Wall Street baixa com subida dos rendimentos obrigacionistas e medo da inflação

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, no seguimento da subida dos rendimentos obrigacionistas e dos receios da inflação e sem notícias positivas da situação decorrente da guerra ao Irão.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, no seguimento da subida dos rendimentos obrigacionistas e dos receios da inflação e sem notícias positivas da situação decorrente da guerra ao Irão.


Os resultados da sssão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,65%, o tecnológico Nasdaq cedeu 0,84% e o alargado S&P500 baixou 0,67%.


“O rendimento das obrigações a 30 anos atingiu o seu máximo de 19 anos, fazendo cair as ações pela terceira sessão consecutiva”, especificou Jose Torres, da Interactive Brokers.


Os títulos com este prazo atingiram um máximo desde 2007 e a crise económico-financeira de então, atingindo até 5,19% durante a sessão, depois dos 5,12% da véspera e dos 4,61% antes dos primeiros ataques israelo-norte-americanos ao Irão, em 28 de fevereiro.


Já estes títulos da dívida federal a 10 anos conheceram um movimento pouco frequente, atingindo os 4,69% – um máximo desde o início de 2025 -, depois dos 4,59% no fecho da sessão de segunda-feira. Antes dos ataques israelo-norte-americanos o rendimento oferecido estava nos 3,94%.

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Em causa: “os receios legados à inflação” perante o impasse diplomático no Médio Oriente, apontou Sam Burns, da Mill Street Research, em declarações à AFP.


“Para mais, o Estreito de Ormuz continua fechado”, acentuou.


Com a inflação a corroer o valor do capital emprestado, os credores exigem taxas superiores.

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Durante os dois primeiros meses da guerra ao Irão, Wall Street ignorou estas inquietações, graças a uma boa época de resultados empresariais e ao vigor dos conglomerados tecnológicos.


Mas esta época está a acabar e “os rendimentos retêm agora mais a atenção dos investidores” disse Burns.


Face às pressões inflacionistas, os investidores aguardam que a Reserva Federal comece a ser mais restritiva.


Uma subida da taxa de juro de referência poderia crispar a praça bolsista.


Por outro lado, os investidores aguardam a publicação na quarta-feira dos resultados da Nvidia, valor emblemático da inteligência artificial.

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