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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Talibãs entram na UE com vistos especiais de 24 horas — e só para discutir deportações de afegãos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:53:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cinco vistos foram emitidos esta segunda-feira ao final da tarde, depois de uma análise de segurança feita pelos serviços de segurança do Estado belga e pelos serviços de informação militar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma delegação talibã recebeu vistos para viajar para Bruxelas e deverá chegar esta terça-feira à capital belga, numa visita politicamente sensível centrada na migração e no eventual retorno de cidadãos afegãos condenados por crimes ou considerados ameaças à segurança. A informação foi avançada pelo &#8216;Euractiv&#8217;, que cita fontes próximas dos preparativos.</p>
<p>Os cinco vistos foram emitidos esta segunda-feira ao final da tarde, depois de uma análise de segurança feita pelos serviços de segurança do Estado belga e pelos serviços de informação militar. Segundo um porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, essa análise não encontrou elementos que permitissem concluir que os membros da delegação representassem uma ameaça em território belga.</p>
<p>Os vistos têm, contudo, limitações muito apertadas. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros belga, são válidos apenas para a Bélgica, não para o espaço Schengen, e apenas por um dia. Fontes citadas pelo &#8216;Euractiv&#8217; indicam que a reunião está prevista para esta terça-feira.</p>
<p>A deslocação marca um passo relevante numa tentativa delicada de vários Governos europeus abrirem contactos técnicos com os atuais governantes de facto do Afeganistão. O objetivo passa por discutir mecanismos práticos ligados à migração, sobretudo a identificação e eventual retorno de afegãos sem direito de permanência na Europa.</p>
<p>O tema é politicamente explosivo. A União Europeia não reconhece formalmente o Governo talibã, que voltou ao poder em Cabul em 2021, após a retirada das forças ocidentais. Por isso, os contactos estão a ser preparados de forma a evitar qualquer leitura de legitimação política do regime.</p>
<p>As conversações deverão manter-se estritamente ao nível técnico, sem representação política formal. Responsáveis europeus já tinham indicado que a reunião deverá decorrer num local neutro e não em instalações oficiais da União Europeia, precisamente para reduzir o risco de ser interpretada como reconhecimento diplomático.</p>
<p>O &#8216;Euractiv&#8217; já tinha noticiado em abril que representantes talibãs eram esperados em Bruxelas antes do verão para encontros com responsáveis europeus e nacionais. Em causa está a possibilidade de expulsar cidadãos afegãos condenados por crimes ou considerados uma ameaça à segurança, uma matéria que tem ganho peso na agenda migratória europeia.</p>
<p>Os preparativos avançaram nas últimas semanas. De acordo com responsáveis europeus citados pela publicação, o departamento de migração da Comissão Europeia enviou uma nota às capitais da União Europeia a pedir que designassem pontos de contacto, caso pretendessem interagir com a delegação durante a visita.</p>
<p>As discussões deverão incidir sobre mecanismos práticos de cooperação, incluindo a identificação de cidadãos afegãos sujeitos a retorno e a emissão de documentos de viagem. Sem canais diplomáticos formais com os talibãs, estes procedimentos tornam-se particularmente difíceis para os países europeus.</p>
<p>A visita surge num momento em que a União Europeia endurece a sua política migratória. Vários Estados-membros têm pressionado Bruxelas para acelerar retornos e deportações, sobretudo nos casos de pessoas condenadas por crimes ou vistas como ameaça à segurança interna.</p>
<p>Ao mesmo tempo, organizações de direitos humanos têm criticado qualquer aproximação aos talibãs, alertando para o risco de legitimação de um regime acusado de graves violações de direitos fundamentais, em particular contra mulheres e raparigas. Também há receios sobre a segurança dos afegãos que possam vir a ser devolvidos ao país.</p>
<p>Bruxelas tenta, assim, caminhar sobre uma linha estreita: cooperar tecnicamente com quem controla o Afeganistão, sem reconhecer politicamente esse poder. A reunião desta terça-feira deverá testar até que ponto a União Europeia está disposta a separar a política migratória da sua posição oficial sobre o regime talibã.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779887]]></sapo:autor>
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		<title>Imigração aumenta pressão sobre o SNS, mas falta de médicos é mais complexa, alertam administradores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:36:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Xavier Barreto]]></category>
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					<description><![CDATA[ O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) reconheceu hoje que o aumento do número de utentes, devido à imigração, coloca sobre o SNS uma pressão acrescida, mas não justifica, por si, a falta de médicos de família]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) reconheceu hoje que o aumento do número de utentes, devido à imigração, coloca sobre o SNS uma pressão acrescida, mas não justifica, por si, a falta de médicos de família.</p>
<p>&#8220;É muito difícil imputar a responsabilidade da situação em que estamos a um único fator&#8221;, começou por dizer Xavier Barreto, em declarações à Lusa, reconhecendo o &#8220;aumento enorme da população, via imigração&#8221;, que a ministra da Saúde apontou, no sábado, como contrapeso ao reforço dos médicos de família.</p>
<p>&#8220;As circunstâncias que vivemos, com o aumento populacional brusco &#8211; causado pelo acolhimento de imigrantes que entraram no país sem regras e sem humanismo, a que acresce a existência de redes organizadas que se aproveitam da bondade da democracia e de negócios ilegais assentes nas ineficiências dos sistemas de saúde de outros países -, fazem com que o esforço e o sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família pareça não existir&#8221;, afirmou Ana Paula Martins, durante uma intervenção no congresso do PSD.</p>
<p>Da parte dos administradores hospitalares, Xavier Barreto ressalvou, por um lado, que a imigração ilegal representa &#8220;uma parte muito residual&#8221; dessa pressão acrescida sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e acrescentou, por outro lado, que a explicação para a falta de médicos é bem mais complexa.</p>
<p>&#8220;Se a população aumenta e se essa população tem necessidade de ter acesso ao SNS, o que nós temos que fazer &#8211; partindo do pressuposto de que essa população faz falta e que está cá a trabalhar &#8211; é capacitar o SNS&#8221;, defendeu.</p>
<p>Para o responsável, capacitar o SNS passa, sobretudo, por melhorar a capacidade infraestrutural das unidades de saúde e reter mais médicos no setor público, mas também repensar a organização dos profissionais e dos cuidados.</p>
<p>&#8220;Se tivéssemos, por exemplo, novas profissões ou profissões que já existem, mas adquirem novas competências, a ter um outro papel na prestação de cuidados, provavelmente o número de médicos que temos já seria suficiente porque poderiam concentrar-se, por exemplo, a fazer novas consultas e novos diagnósticos&#8221;, explicou.</p>
<p>Na prática, essa reorganização poderia passar pela atribuição da gestão de doentes crónicos a enfermeiros, ou pelo reforço dos rastreios e vacinação nas farmácias, cenários que Xavier Barreto disse já existirem noutros países.</p>
<p>&#8220;Não podemos olhar para isto de uma forma simplista. Não podemos dizer que são só os imigrantes ou que é só a retenção de profissionais ou que é só a organização. São várias coisas e todas têm que estar alinhadas&#8221;, concluiu.</p>
<p>O Instituto Nacional de Estatística atualizou hoje o número de residentes em Portugal para 11.424.031 pessoas, graças à contabilização de 1.597.539 pessoas estrangeiras.</p>
<p>De acordo com o INE, os dados anteriormente divulgados foram atualizados, concluindo que, &#8220;entre 2021 e 2025, a população residente aumentou 824.914 pessoas, destacando-se os anos de 2022, 2023 e 2024, nos quais se verificaram fluxos migratórios excecionalmente elevados, traduzindo-se em acréscimos populacionais&#8221;, respetivamente, de 330 mil, 275 mil e 183 mil pessoas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779883]]></sapo:autor>
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		<title>Número de casais no desemprego desce 10,9% em maio, indica IEFP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:36:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O número de casais com ambos os elementos desempregados desceu, em maio, 10,9% em termos homólogos e também em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de casais com ambos os elementos desempregados desceu, em maio, 10,9% em termos homólogos e também em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).</P><br />
<P>Segundo a entidade, do total de desempregados casados ou em união de facto, 8.608 (8,1%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no serviço de emprego, num total de 4.304 casais desempregados.</P><br />
