><br />
<P>A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorreu após o executivo ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que trabalhou naquela província entre 17 e 19 de julho, para avaliar a situação ambiental face à mineração.</P><br />
<P>Já em dezembro, o Governo moçambicano tinha anunciado que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afetados pela mineração. O ministro dos Recursos Minerais e Energia recordou na altura estarem em curso medidas para travar a degradação ambiental devido à exploração mineira.</P><br />
<P>Em maio, o parlamento moçambicano concluiu que a atividade mineira em Manica, centro do país, é desregulada, ilegal em vários pontos e representa um risco sério e contínuo, incluindo pelo uso de substâncias perigosas e com fragilidades na fiscalização.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771438]]></sapo:autor>
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		<title>Reverter perda de biodiversidade dos maiores desafios, diz ministra do Ambiente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:33:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse hoje que reverter a perda de biodiversidade é, a par da luta contra as alterações climáticas, "um dos maiores desafios" da atualidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse hoje que reverter a perda de biodiversidade é, a par da luta contra as alterações climáticas, &#8220;um dos maiores desafios&#8221; da atualidade.</P><br />
<P>A ministra falava em Lisboa na apresentação do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), que irá em breve para consulta pública e que Portugal deve apresentar a Bruxelas até setembro.</P><br />
<P>Maria da Graça Carvalho recordou que em 2024 Portugal votou a favor da lei europeia do restauro da natureza, uma lei que considerou hoje &#8220;fundamental para a Europa e para o país&#8221;.</P><br />
<P>Entre as medidas do PNRN a ministra destacou entre outras o restauro de zonas de proteção especial para a avifauna, a revisão da lei para proteger ainda mais o lobo, ou a criação de uma rede nacional de áreas marinhas protegidas.</P><br />
<P>Afirmando que restaurar a natureza pode criar oportunidades de emprego, pode gerar riqueza e bem-estar e apoiar a luta contra as alterações climáticas, a ministra deu ainda destaque a outra área do Plano, os ecossistemas urbanos, aumentando &#8220;desde já&#8221; os espaços verdes das cidades.</P><br />
<P>Aos jornalistas explicou depois que há 6,5 milhões de euros para cinco projetos piloto em outras tantas cidades, com o maior investimento em Évora, capital europeia da cultura no próximo ano.</P><br />
<P>Investimentos também em Beja, começando com a recuperação do jardim municipal e depois de outros espaços verdes e arborização de percursos entre jardins, em ainda em Leiria, S. João da Madeira e Vila Real de Trás os Montes.</P><br />
<P>Também questionada pelos jornalistas a ministra reafirmou a importância de outro projeto, para o Alentejo, de restauro do montado, que tem como objetivo travar a desertificação.</P><br />
<P>Maria da Graça Carvalho referiu também o objetivo de plantação de três milhões de árvores por ano até 2030 e a criação de uma rede de viveiros. </P><br />
<P>Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores para os quais são propostas mais de 400 medidas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771436]]></sapo:autor>
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		<title>Trump desiste de polémico fundo anti-instrumentalização &#8211; líder republicano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:55:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A administração Trump renunciou ao seu fundo de compensação "anti-instrumentalização" para a justiça, que foi recentemente criado e criticado como um "fundo secreto", disse hoje o líder da maioria republicana no Senado norte-americano, John Thune.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A administração Trump renunciou ao seu fundo de compensação &#8220;anti-instrumentalização&#8221; para a justiça, que foi recentemente criado e criticado como um &#8220;fundo secreto&#8221;, disse hoje o líder da maioria republicana no Senado norte-americano, John Thune.</P><br />
<P>Questionado por jornalistas no Congresso sobre se o fundo &#8220;já não estaria em cima da mesa&#8221;, Thune respondeu: &#8220;É correto&#8221;, citando discussões sobre o assunto com o procurador-geral interino Todd Blanche.</P><br />
<P>O senador disse que esperava que o ministro confirmasse isto &#8220;de forma muito clara&#8221; numa audiência hoje à tarde (hora local) perante uma comissão parlamentar.</P><br />
<P>A administração Trump reconheceu na segunda-feira uma decisão judicial que congelou temporariamente o fundo de quase 1,8 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros), indicando que poderá dispensá-lo.</P><br />
<P>Vários meios de comunicação, incluindo a Bloomberg e a Axios, acreditam que a administração Trump pretende recuar, perante a oposição dos democratas, mas também de eleitos republicanos.</P><br />
<P>&#8220;Este fundo estava aberto a qualquer pessoa que tenha sido vítima de uma instrumentalização da justiça, visada ou perseguida, seja democrata, republicana, conservadora, independente ou outra&#8221;, disse o Departamento de Justiça na segunda-feira numa declaração no X.</P><br />
<P>Expressou o seu &#8220;profundo desacordo&#8221; com a decisão do tribunal, mas garantiu que a &#8220;respeitaria&#8221;.</P><br />
<P>O departamento anunciou a 18 de maio a criação deste fundo para reparar aquilo que a administração Trump apresenta como uma instrumentalização da justiça contra os apoiantes do Presidente sob o seu antecessor democrata Joe Biden.</P><br />
<P>Os democratas denunciaram um &#8220;fundo secreto&#8221; destinado a recompensar os apoiantes de Donald Trump, incluindo pessoas condenadas pelo ataque ao Capitólio a 6 de janeiro de 2021.</P><br />
<P>A criação deste fundo está a ser contestada em tribunal, incluindo por um antigo procurador federal que investigou casos contra participantes do 6 de janeiro de 2021, polícias que defenderam o Capitólio, uma autoridade local ou organizações.</P><br />
<P>Um juiz num tribunal em Alexandria, perto de Washington, deu provimento parcialmente na sexta-feira.</P><br />
<P>Assim, proibiu o governo, até novo aviso, de qualquer ação relativa a este fundo, incluindo alimentá-lo financeiramente ou retirar dinheiro dele, ou examinar pedidos de indemnização, para garantir que nenhuma quantia seja &#8220;irreversivelmente paga&#8221; antes que seja tomada uma decisão.</P><br />
<P>O juiz marcou uma nova audiência para 12 de junho sobre uma possível extensão deste congelamento.</P><br />
<P>O fundo foi criado ao abrigo de um acordo entre o Departamento de Justiça e o Presidente dos EUA, bem como os seus dois filhos mais velhos, numa disputa com as autoridades fiscais (IRS).</P><br />
<P>Em troca de retirar a sua queixa contra o IRS, na qual reivindicou 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,56 mil milhões de euros) por fugas de informação nas suas declarações fiscais, Donald Trump também conseguiu que ele, a sua família e as suas empresas beneficiam de imunidade fiscal retroativa, ou seja, que o IRS não poderia contestar as suas declarações fiscais anteriores.</P></p>
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