A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou a favor, pela segunda vez no espaço de um ano, de tornar a cidade de Washington D.C. no 51º estado norte-americano. A proposta segue agora para o Senado, onde enfrentará uma forte oposição republicana.
A iniciativa, liderada pela representante única do Distrito de Colúmbia (D.C., a região administrativa da capital dos EUA), a afro-americana Eleanor Holmes Norton, com 216 votos a favor e 208 contra.
Os republicanos parecem opor-se, avança a agência Reuters, porque a população de Washington D.C. é fortemente democrata e, como estado, provavelmente elegeria dois senadores democratas, podendo eventualmente alterar o equilíbrio de poder no Senado, que tem agora 50 democratas e 50 republicanos. O projeto precisa agora de obter 60 votos no Senado, dos 100 membros, para ser aprovado.
Os democratas, que há décadas defendem a criação de um Estado para a capital dos Estados Unidos, esperam agora aproveitar a vantagem da eleição do presidente Joe Biden em novembro passado, e do controlo do Senado e da Câmara, para admitir um novo estado pela primeira vez desde 1959, o ano em que o Alasca e o Hawai se juntaram à união.
Se a proposta for aprovada, os 712 mil habitantes do Distrito de Colúmbia serão representados por dois senadores e um membro da Câmara de Representantes, todos com direito a voto.
O novo estado deverá passar a ser denominado de “Washington, Douglass Commonwealth”, em homenagem a George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, e Frederick Douglass, um ex-escravo que se tornou um dos principais líderes do movimento abolicionista nos Estados Unidos, no século 19.