<P>&#8220;Em maio de 2026, este valor representa uma diminuição de -10,9% quando comparado com o período homólogo do ano anterior&#8221;, destacou.</P><br />
<P>Face ao mês anterior, a queda foi igualmente de 10,9%. </P><br />
<P>Há vários anos que os casais nesta situação de duplo desemprego têm direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego, quando tenham dependentes a cargo.</P><br />
<P>O número de desempregados registados nos centros de emprego caiu 8,7% em maio, em termos homólogos, para 274.766, um valor também inferior ao de abril, em 3%, segundo dados hoje publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).</P><br />
<P>&#8220;No fim do mês de maio de 2026, estavam registados, nos serviços de emprego do Continente e Regiões Autónomas, 274.766 indivíduos desempregados, número que representa 66,0% de um total de 416.487 pedidos de emprego&#8221;, referiu.</P></p>
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		<title>Mais de metade dos empréstimos concedidos em 2025 com intervenção de intermediários de crédito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:35:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais de metade do crédito concedido em 2025 teve intervenção de intermediários de crédito, segundo dados do Banco de Portugal, que fala numa mudança na forma de comercialização de empréstimos em Portugal com a crescente importância destes operadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de metade do crédito concedido em 2025 teve intervenção de intermediários de crédito, segundo dados do Banco de Portugal, que fala numa mudança na forma de comercialização de empréstimos em Portugal com a crescente importância destes operadores.</P><br />
<P>Segundo o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito, hoje divulgado, o peso do crédito concedido através de intermediários de crédito foi de 50,6% em 2025, acima dos 49,9% de 2024. </P><br />
<P>Esta é a primeira vez que os intermediários de crédito são o principal canal de comercialização de crédito em Portugal desde a entrada em vigor do regime que regula a atividade destes operadores no mercado, em 2018, segundo o regulador e supervisor bancário.</P><br />
<P>Em sentido oposto, já o crédito concedido ao cliente diretamente pelo banco passou de 50,1% em 2024 para 49,4% em 2025.</P></p>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha no &#8216;verde&#8217; com Teixeira Duarte a subir mais de 6%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-lisboa-fecha-no-verde-com-teixeira-duarte-a-subir-mais-de-6/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:34:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno positivo, com o PSI a subir 0,72% para 9.168,22 pontos, impulsionada pelos ganhos de mais de 6% da Teixeira Duarte e de mais de 2% da EDP Renováveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno positivo, com o PSI a subir 0,72% para 9.168,22 pontos, impulsionada pelos ganhos de mais de 6% da Teixeira Duarte e de mais de 2% da EDP Renováveis. </P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, nove fecharam em terreno positivo e as restantes sete no &#8216;vermelho&#8217;.</P><br />
<P>Nas restantes principais bolsas europeias, o espanhol IBEX-35 subiu 1,01%, o britânico FTSE 100 somou 0,72%, no dia em que primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se demitiu, e o alemão DAX valorizou-se 0,62%. Já o francês CAC-40 recuou 0,25%. </P></p>
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		<title>Prejuízo para o Estado pode chegar aos mil milhões: ex-governantes de Sócrates vão a julgamento no caso das PPP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paulo Campos foi secretário de Estado das Obras Públicas e Carlos Costa Pina secretário de Estado do Tesouro e Finanças do Executivo de José Sócrates]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal Central de Instrução Criminal pronunciou esta segunda-feira para julgamento Paulo Campos e Carlos Costa Pina, antigos secretários de Estado do Governo de José Sócrates, no caso das parcerias público-privadas rodoviárias. Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, os dois ex-governantes vão responder por crimes de participação económica em negócio.</p>
<p>Paulo Campos foi secretário de Estado das Obras Públicas e Carlos Costa Pina secretário de Estado do Tesouro e Finanças. A decisão instrutória acompanha, no essencial, a acusação do Ministério Público, embora com algumas alterações.</p>
<p>Em causa está um processo ligado às PPP das estradas, no qual a Justiça estima um prejuízo para o Estado na ordem dos mil milhões de euros, em benefício de concessionárias de autoestradas.</p>
<p>O Ministério Público tinha acusado os antigos governantes por alegadamente terem beneficiado várias concessionárias rodoviárias no âmbito da negociação de subconcessões e da renegociação de contratos de autoestradas sem custos para o utilizador, as antigas SCUT.</p>
<p>A pronúncia não corresponde a uma condenação. Significa que o juiz de instrução considerou existirem indícios suficientes para levar os arguidos a julgamento, onde serão apreciados os factos e a eventual responsabilidade criminal.</p>
<p>O processo remonta a decisões tomadas durante os governos de José Sócrates e envolve uma das áreas mais sensíveis da despesa pública das últimas décadas: os contratos rodoviários em regime de parceria público-privada, durante anos associados a encargos elevados para o Estado.</p>
<p>A decisão agora conhecida abre uma nova fase judicial num caso antigo, mas de forte impacto político e financeiro. No centro do processo está a suspeita de que decisões tomadas em nome do Estado acabaram por gerar vantagens ilegítimas para concessionárias e um prejuízo muito elevado para os cofres públicos.</p>
<p>Paulo Campos e Carlos Costa Pina seguirão agora para julgamento, num processo em que a Justiça terá de avaliar se as decisões tomadas no âmbito das PPP rodoviárias configuraram crime de participação económica em negócio.</p>
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		<title>“O que mudou?”: Trump acusa The New York Times de “traição” após pergunta sobre guerra com o Irão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-que-mudou-trump-acusa-the-new-york-times-de-traicao-apos-pergunta-sobre-guerra-com-o-irao/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:20:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[The New York Times]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente americano acusou o jornal de publicar “factos falsos e inventados” e classificou a cobertura como “traiçoeira”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a atacar duramente a imprensa americana, desta vez depois de o &#8216;The New York Times&#8217; ter questionado o que a guerra com o Irão tinha realmente alcançado. Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, o presidente americano acusou o jornal de publicar “factos falsos e inventados” e classificou a cobertura como “traiçoeira”.</p>
<p>Numa publicação na sua rede &#8216;Truth Social&#8217;, Trump afirmou que iria acrescentar a cobertura do jornal ao processo judicial multimilionário que mantém contra o &#8216;The New York Times&#8217;. “São criminosos!”, escreveu, depois de acusar a publicação de distorcer a situação no Irão.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116790096457517049/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>A reação surgiu na sequência de um artigo do jornal com o título “O que mudou depois de quase quatro meses de guerra? Analistas dizem que não muito”. Trump respondeu diretamente a essa formulação, defendendo que a ofensiva americana deixou as capacidades militares iranianas profundamente degradadas.</p>
<p>Na sua publicação, o presidente afirmou que o Exército iraniano está “acabado”, que a Marinha e a Força Aérea do país desapareceram enquanto ameaça relevante, e que plataformas de lançamento, mísseis, drones e capacidade de fabrico foram quase destruídos. Trump disse ainda que a economia iraniana está “partida”, que os soldados não estão a ser pagos, que o Estreito de Ormuz continua aberto e que os mercados e o emprego nos Estados Unidos estão em máximos.</p>
<p>O tom das mensagens foi particularmente agressivo. Trump chamou “corruptos” e “cobardes sem ética” aos responsáveis pela cobertura jornalística e partilhou também uma reação de Lindsey Graham, senador republicano da Carolina do Sul e defensor histórico de uma linha dura contra Teerão. Graham disse que os comentários de Trump estavam “certos” e acusou o artigo de insultar os militares americanos.</p>
<p>O artigo em causa, assinado por Neil MacFarquhar, argumenta que o memorando de entendimento assinado na semana passada entre Washington e Teerão, destinado a pôr fim às hostilidades, já enfrenta sinais de fragilidade. Um dos pontos centrais é a ameaça iraniana de voltar a fechar o Estreito de Ormuz em resposta às ações de Israel no Líbano.</p>
<p>A passagem marítima continua a ser um dos pontos mais sensíveis das relações entre Estados Unidos e Irão. Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de um quinto do petróleo mundial, o que transforma qualquer ameaça à navegação numa questão imediata para mercados energéticos, preços dos combustíveis e pressão política interna.</p>
