A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem direção, mas com recorde do Dow Jones, com os investidores prudentes antes da assinatura do acordo entre EUA e Irão e na expectativa do resultado da reunião da Reserva Federal, que começou hoje.
Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,64%, estabelecendo novo máximo no fecho da sessão, desta vez em 52.001,64 pontos.
Mas o tecnológico Nasdaq recuou 1,15% e o alargado S&P500 perdeu 0,57%.
“Observa-se alguma rotação” fora do setor tecnológico depois de fortes apreciações, disse Patrick O’Hare, da Briefing.com, em declarações à AFP.
“É normal que os investidores desejam consolidar os seus ganhos depois de vários dias de progressão”, apontou Steve Sosnick, da Interactive Brokers.
“Tanto que ainda procuramos compreender exatamente o que contém o acordo” anunciado entre os EUA e o Irão, acrescentou.
Os dois Estados vão assinar na sexta-feira, na Suíça, um protocolo de acordo para acabar com a guerra, iniciada pelos ataques israelo-norte-americanos, ponto de partida de dois meses de negociação, que tem como primeira etapa a reabertura do Estreito de Ormuz, indispensável para o comércio mundial de hidrocarbonetos.
Mas muitos operadores continuam prudentes, desde logo devido à questão do nuclear iraniano.
“Partimos do princípio de que as negociações (…) referentes a um novo acordo nuclear arriscam ser muito movimentadas e, assim, o prolongamento das discussões será posto em questão de forma regular”, estimou Thu Lan Nguyen, do Commerzbank.
Ao mesmo tempo, os investidores esperam a decisão de política monetária do banco central dos EUA na quarta-feira.
Mas não há qualquer ‘suspense’ quanto ao resultado da reunião, uma vez que é largamente esperada a manutenção da taxa de juro de referência, situada no intervalo entre 3,50% e 3,75% desde dezembro.
Mas os primeiros passos de Kevin Warsh, o novo presidente da instituição, vão ser seguidos de muito perto.
A conferência de imprensa que se vai suceder à reunião “pode ser muito animada”, antecipou Steve Sosnick, em particular sobre a transparência do banco central, que vai suscitar “numerosas questões”, acrescentou.



