Termina esta quarta-feira, às 16h59, em Portugal a edição anual do concurso Árvore do Ano, uma iniciativa promovida desde 2018 pela União da Floresta Mediterrânica (UNAC) que pretende valorizar árvores centenárias enquanto património cultural e natural. Mais do que eleger o exemplar mais antigo ou mais alto, o objetivo é sublinhar a ligação destas árvores às comunidades locais e às histórias que atravessam gerações, de acordo com o ‘Jornal de Notícias’.
Este ano estão nomeados dez exemplares distribuídos pelo território continental e pelas regiões autónomas, incluindo azinheiras, carvalhos, araucárias, cedros e plátanos. As votações decorrem na página oficial da UNAC – que pode consultar aqui -, sendo possível escolher duas árvores e confirmar o voto por correio eletrónico. A vencedora será anunciada no dia 12 e irá representar Portugal no concurso europeu Tree of the Year 2026.
Exemplares com séculos de história
Nos Açores, destaca-se a Araucária do Parque Terra Nostra, nas Furnas, São Miguel, com mais de 200 anos e 52 metros de altura, uma das árvores mais altas do mundo, testemunha de visitas da realeza e de momentos marcantes do jardim botânico. Em Ponta Delgada, a Árvore da Borracha do Solar dos Cantos, plantada por volta de 1850, tornou-se um símbolo do histórico jardim criado por José do Canto.
Em Miranda do Douro, a Azinheira Monumental da Póvoa — Guardiã do Planalto Mirandês — conta cerca de 410 anos e é considerada a mais antiga da região, desempenhando um papel essencial na preservação da biodiversidade local. Já no distrito de Braga surgem duas candidatas: o Carvalho de Calvos, em Póvoa de Lanhoso, com mais de 500 anos e apontado como o mais antigo da Península Ibérica, e o Tulipeiro da Virgínia do Jardim Barroco do Palácio dos Biscainhos, plantado no século XVIII e classificado de interesse público.
Memória, comunidade e renovação
Em Vila Real, nos jardins da Casa de Mateus, a chamada Árvore Mãe, com 92 anos, destaca-se pela capacidade de gerar novos exemplares a partir dos seus ramos, simbolizando renovação e continuidade. Ainda na região, em Alijó, o Cedro do Noval, com 165 anos, é um ponto de encontro tradicional na Quinta do Noval.
No Centro do país, a Árvore do Tanque, um plátano centenário situado na Quinta da Cruz, em Viseu, acolhe hoje atividades culturais e educativas. Em Coimbra, a Canforeira da Escola Superior Agrária, plantada em 1860 e classificada como árvore de interesse público desde 1969, marca a transição entre o meio urbano e rural. Já em Torres Vedras, na aldeia de Runa, o Cedro da Igreja, com cerca de 75 anos, tornou-se um símbolo da identidade local e do convívio comunitário, segundo o Jornal de Notícias.