<p>O texto do &#8216;The New York Times&#8217; sustenta que a resposta de Teerão à ofensiva americana, designada Operação Epic Fury e iniciada a 28 de fevereiro, terá reforçado a sua posição como ator regional. Os ataques de retaliação contra aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e a capacidade de pressionar a navegação em Ormuz terão dado ao regime iraniano instrumentos relevantes de pressão.</p>
<p>Trump rejeita essa leitura e insiste que a guerra produziu resultados claros. Mas o debate nos Estados Unidos está longe de encerrado. A &#8216;CBS News&#8217; já tinha publicado sondagens a mostrar dúvidas significativas entre os americanos sobre os objetivos e os resultados da guerra com o Irão, num contexto em que os preços dos combustíveis e o custo de vida continuam a pesar na opinião pública.</p>
<p>O presidente respondeu também às novas ameaças iranianas com avisos militares. Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, Trump disse que os Estados Unidos poderão “tomar conta do resto do país” se navios-tanque forem novamente impedidos de atravessar o Estreito de Ormuz.</p>
<p>A relação de Trump com o &#8216;The New York Times&#8217; é marcada por confronto antigo. O presidente acusa frequentemente o jornal e outros meios de comunicação tradicionais de difundirem “notícias falsas”, sobretudo quando a cobertura contraria a narrativa da Casa Branca.</p>
<p>No ano passado, Trump avançou com uma ação por difamação de 15 mil milhões de dólares, cerca de 13,8 mil milhões de euros, contra o &#8216;The New York Times&#8217;. O processo inicial foi rejeitado por um juiz poucos dias depois, que considerou a queixa excessivamente longa e incapaz de sustentar o caso. Trump apresentou depois uma versão alterada, com 40 páginas, num tribunal federal da Florida.</p>
<p>O &#8216;The New York Times&#8217; rejeitou as acusações e afirmou que o processo “não tem mérito”, considerando-o uma tentativa de travar jornalismo independente e de gerar atenção mediática. Trump também avançou nos últimos meses com ações judiciais contra a &#8216;ABC News&#8217;, o programa &#8217;60 Minutes&#8217; da &#8216;CBS&#8217; e o &#8216;The Wall Street Journal&#8217; por coberturas que contestou.</p>
<p>A nova polémica surge num momento delicado para a política externa americana. Enquanto a Administração Trump tenta apresentar o memorando com o Irão como sinal de força e de controlo da escalada, críticos questionam se a guerra reduziu de facto as ameaças regionais ou apenas deixou uma paz frágil dependente do Estreito de Ormuz.</p>
<p>Mais do que uma disputa com um jornal, o episódio mostra a dificuldade da Casa Branca em controlar a narrativa sobre uma guerra que continua a dividir analistas, aliados e eleitores americanos. Para Trump, a ofensiva mudou tudo. Para os críticos, a pergunta incómoda permanece: o que mudou realmente depois de quase quatro meses de conflito?</p>
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		<title>Europa está a sofrer com o calor extremo: escolas fechadas, mais de uma dezena de mortes em França e alertas vermelhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:05:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Europa enfrenta esta semana uma das vagas de calor mais intensas do ano, com temperaturas acima dos 40 ºC, escolas encerradas ou a funcionar com horários reduzidos, eventos cancelados, restrições ao consumo de água e alertas de risco de vida para a população]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa enfrenta esta semana uma das vagas de calor mais intensas do ano, com temperaturas acima dos 40 ºC, escolas encerradas ou a funcionar com horários reduzidos, eventos cancelados, restrições ao consumo de água e alertas de risco de vida para a população. De França ao Reino Unido, passando por Espanha, o calor deixou de ser apenas desconforto: tornou-se um problema de saúde pública, trabalho, transportes, turismo e segurança.</p>
<p>Em França, a situação é particularmente grave. O país atravessa uma onda de calor que colocou quase todo o território em alerta e levou as autoridades a adotar medidas de urgência. Centenas de escolas estão fechadas ou adaptaram horários para proteger alunos e funcionários, numa semana em que os termómetros podem bater recordes para o mês de junho.</p>
<p>A procura por formas de escapar ao calor tem tido consequências trágicas. Só este domingo, 13 pessoas morreram afogadas em França, confirmou a proteção civil, que admitiu que todas procuravam o mesmo: refrescar-se. As autoridades alertam que rios, lagos e outros cursos de água podem parecer uma solução imediata, mas exigem condições de segurança.</p>
<p>Em paralelo, pelo menos três idosos morreram por causa das temperaturas extremas que atingem o país. Na região de Bordéus, os termómetros chegaram aos 42 ºC, enquanto 49 regiões administrativas foram colocadas sob aviso vermelho devido ao calor.</p>
<p>“Estamos a caminhar para, pelo menos, vários dias de tempo muito, muito quente. Não sabemos quando é que as temperaturas vão começar a descer”, admitiu a ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist, em declarações à &#8216;TF1&#8217;.</p>
<p>A proteção civil reconhece que muitas pessoas procuram cursos de água para fugir ao calor, mas Jérôme Boulanger, porta-voz do organismo, alertou à RMC que a segurança deve estar garantida antes de qualquer mergulho ou atividade aquática.</p>
<p>No Reino Unido, o Met Office emitiu um raro aviso vermelho para calor extremo, com temperaturas que poderão chegar aos 39 ºC ou 40 ºC em partes do sul e sudeste de Inglaterra. A agência britânica de segurança sanitária emitiu também alertas vermelhos de saúde para várias regiões, avisando para risco de vida mesmo entre pessoas saudáveis.</p>
<p>Várias escolas britânicas começaram a mandar alunos para casa mais cedo ou a adaptar regras de vestuário, numa tentativa de proteger crianças e professores. O aviso vermelho deverá vigorar entre quarta e quinta-feira, num episódio que poderá bater o recorde de temperatura mais alta alguma vez registada no Reino Unido em junho.</p>
<p>A pressão chegou também à água. A South East Water pediu aos clientes que usassem água apenas para fins essenciais, depois de ter registado um consumo 56 milhões de litros acima do habitual num só dia. Thames Water e Anglian Water também apelaram às famílias para deixarem de usar mangueiras e reduzirem o consumo.</p>
<p>As autoridades britânicas alertaram ainda para riscos nas estradas e nos veículos. A AA avisou que o calor extremo pode colocar pressão adicional nos automóveis e até obrigar à utilização de equipamentos nas estradas, uma vez que o asfalto pode ser afetado por temperaturas invulgarmente elevadas.</p>
<p>Em Espanha, a situação também preocupa. A Aemet, agência meteorológica espanhola, emitiu alerta vermelho para o País Basco, normalmente uma das zonas mais frescas do país. San Sebastián poderá atingir os 40 ºC, valor mais do que duas vezes superior à média histórica para esta altura do ano. Algumas atividades desportivas e culturais foram canceladas.</p>
<p>O calor espanhol não dará grande alívio durante a noite. Em várias zonas, as temperaturas mínimas deverão ficar acima dos 25 ºC e, em alguns locais, perto dos 30 ºC, as chamadas noites tropicais ou tórridas que impedem o descanso e agravam os riscos para idosos, crianças, trabalhadores ao ar livre e pessoas com doenças crónicas.</p>
<p>Madrid está a acompanhar se as empresas cumprem as regras que permitem ajustar ou reduzir horários de trabalho quando há alertas laranja ou vermelhos. Os trabalhadores podem também ter direito a dias de licença paga quando não conseguem deslocar-se para o emprego devido a condições meteorológicas extremas.</p>
<p>A vaga de calor está a afetar também transportes, festivais, competições desportivas e atividades ao ar livre. Em França, participantes em festivais procuraram sombra debaixo de árvores; em Espanha, imagens de mulheres com sombrinhas em Sevilha voltaram a simbolizar uma Europa cada vez mais exposta a calor extremo; no Reino Unido, os avisos já incluem escolas, condutores, famílias e empresas de abastecimento de água.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde para a Europa tem alertado que mais de 200 mil pessoas morreram no continente por causas relacionadas com o calor nos últimos quatro anos. O número ajuda a explicar porque as autoridades já tratam estes episódios como emergências de saúde pública e não apenas como dias quentes de verão.</p>
<p>O contexto climático torna a situação ainda mais preocupante. Especialistas britânicos recordam que a famosa vaga de calor de 1976 ocorreu num planeta bastante mais fresco. Hoje, com o aquecimento global provocado sobretudo pela queima de combustíveis fósseis, episódios semelhantes tendem a ser mais frequentes, mais longos e mais intensos.</p>
<p>O Met Office apresentou mesmo um cenário plausível para junho de 2056, no qual uma futura vaga de calor poderia levar as temperaturas a 45 ºC em Inglaterra, 41 ºC no País de Gales, 38 ºC na Escócia e 30 ºC em Belfast. A previsão não é uma certeza, mas funciona como aviso sobre o tipo de calor extremo que poderá tornar-se mais comum se as emissões não forem reduzidas e se as infraestruturas não forem adaptadas.</p>
