Wall Street fecha semana negativa com subida de infeções nos EUA

A subida alarmante dos casos de infeções com o novo coronavírus nos EUA provocou que a bolsa nova-iorquina tenha encerrado hoje em forte baixa, com os investidores a cederem à incerteza que a situação provoca no mercado acionista.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average caiu 2,83%, para os 25.015,55 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq recuou 2,59%, para as 9.757,22 unidades, e o alargado S&P500 cedeu 2,42%, para as 3.009,05.

No conjunto da semana, o Dow Jones desvalorizou 3,3%, Nasdaq perdeu 1,9% e o S&P500 caiu 2,8%.

Os investidores estão alarmados com a subida das infeções nos estados do sul e oeste dos EUA nos últimos dias.

No Texas, o governador ordenou o encerramento dos bares e na Florida as autoridades anunciaram que o consumo de álcool iria ser proibido nos bares, com efeito imediato.

As medidas levam numerosos observadores a recear uma perda de ritmo da economia norte-americana, que estava a reabrir, quando as perspetivas já eram pouco tranquilizadoras.

“Aproximamo-nos do final do segundo trimestre e está previsto que os rendimentos (das empresas cotadas no S&P 500) caiam cerca de 45%”, salientou Sam Stovall, responsável pela estratégia de investimento na CFRA Research.

“Todos os setores devem apresentar uma descida em relação ao mesmo período do ano passado, com declínios mais acentuados nos setores da energia, dos bens de consumo não essenciais e da indústria”, especificou Stovall.

No início da sessão, a praça nova-iorquina também reagiu a anúncios feitos pela Reserva Federal (Fed), na noite de quinta-feira, depois dos testes de resistência financeira que fez.

Os 34 maiores bancos dos EUA devem suspender os seus programas de compras de ações no terceiro trimestre e limitar o pagamento de dividendos aos acionistas, decidiu a Fed.

Em resultado, os títulos dos principais bancos tiveram fortes quedas, como os do JP Morgan Chase (-5,48%), Bank of America (-6,35%), Citigroup (-5,88%), Wells Fargo (-7,42%), Goldman Sachs (-8,65%) e Morgan Stanley (-3,57%).

Na parte dos indicadores, as despesas das famílias aumentaram 8,2% em maio, em relação ao mês anterior, um sinal de que a economia norte-americana está a recuperar lentamente do marasmo económico provocado pela pandemia do novo coronavírus, segundo os dados do Departamento do Trabalho.

Por seu lado, a inflação voltou a subir em maio, em 0,1%, quando os analistas esperavam que permanecesse sem alteração

Em abril, o índice dos preços no consumidor tinha baixado 0,5%.

A confiança dos consumidores nos EUA, por sua vez, melhorou em junho menos do que esperado, em contexto de ressurgência da pandemia, segundo a estimativa do inquérito da Universidade do Michigan.

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