<p>O problema já não é apenas sobreviver a uma semana de calor. É perceber se escolas, hospitais, lares, transportes, casas, locais de trabalho e redes de água estão preparados para um clima em mudança. Esta semana, a Europa está a testar essa resposta em tempo real — e o resultado mostra que o continente ainda sofre demasiado quando o termómetro sobe.</p>
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		<title>Crimeia sem gasolina e sem férias? Ucrânia diz que a época balnear está “fechada”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Kiev afirma ter atingido nos últimos dias depósitos de combustível, estações de compressão de gás, sistemas de defesa antiaérea Pantsir e S-400, bem como radares Nebo-U e Kasta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Defesa da Ucrânia declarou que a época balnear na Crimeia está “fechada”, depois de uma série de ataques recentes contra infraestruturas militares e energéticas na península ocupada pela Rússia. Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, Kiev afirma ter atingido nos últimos dias depósitos de combustível, estações de compressão de gás, sistemas de defesa antiaérea Pantsir e S-400, bem como radares Nebo-U e Kasta.</p>
<p>Numa mensagem curta, o Ministério da Defesa ucraniano ironizou sobre a situação dos turistas russos que planeavam férias de verão na península: “Previsão meteorológica para turistas: desfavorável.&#8221; A frase foi interpretada como um aviso político e militar dirigido a Moscovo e aos visitantes russos, numa região que o Kremlin tem promovido como destino turístico interno desde a anexação ilegal da Crimeia, em 2014.</p>
<p>A Crimeia tem sido descrita por Kiev como um ponto militar essencial para as operações russas no sul da Ucrânia e no Mar Negro. A península funciona como plataforma logística, base de defesa aérea, corredor de abastecimento e zona de apoio às forças russas que combatem em território ucraniano.</p>
<p>As autoridades ucranianas não deram detalhes adicionais sobre os ataques mais recentes, mas sugeriram que a continuidade da atividade militar poderá afetar as condições da época turística de verão. A mensagem surge num momento em que a pressão sobre a Crimeia ocupada se tem intensificado, com ataques ucranianos contra rotas de transporte, abastecimento de combustível e infraestrutura militar.</p>
<p>As consequências já se fazem sentir no quotidiano da península. As autoridades de ocupação russas na Crimeia e em Sevastopol anunciaram a suspensão total da venda de combustível a civis, restringindo gasolina e gasóleo exclusivamente a veículos de emergência e serviços estatais.</p>
<p>Mikhail Razvozhaev, responsável instalado pela Rússia em Sevastopol, anunciou a medida neste domingo, atribuindo-a a problemas logísticos. “O fornecimento de combustível à cidade está atrasado”, afirmou, acrescentando que o abastecimento passaria a ser reservado a veículos de serviços de emergência.</p>
<p>Pouco depois, Sergei Aksyonov, líder instalado pela Rússia na Crimeia, anunciou medidas idênticas para o resto da península. Segundo Aksyonov, desde as 09h00 locais de domingo, todas as estações de serviço da Crimeia deixaram de vender combustível a particulares e empresas, independentemente de o pagamento ser feito em dinheiro, cartão ou cupões.</p>
<p>Apenas os serviços estatais responsáveis pela segurança e pelo funcionamento essencial da região continuam a receber combustível. Meios internacionais têm descrito a situação como uma crise de abastecimento agravada pelos ataques ucranianos a rotas logísticas e infraestruturas energéticas russas.</p>
<p>A pressão militar tem também impacto no turismo. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que as autoridades instaladas pela Rússia suspenderam atividades turísticas e campos de verão para crianças até setembro, num contexto de escassez de combustível e insegurança crescente na península.</p>
<p>O &#8216;The Guardian&#8217; avançou ainda que a intensificação dos ataques ucranianos já provocou cancelamentos significativos de reservas turísticas, com a Crimeia a tornar-se cada vez menos previsível para visitantes russos durante o verão.</p>
<p>A estratégia ucraniana parece ir além de ataques pontuais. Analistas do Institute for the Study of War têm defendido que Kiev está a procurar degradar a capacidade russa de manter logística e transporte de combustível através da região do Estreito de Kerch, essencial para sustentar operações na Crimeia e no sul da Ucrânia.</p>
<p>A península ocupada, que Moscovo tenta apresentar como destino turístico normalizado, volta assim a ser tratada por Kiev como aquilo que é no plano militar: uma retaguarda estratégica russa. A diferença é que, desta vez, a guerra não afeta apenas radares, depósitos ou sistemas antiaéreos. Chega também às bombas de gasolina, às estradas, aos hotéis e à própria promessa de férias junto ao Mar Negro.</p>
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		<title>Xiaomi faz história no Nürburgring: SUV elétrico bate recorde sem ninguém ao volante. Veja o vídeo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:19:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nürburgring]]></category>
		<category><![CDATA[Xiaomi YU7]]></category>
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					<description><![CDATA[No traçado alemão, conhecido pela sua dificuldade técnica e pela extensão superior a 20 quilómetros, o modelo completou uma volta em 10 minutos, 29 segundos e 483 milésimos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Xiaomi levou a condução autónoma a um dos palcos mais exigentes do mundo automóvel. Segundo o Motor1, o construtor chinês registou o primeiro tempo oficial no Nürburgring Nordschleife com um veículo em condução totalmente autónoma, sem intervenção humana ao volante.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Xiaomi YU7 GT 10:29.483.</p>
<p>The world’s first autonomous driving lap record at the Nürburgring. <a href="https://t.co/X5yUP0JbKV">pic.twitter.com/X5yUP0JbKV</a></p>
<p>&mdash; DriveGreenLiveGreen (@DriveGreen80167) <a href="https://x.com/DriveGreen80167/status/2068925453407064331?ref_src=twsrc%5Etfw">June 22, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O protagonista foi o Xiaomi YU7 GT, versão de alto desempenho do SUV elétrico da marca. No traçado alemão, conhecido pela sua dificuldade técnica e pela extensão superior a 20 quilómetros, o modelo completou uma volta em 10 minutos, 29 segundos e 483 milésimos.</p>
<p>O resultado representa uma etapa simbólica para os automóveis elétricos autónomos, mas também mostra que a tecnologia ainda está longe do ritmo de um condutor humano em contexto de pista. O mesmo SUV, conduzido por uma pessoa, já tinha completado o Nürburgring em 7 minutos, 22 segundos e 755 milésimos.</p>
<p>A diferença é expressiva: mais de três minutos separam a volta autónoma da volta com piloto. O desfasamento ajuda a explicar uma das limitações atuais da condução autónoma de alto desempenho: os algoritmos tendem a conservar margens de segurança muito mais prudentes do que um condutor experiente.</p>
<p>No caso de um circuito como o Nürburgring, essa prudência pesa no cronómetro. Travagens antecipadas, trajetórias menos agressivas e menor exploração dos limites de aderência podem tornar a condução autónoma mais segura, mas também bastante mais lenta.</p>
<p>Ainda assim, o feito tem valor tecnológico. A condução sem intervenção humana num circuito tão complexo exige leitura permanente da pista, gestão de aceleração e travagem, interpretação de curvas rápidas e lentas, e capacidade de manter o veículo dentro de uma margem controlada ao longo de uma volta completa.</p>
<p>O YU7 GT tem argumentos técnicos de peso. O SUV elétrico assenta numa arquitetura de 897 volts, usa uma bateria de 101,7 kWh e conta com uma motorização capaz de desenvolver até 1.003 cv.</p>
<p>As prestações colocam o modelo em território de supercarro: acelera dos 0 aos 100 km/h em 2,92 segundos e atinge uma velocidade máxima de 300 km/h. De acordo com a Xiaomi, a arquitetura elétrica permite também carregamentos ultrarrápidos, com recuperação de 570 quilómetros de autonomia em 15 minutos.</p>
<p>No mercado chinês, o SUV está disponível a partir de 389.900 yuan, cerca de 47.000 euros ao câmbio atual. As entregas atingiram 8.736 unidades logo em maio de 2026, sinal da ambição da Xiaomi em transformar o YU7 GT numa das suas referências tecnológicas.</p>
<p>O Motor1 sublinha que a demonstração no Nürburgring não deve ser lida apenas como uma corrida contra o cronómetro. O tempo autónomo é claramente mais lento do que o obtido por um piloto, mas mostra que a Xiaomi quer colocar a condução autónoma no centro da sua imagem tecnológica.</p>
<p>A grande pergunta é menos se a máquina já consegue bater o humano e mais quando começará a aproximar-se dele. Por agora, o YU7 GT mostrou que consegue dar uma volta sozinho ao “Inferno Verde”. Falta-lhe ainda a coragem, ou o risco, que um piloto aceita assumir quando procura o limite.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">10:29.483. One take. No cuts.</p>
<p>Experience the moment the world’s first autonomous driving lap record at the Nürburgring was set from the driver’s perspective. <a href="https://t.co/P8pzvrNl2v">pic.twitter.com/P8pzvrNl2v</a></p>
<p>&mdash; DriveGreenLiveGreen (@DriveGreen80167) <a href="https://x.com/DriveGreen80167/status/2068920116671140045?ref_src=twsrc%5Etfw">June 22, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779793]]></sapo:autor>
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		<title>Microsoft junta universidades e sociedades de advogados em Lisboa para acelerar adoção de IA no setor jurídico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Microsoft promoveu em Lisboa o Hackathon AI x Justice, uma iniciativa que reuniu estudantes universitários, sociedades de advogados e especialistas da tecnológica com o objetivo de acelerar a modernização do setor jurídico através da Inteligência Artificial (IA) responsável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Microsoft promoveu em Lisboa o Hackathon <em>AI x Justice</em>, uma iniciativa que reuniu estudantes universitários, sociedades de advogados e especialistas da tecnológica com o objetivo de acelerar a modernização do setor jurídico através da Inteligência Artificial (IA) responsável.</p>
<p>O evento contou com cerca de 35 estudantes de Direito da Universidade Católica Portuguesa, da NOVA School of Law e da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, bem como a participação de várias sociedades de advogados, entre as quais Gómez-Acebo &amp; Pombo, CCA Law Firm, PLMJ e Cuatrecasas.</p>
<p>Segundo a Microsoft, a iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de capacitação em IA aplicada ao setor jurídico, num contexto em que a crescente complexidade regulatória, a pressão por eficiência e a escassez de recursos tornam a modernização “essencial e não apenas desejável”.</p>
<p>“A justiça é uma infraestrutura de confiança para a sociedade. Quando funciona com qualidade, previsibilidade e rigor, reforça as instituições e sustenta a competitividade económica”, destacou a organização no enquadramento do evento.</p>
<p>Ao longo de um dia de trabalho, equipas multidisciplinares exploraram desafios reais do setor jurídico — desde a eficiência operacional ao apoio à decisão — e desenvolveram protótipos com recurso a IA, promovendo a cocriação entre academia e prática profissional.</p>
<p>Para Juan Carretero Sánchez, Legal and External Affairs Lead da Microsoft em Portugal, o principal desafio não está na falta de conhecimento, mas na gestão da informação: “o desafio raramente é a falta de informação ou de competência; é garantir que o conhecimento circula, é reutilizável e chega a tempo de suportar boas decisões”.</p>
<p>Também a participação da comunidade académica foi sublinhada pelos estudantes. António Mota Pinto, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, destacou que a Inteligência Artificial terá “um papel importante na assistência ao sistema judicial”, defendendo a importância de testar novas soluções para problemas já existentes.</p>
<p>Já Inês Silveira, da NOVA School of Law, referiu que a IA está a tornar-se inevitável no setor: “se os escritórios de advogados e as empresas não começarem a incorporar estas ferramentas, vão ficar para trás”.</p>
<p>Entre os parceiros da iniciativa, Laura Fauqueur, fundadora da Legal Shake, destacou o valor da colaboração: “o que mais me entusiasma é reunir pessoas tão diversas para resolver desafios reais. A IA faz todo o sentido como apoio ao sistema jurídico”.</p>
<p>A Microsoft sublinha que todas as soluções desenvolvidas no hackathon foram enquadradas pelos seus princípios de IA responsável, com foco em segurança, privacidade, transparência e supervisão humana.</p>
<p>A tecnológica defende que a IA, quando aplicada de forma responsável, pode ajudar a reduzir tarefas repetitivas, melhorar a consistência da informação e transformar dados dispersos em conhecimento acionável, sem substituir o julgamento humano — contribuindo para um sistema jurídico mais eficiente e preparado para a era digital.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779810]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalhadores em &#8216;lay-off&#8217; caem pelo 2.º mês seguido e ficam abaixo dos 5.000 em maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:11:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 1,1% em maio, face ao período homólogo, mas caiu 4,5% face a abril, recuando pelo segundo mês consecutivo e totalizando 4.778, segundo os dados divulgados hoje pela Segurança Social.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de trabalhadores em &#8216;lay-off&#8217; subiu 1,1% em maio, face ao período homólogo, mas caiu 4,5% face a abril, recuando pelo segundo mês consecutivo e totalizando 4.778, segundo os dados divulgados hoje pela Segurança Social.</P><br />
<P>Em maio, &#8220;o número total de situações de &#8216;lay-off&#8217; com compensação retributiva, (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho), foi de 4.778&#8221;, segundo a síntese elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.</P><br />
<P>Tal como sucedeu no mês anterior, trata-se do valor mais baixo desde setembro de 2025, período em que tinham sido registados 4.485 trabalhadores em &#8216;lay-off&#8217;, segundo a análise da Lusa, com base nos dados disponibilizados.</P><br />
<P>Face ao período homólogo, registou-se uma subida de 54 prestações processadas, o equivalente a um aumento de 1,1%.</P><br />
<P>Já na comparação em cadeia, observou-se um decréscimo de 227 prestações processadas, o que se traduz numa queda de 4,5% face ao registado em abril.</P><br />
<P>Segundo o GEP, o regime de redução de horário de trabalho abrangeu 2.340 pessoas, menos 22,5% face a maio de 2025 (menos 680 prestações) e um decréscimo de 9,8% (menos 254 prestações) face ao mês anterior.</P><br />
<P>Já o regime de suspensão temporária registou uma subida homóloga de 43,1% (mais 734 processamentos) e subiu 1,1% face a abril (mais 27 processamentos), totalizando os 2.438.</P><br />
<P>Em maio, as prestações de &#8216;lay-off&#8217; foram processadas a 265 entidades empregadoras, o que corresponde a uma queda de 15 face ao período homólogo e a um decréscimo de 77 entidades face a abril.</P><br />
<P>O &#8216;lay-off&#8217; consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779788]]></sapo:autor>
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		<title>Moldova pede à UE que &#8220;cumpra a sua parte&#8221; e não atrase processo de adesão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:09:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Moldova]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[A Presidente da Moldova pediu hoje à União Europeia para "cumprir a sua parte" no processo de adesão do país ao bloco, apelando para que se abram todos os capítulos das negociações "imediatamente, sem atrasos".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Presidente da Moldova pediu hoje à União Europeia para &#8220;cumprir a sua parte&#8221; no processo de adesão do país ao bloco, apelando para que se abram todos os capítulos das negociações &#8220;imediatamente, sem atrasos&#8221;.</p>
<p>A Moldova e o bloco estão a viver atualmente um &#8220;alinhamento raro&#8221;, afirmou Maia Sandu numa conferência de imprensa no final de uma cimeira entre a UE e a Moldova, em Bruxelas.</p>
<p>&#8220;Nós temos um mandato claro dos nossos cidadãos [para aderir à UE] e um ímpeto reformista e, nas capitais europeias, reconhece-se que o alargamento é o melhor investimento na segurança da UE. Janelas de oportunidade como esta abrem-se e fecham-se. A nossa, agora, está aberta&#8221;, alertou.</p>
<p>Sandu deixou este alerta depois de, na cimeira do Conselho Europeu, os líderes da UE terem alterado a versão inicial das conclusões para retirar a menção de que todos os capítulos das negociações de adesão da Ucrânia e da Moldova ao bloco deviam ser abertos &#8220;o mais rapidamente possível&#8221;.</p>
<p>Numa aparente alusão a esta alteração das conclusões, a que nunca se referiu explicitamente, a governante afirmou que a Moldova está preparada para &#8220;abrir todos os capítulos imediatamente, sem atrasos&#8221;, destacando que tanto a Comissão Europeia como o Conselho Europeu o reconhecem, e pediu que o processo de adesão do país à UE se &#8220;baseie no mérito&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ajudem-nos a tirar o melhor partido deste momento&#8221;, pediu, garantindo que a Moldova vai continuar a cumprir &#8220;o dever&#8221; em relação à UE, &#8220;com total sentido de responsabilidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Presidente Costa, presidente Von der Leyen, a Moldova está a cumprir a sua parte. Esperamos que os 27 Estados-membros façam o mesmo&#8221;, afirmou.</p>
<p>Na passada segunda-feira, no Luxemburgo, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou a abertura do primeiro capítulo das negociações de adesão da Moldova, relativo aos princípios e valores fundamentais, considerando tratar-se de um &#8220;marco histórico&#8221;.</p>
<p>Questionado especificamente sobre os líderes da UE terem retirado a menção à abertura dos capítulos de negociação &#8220;o mais rapidamente possível&#8221;, Costa referiu que todos os chefes de Estado e de Governo do bloco concordam que o alargamento é um &#8220;imperativo geopolítico&#8221;, mas que deve ser baseado no mérito.</p>
<p>&#8220;Quando o processo se baseia no mérito, isso significa que, quando a Moldova cumprir determinados critérios, nós temos de corresponder. E a Moldova está a cumprir de maneira muito rápida e, se mantiver este ritmo, isso significa que, quando fecharmos este primeiro capítulo, poderemos recomendar a abertura dos próximos&#8221;, sublinhou, pedindo que todos trabalhem &#8220;mais rapidamente e mais arduamente para que se cumpram todos os critérios&#8221;.</p>
<p>Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também defendeu que, mais importante do que se defender que o processo deve ser feito &#8220;o mais rapidamente possível&#8221;, é garantir que se baseia no mérito.</p>
<p>&#8220;E quando um país candidato se comporta como a Moldova se tem comportado, merece avançar. Um processo baseado no mérito não significa que seja lento, mas justo e a justiça implica que, quando um país cumpre, nós também temos de cumprir. E não estou preocupada com a Moldova, pelo contrário, estou confiante de que iremos ter sucesso&#8221;, disse.</p>
<p>António Costa e Ursula von der Leyen elogiaram o caminho que tem sido feito pela Moldova, com a presidente da Comissão Europeia a referir que, devido às reformas que têm sido aplicadas, o país se tem progressivamente integrado na UE, como mostra a recente adesão ao espaço de &#8216;roaming&#8217; europeu e à Área Única de Pagamento em Euros (SEPA, na sigla em inglês).</p>
<p>Para manter essa integração, Von der Leyen anunciou que a Moldova vai integrar o programa DiscoverEU, que oferece viagens gratuitas pela Europa a jovens entre os 18 e 20 anos.</p>
<p>Vai também começar a ser negociada a adesão da Moldova ao programa de intercâmbio universitário Erasmus a partir de 2028, acrescentou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779801]]></sapo:autor>
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		<title>Gasóleo cai 4,7% e gasolina desce 2,5%: os números desta semana nos combustíveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,906 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 0,956 euros por litro para o gasóleo simples]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,884 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana que hoje se inicia. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,803 euros por litro.</p>
<p>Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,906 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 0,956 euros por litro para o gasóleo simples. Incluindo a carga fiscal, os valores finais ficam nos 1,884 euros por litro na gasolina e nos 1,803 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Relativamente à semana anterior, adianta a ERSE, verificou-se que a média dos Preços de Venda ao Público anunciados nos pórticos, e reportada no Balcão Único da Energia, “situou-se 2,9 cênt/l acima do Preço Eficiente no caso da gasolina 95 simples e 3,0 cênt/l acima no caso do gasóleo simples. Em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de +1,5% e +1,6%, respetivamente”.</p>
<p>O Preço Eficiente “registou uma variação de -2,5% na gasolina e de -4,7% no gasóleo, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de -7,1%, e do gasóleo simples, de -11,7%”, apontou a ERSE.</p>
<p>“Quanto aos Preços com Descontos, publicados pela DGEG, a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram desvios face ao Preço Eficiente de -0,8% e -2,0%, respetivamente. Em termos absolutos, estas estimativas situam-se 1,5 cênt/l abaixo do respetivo Preço Eficiente na gasolina 95 simples e 3,7 cênt/l abaixo no gasóleo simples”, indica a ERSE.</p>
<p>A Portaria n.º 427-A/2025/1, de 28 de novembro, fixou, com efeitos a 1 de dezembro de 2025, as taxas unitárias do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 0,49752 €/l para a gasolina e 0,36160 €/l para o gasóleo. Desde então, no âmbito do mecanismo temporário e extraordinário de redução do ISP, estas taxas têm sido revistas semanalmente, procurando acomodar a evolução dos preços dos combustíveis e mitigar o impacto da volatilidade dos mercados internacionais no preço final pago pelos consumidores.</p>
<p>“A Portaria n.º 270-A/2026/1, de 19 de junho, aplicável a partir de 22 de junho de 2026, reviu as taxas unitárias do ISP, fixando-as em 0,46631 €/l na gasolina sem chumbo e 0,33674 €/l no gasóleo rodoviário. Estes valores integram o desconto temporário e extraordinário de redução do ISP, correspondente a 0,03121 €/l na gasolina e 0,02486 €/l no gasóleo, e da consignação de serviço rodoviário, correspondente a 0,087 €/l na gasolina e 0,111 €/l no gasóleo”, acrescenta a ERSE.</p>
<p>Face à semana anterior, a revisão representa um aumento de cerca de 1,01 cêntimos por litro na gasolina e de 1,86 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA. Ainda assim, mantém-se um alívio fiscal face a dezembro de 2025 de cerca de 3,12 cêntimos por litro na gasolina e 2,49 cêntimos por litro no gasóleo.</p>
<p>A estas taxas acresce a taxa de adicionamento sobre as emissões de CO2, atualizada para 2026 pela Autoridade Tributária, correspondente a 0,15911 €/l na gasolina e 0,17334 €/l no gasóleo.</p>
<p>O Preço Eficiente é um preço médio semanal determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e resulta da soma de várias componentes: os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência e os respetivos fretes marítimos, a logística primária, incluindo as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis, a componente de retalho e os impostos aplicáveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779790]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Número de desempregados nos centros de emprego recua 8,7% em maio, revela IEFP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:42:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[IEFP]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O total de desempregados registados foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2025 (-26.139, ou -8,7%), bem como ao do mês anterior (-8.524 ou -3%)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de desempregados registados nos centros de empresa caiu 8,7% em maio, em termos homólogos, para 274.766, um valor também inferior ao de abril, em 3%, segundo dados hoje publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).</p>
<p>&#8220;No fim do mês de maio de 2026, estavam registados, nos serviços de emprego do Continente e Regiões Autónomas, 274.766 indivíduos desempregados, número que representa 66,0% de um total de 416.487 pedidos de emprego&#8221;, referiu.</p>
<p>O total de desempregados registados foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2025 (-26.139, ou -8,7%), bem como ao do mês anterior (-8.524 ou -3%).</p>
<p>Segundo o IEFP, &#8220;para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2025, na variação absoluta, contribuíram os inscritos há menos de 12 meses (-17.450), os que procuram um novo emprego (-22.356) e os maiores de 25 anos (-21.645)&#8221;.</p>
<p>Em termos regionais, em maio, o desemprego diminuiu em termos homólogos em todas as regiões, com valores mais acentuados no Norte (-12,3%), nos Açores (-11,3%) e na Madeira (-9,7%).</p>
<p>Esta tendência repetiu-se face ao mês anterior, destacou o IEFP.</p>
<p>Por outro lado, considerando os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, contam-se trabalhadores não qualificados (29,7%), trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção, segurança e vendedores (19,7%), especialistas das atividades intelectuais e científicas&#8221; (11,2%) e pessoal administrativo (10,4%).</p>
<p>Segundo o IEFP, relativamente ao mês homólogo de 2025 e tendo em conta os grupos profissionais com maior expressão, observa-se um decréscimo do desemprego nos grupos dos agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta (-18,4%), trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (-12,7%), pessoal administrativo (-12,1%), operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem (-11,9%).</p>
<p>O IEFP realçou &#8220;o aumento no desemprego no grupo profissional dos &#8216;representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos&#8217; (+8,3%)&#8221;.</p>
<p>Já no que diz respeito à atividade económica de origem do desemprego, dos 241.468 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, no Continente, 68,6% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (26,9%).</p>
<p>Por sua vez, 20,5% eram provenientes do setor secundário, com particular relevo para a construção (6,0%) e setor agrícola, com 4% dos desempregados.</p>
<p>&#8220;O desemprego apresenta, face ao mês homólogo de 2025, diminuição em todos os setores: &#8216;agrícola&#8217; (-15,0%), &#8216;secundário&#8217; (-7,6%) e &#8216;serviços&#8217; (-1,3%), indicou o IEFP.</p>
<p>De acordo com o instituto, &#8220;as ofertas de emprego por satisfazer, no final de maio de 2026, totalizavam 17.703 nos serviços de emprego de todo o país&#8221;.</p>
<p>Os dados divulgados pelo IEFP indicam ainda que, ao longo do mês de maio de 2026, inscreveram-se, nos serviços de emprego de todo o país, 34.618 desempregados, um número inferior em relação ao mesmo mês de 2025 (-6.541 ou 15,9%), bem como em relação ao mês anterior (-5.138 ou 12,9%).</p>
<p>&#8220;As ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês totalizaram 11.321 em todo o país, número inferior ao do mês homólogo de 2025 (-1.908; -14,4%) e em relação ao mês anterior (-598;-5,0%)&#8221;, disse ainda o instituto.</p>
<p>As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês no continente, por ordem decrescente, foram atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, alojamento e restauração, comércio por grosso e a retalho e administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social.</p>
<p>&#8220;As colocações realizadas durante o mês de maio de 2026 totalizaram 7.822 em todo o país&#8221;, um valor inferior ao verificado em igual período de 2025, em 10,8% e igualmente inferior ao mês anterior, em 13,6%.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779779]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Falhas atingem X, Reddit, Zoom e Teams: rede de Elon Musk soma mais de 27 mil queixas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:40:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
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		<category><![CDATA[zoom]]></category>
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					<description><![CDATA[Em Portugal, dados do site Downdetector mostram problemas vividos na rede social X esta manhã]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A rede social X, detida por Elon Musk, registou esta segunda-feira uma falha significativa, com mais de 27 mil utilizadores a comunicarem problemas numa questão de minutos. A &#8216;Forbes&#8217; relata que a quebra surgiu numa manhã marcada por picos de falhas em várias plataformas digitais, incluindo Reddit, Zoom, Robinhood, Canva e Microsoft Teams.</p>
<p>Em Portugal, dados do site Downdetector mostram problemas vividos na rede social X esta manhã.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/falhas-atingem-x-reddit-zoom-e-teams-rede-de-elon-musk-soma-mais-de-27-mil-queixas/downdetector1-3/" rel="attachment wp-att-779782"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Downdetector1.png" alt="" width="875" height="376" class="alignnone size-full wp-image-779782" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Downdetector1.png 875w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Downdetector1-300x129.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Downdetector1-768x330.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Downdetector1-600x258.png 600w" sizes="(max-width: 875px) 100vw, 875px" /></a></p>
<p>Segundo dados do Downdetector citados pela revista, os problemas reportados no X, antigo Twitter, passaram de 584 pelas 09h45 da manhã na costa leste dos Estados Unidos para 27.108 por volta das 10h00. A subida abrupta indicou uma interrupção generalizada no funcionamento da plataforma.</p>
<p>Cerca de metade das queixas estavam relacionadas com a aplicação do X. Outros 30% dos relatos apontavam dificuldades no feed e na timeline, enquanto 15% diziam respeito ao acesso através do site em computador.</p>
<p>Como é habitual quando uma rede social falha, parte da conversa deslocou-se para plataformas rivais. Utilizadores recorreram ao Threads, da Meta, para comentar a indisponibilidade do X e ironizar com a repetição de problemas técnicos na plataforma de Elon Musk.</p>
<p>A &#8216;Forbes&#8217; refere que a instabilidade não se limitou ao X. O Downdetector registou também picos de queixas, embora em menor escala, no Reddit, com 2.864 relatos, no Zoom, com 3.245, no Microsoft Teams, com 1.312, e na Robinhood, com 1.422.</p>
<p>Ainda não era claro, a partir dos dados citados, se as falhas tinham uma origem comum ou se se tratava de interrupções separadas ocorridas em simultâneo. Também não havia, no texto referido, indicação de uma explicação oficial para a quebra no X.</p>
<p>A falha voltou a sublinhar a dependência de milhões de utilizadores e empresas em relação a plataformas digitais usadas para comunicação, trabalho, investimento, reuniões e circulação de informação em tempo real.</p>
<p>No caso do X, a interrupção teve particular visibilidade porque a própria plataforma é frequentemente usada para acompanhar problemas técnicos noutros serviços. Quando o X falha, muitos utilizadores procuram alternativas para confirmar se o problema é individual ou generalizado.</p>
<p>A instabilidade desta segunda-feira mostra também como as falhas digitais deixaram de afetar apenas o entretenimento ou a comunicação informal. Quando plataformas como Zoom, Teams, Reddit, Robinhood ou Canva registam problemas em simultâneo, o impacto pode chegar ao trabalho remoto, aos mercados, à criação de conteúdos e ao atendimento de clientes.</p>
<p>Os números do Downdetector não representam necessariamente o total de utilizadores afetados, mas funcionam como um sinal rápido da escala de uma interrupção. Neste caso, a velocidade da subida nas queixas sobre o X foi suficiente para colocar a plataforma entre os principais focos de instabilidade digital da manhã.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779753]]></sapo:autor>
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		<title>Praga de serpentes em Ibiza e Maiorca: répteis já nadam entre ilhas em busca de presas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:36:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A expansão de serpentes invasoras nas Ilhas Baleares está a transformar-se numa das mais graves ameaças à biodiversidade do arquipélago espanhol.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A expansão de serpentes invasoras nas Ilhas Baleares está a transformar-se numa das mais graves ameaças à biodiversidade do arquipélago espanhol. Entre as espécies que se estabeleceram nas ilhas, a cobra-ferradura destaca-se pelo impacto crescente sobre a fauna local, em especial sobre os lagartos endémicos de Ibiza e Formentera, alguns dos quais existem apenas naquele território mediterrânico.</p>
<p>Embora seja inofensiva para os seres humanos, esta serpente tornou-se um predador dominante num ecossistema onde praticamente não enfrenta concorrência natural. O resultado é uma rápida redução das populações de lagartos autóctones, levando já ao desaparecimento local de algumas comunidades em vários ilhéus das Baleares.</p>
<p><strong>Como começou a invasão</strong><br />
A presença da cobra-ferradura nas Baleares foi registada pela primeira vez em 2003, na ilha de Ibiza. Até então, a espécie encontrava-se apenas em regiões do Magrebe, na Península Ibérica e em algumas zonas da Sardenha.</p>
<p>Apesar dos primeiros avistamentos, a dimensão do problema só começou a ser reconhecida vários anos depois. Estudos publicados em 2010 revelaram que a espécie já se tinha espalhado por uma grande parte de Ibiza e que a sua expansão prosseguia rapidamente.</p>
<p>As investigações apontaram para uma origem muito específica da invasão: a importação de oliveiras ornamentais de grande porte provenientes da Península Ibérica. Em vez de utilizarem árvores locais, muitos proprietários de terrenos e empresas de jardinagem optaram por transportar exemplares adultos para projetos paisagísticos, levando inadvertidamente serpentes escondidas nos troncos, raízes e cavidades das árvores.</p>
<p>Segundo os estudos realizados pelas autoridades ambientais baleares, a chegada destas oliveiras coincidiu com o aparecimento de várias espécies de serpentes invasoras nas ilhas. A situação tornou-se ainda mais evidente quando foram identificados exemplares da cobra-ferradura em carregamentos destinados a empresas de jardinagem de Ibiza.</p>
<p>A espécie chegou a Maiorca em 2006 e foi posteriormente detetada em Formentera em 2010, consolidando uma expansão que continua a preocupar cientistas e autoridades ambientais.</p>
<p><strong>Predador sem rivais</strong><br />
Atualmente, cerca de 90% do território de Ibiza já se encontra colonizado pela cobra-ferradura.</p>
<p>A espécie alimenta-se de pequenos mamíferos, outros répteis e outras serpentes, mas os seus principais alvos nas Baleares são os lagartos-das-pitiusas (Podarcis pityusensis), uma espécie considerada vulnerável e que apenas existe em Ibiza, Formentera e nos pequenos ilhéus circundantes.</p>
<p>Os especialistas alertam que estes lagartos desempenham um papel essencial no equilíbrio ecológico local. Além de controlarem populações de insetos, contribuem para a dispersão de sementes e participam em processos de polinização de determinadas plantas.</p>
<p>A diminuição das suas populações poderá, por isso, desencadear efeitos em cadeia sobre vários componentes dos ecossistemas insulares.</p>
<p><strong>Cobras já nadam entre ilhas para procurar alimento</strong><br />
Um dos episódios que mais alarmou os investigadores ocorreu em 2024, quando foi filmada pela primeira vez uma cobra-ferradura a nadar entre ilhas do arquipélago.</p>
<p>A observação confirmou que a espécie não está limitada a áreas terrestres e consegue deslocar-se através do mar para colonizar novos territórios e procurar alimento.</p>
<p>Investigadores do Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF) documentaram este comportamento e confirmaram que a extinção local do lagarto-das-pitiusas já ocorreu em cerca de dez ilhéus.</p>
<p>Entre os locais afetados encontra-se Santa Eulària, onde foi registado o movimento das serpentes entre diferentes ilhas.</p>
<p>A situação é particularmente preocupante porque muitos destes pequenos ilhéus albergam subespécies próprias de lagartos, com características físicas e colorações únicas desenvolvidas ao longo de milhares de anos de isolamento geográfico.</p>
<p><strong>Medidas consideradas tardias</strong><br />
Perante o agravamento do problema, o Governo das Baleares introduziu há cerca de três anos restrições à importação de determinadas árvores durante os períodos de eclosão dos ovos das serpentes.</p>
<p>No entanto, muitos especialistas consideram que estas medidas chegaram demasiado tarde para impedir a expansão da cobra-ferradura.</p>
<p>As campanhas de captura também têm tido resultados limitados. Desde 2016 foram capturadas aproximadamente 12 mil serpentes, segundo dados oficiais. Apesar deste esforço, a espécie continua a expandir-se por várias zonas do arquipélago.</p>
<p>A capacidade de adaptação do animal e a ausência de predadores naturais significativos tornam particularmente difícil travar a sua disseminação.</p>
<p><strong>Outras serpentes também chegaram às Baleares</strong><br />
A cobra-ferradura não é a única espécie invasora presente nas Baleares.</p>
<p>As ilhas acolhem igualmente populações de cobra-de-escada (Zamenis scalaris), cobra-de-água-viperina (Natrix maura) e cobra-de-Montpellier (Malpolon monspessulanus).</p>
<p>Apesar disso, as autoridades sublinham que nenhuma destas espécies representa uma ameaça direta para as pessoas.</p>
<p>Além disso, as únicas serpentes venenosas existentes em Espanha — a víbora-áspide, a víbora-cornuda e a víbora-cantábrica — ainda não conseguiram estabelecer-se nas Baleares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779754]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exame Nacional de História A: Veja aqui o enunciado e critérios de correção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os alunos do 12.º ano realizaram na manhã desta segunda-feira o exame final nacional de História A, uma das provas mais relevantes para os estudantes que pretendem concluir o ensino secundário e, em muitos casos, candidatar-se ao ensino superior através de cursos que utilizam esta disciplina como prova de ingresso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os alunos do 12.º ano realizaram na manhã desta segunda-feira o exame final nacional de História A, uma das provas mais relevantes para os estudantes que pretendem concluir o ensino secundário e, em muitos casos, candidatar-se ao ensino superior através de cursos que utilizam esta disciplina como prova de ingresso.</p>
<p>De acordo com os dados divulgados, estavam inscritos 12.850 alunos para realizar o exame, identificado com o código 623. A prova decorreu em todo o país, integrando o calendário nacional de exames do ensino secundário para o presente ano letivo.</p>
<p>Após a realização do exame, foram disponibilizados o enunciado oficial da prova e os respetivos critérios de correção, documentos que permitem aos estudantes, professores e encarregados de educação analisar as perguntas colocadas e compreender de que forma serão avaliadas as respostas apresentadas.</p>
<p>Vaja aqui <a href="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/enunciado-exame-historia-a-1-fase-2026-20260622-145925.pdf" target="_blank" rel="noopener">o enunciado</a> e <a href="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/enunciado-exame-historia-a-1-fase-2026-20260622-145925.pdf" target="_blank" rel="noopener">critérios de correção</a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779758]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PGR alerta para burla através de falsos telefonemas da Paypal sobre compras fictícias</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pgr-alerta-para-burla-atraves-de-falsos-telefonemas-da-paypal-sobre-compras-ficticias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou hoje para uma burla através de telefonemas aparentemente da Paypal, nos quais os utilizados desta aplicação de pagamentos 'online' são informados de compras suspeitas que, na realidade, nunca aconteceram.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou hoje para uma burla através de telefonemas aparentemente da Paypal, nos quais os utilizados desta aplicação de pagamentos &#8216;online&#8217; são informados de compras suspeitas que, na realidade, nunca aconteceram.</p>
<p>Segundo o Gabinete de Cibercrime da PGR, a abordagem do alegado &#8220;serviço de apoio&#8221; da Paypal acontece sempre &#8220;por telefone, em inglês&#8221; e consiste numa mensagem gravada em que é referido que foi realizada uma compra Paypal, sendo sugerido ao cliente que, &#8220;caso pretenda solicitar a anulação da mesma, prima uma tecla no seu telefone&#8221;.</p>
<p>Caso o faça, a vítima &#8220;é direcionada para um suposto funcionário da Paypal&#8221;, que confirma que &#8220;foi efetuada uma compra suspeita&#8221;, nomeadamente de &#8220;criptoativos para destinos na Rússia, ou na China&#8221;.</p>
<p>A indicação de que o computador da vítima foi atacado por um pirata informático é outra das narrativas que tem sido identificada.</p>
<p>Para anular esse movimento fictício, o burlão pede autorização para enviar um &#8216;e-mail&#8217; destinado à instalação de um programa que, na prática, lhe permitirá aceder, à distância, &#8220;ao computador da vítima&#8221; e, caso esta &#8220;aceda à respetiva conta Paypal&#8221;, capturar estas credenciais e usá-las para fazer compras &#8216;online&#8217;.</p>
<p>Em alguns casos, refere em comunicado o Gabinete de Cibercrime da PGR, o utilizador do Paypal é convencido de que, para reverter a compra suspeita, terá de pagar a terceiros.</p>
<p>Embora os números de contactos aparentem ser portugueses, &#8220;têm origem, entre outros, em países do sudoeste asiático&#8221;.</p>
<p>&#8220;Este tipo de fraude não é especificamente direcionado para Portugal, antes visando vítimas em todo o mundo. Em geral, os criminosos selecionam os contactos telefónicos de forma aleatória, na esperança de que o destinatário do telefonema seja detentor de uma conta Paypal&#8221;, lê-se na nota emitida hoje.</p>
<p>Por norma, &#8220;se a vítima se aperceber de que está a ser alvo de uma fraude&#8221;, o burlão &#8220;desliga o telefonema&#8221; e nada acontece.</p>
<p>&#8220;É recomendável que se avaliem cautelosamente as respostas a comunicações telefónicas desta natureza, nunca fornecendo informações pessoais ou de cartões de crédito, e não instalando qualquer tipo de &#8216;software&#8217; [programa informático] indicado telefonicamente por desconhecidos&#8221;, recomenda o Gabinete de Cibercrime da PGR.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_779759]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Lagarde avisa que situação económica da zona euro &#8220;continua frágil&#8221; apesar de acordo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente do Banco Central Europeu (BCE) avisou hoje que a situação económica da zona euro "continua frágil" devido ao conflito no Médio Oriente, apesar do acordo alcançado, e defendeu o recente aumento "sólido" das taxas de juro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente do Banco Central Europeu (BCE) avisou hoje que a situação económica da zona euro &#8220;continua frágil&#8221; devido ao conflito no Médio Oriente, apesar do acordo alcançado, e defendeu o recente aumento &#8220;sólido&#8221; das taxas de juro.</p>
<p>&#8220;As perspetivas permanecem incertas, com riscos de subida da inflação e riscos de desaceleração do crescimento económico. O acordo de paz no Médio Oriente é bem-vindo, mas a situação continua frágil, existindo riscos de retrocessos ou de uma nova escalada&#8221;, afirmou Christine Lagarde.</p>
<p>Intervindo perante os eurodeputados da comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável apontou que &#8220;as implicações completas da guerra para a inflação e o crescimento no médio prazo dependerão da intensidade e da duração do choque nos preços da energia, bem como da dimensão dos seus efeitos indiretos e de segunda ordem&#8221;.</p>
<p>Duas semanas após o BCE ter decidido aumentar as taxas de juro, Christine Lagarde defendeu que tal deliberação &#8220;é sólida em todos os cenários preparados pelos especialistas&#8221;.</p>
<p>Isto &#8220;significa que, em todos eles [cenários analisados], um aumento das taxas justifica-se&#8221;, acrescentou a presidente do BCE, referindo que, com tal decisão, o banco central está &#8220;bem posicionado para enfrentar a incerteza provocada pela guerra&#8221;.</p>
<p>&#8220;Acompanharemos de perto os desenvolvimentos e seguiremos uma abordagem dependente dos dados e tomada reunião a reunião para determinar a orientação adequada da política monetária&#8221;, adiantou.</p>
<p>Em 14 de junho passado, foi anunciado entendimento preliminar entre os Estados Unidos e o Irão para pôr termo às hostilidades no Médio Oriente e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções e a segurança regional.</p>
<p>O acordo prevê um período de negociações técnicas antes da sua formalização definitiva, estando a oficialização dependente do cumprimento dos compromissos acordados por ambas as partes.</p>
<p>Antes, em 11 de junho passado, o BCE decidiu subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.</p>
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