Von der Leyen sem direito a cadeira em reunião com Erdogan. Momento gera «avalanche» de críticas

A visita dos principais líderes europeus ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na terça-feira, em Ancara, gerou uma grande polémica em Bruxelas, devido à aparente “falha” de protocolo que deixou a presidente da Comissão Europeia, a única mulher na reunião, sem uma cadeira para se sentar, avança o ‘The Guardian’.

O encontro marcou o início das negociações entre a UE e a Turquia e para além da líder da Comissão, contou com a presença de Erdoğan, presidente turco e de Charles Michel, ex-primeiro-ministro belga e presidente do conselho europeu. Ambos ocuparam as suas cadeiras em frente às respetivas bandeiras, enquanto Von der Leyen permaneceu de pé sem saber onde se sentar.

O momento, registado e partilhado nas redes sociais, mostra Von der Leyn visivelmente incomodada com a situação, apercebendo-se de que não tem outra opção senão sentar-se num dos sofás disponíveis.

A cena aconteceu antes de uma reunião de três horas, onde uma das questões levantadas pelos líderes da UE foi precisamente os direitos das mulheres à luz da saída da Turquia de uma convenção sobre violência de género. A partilha nas redes sociais gerou uma avalanche de críticas.

Iratxe García Pérez, a eurodeputada espanhola que lidera o grupo Socialista e Democrata no Parlamento Europeu, escreveu numa publicação no Twitter: «Primeiro saem da convenção de Istambul e agora deixam a presidente da Comissão Europeia sem cadeira numa visita oficial. Vergonhoso».

Também Violeta Bulc, ex-comissária da UE, não deixou passar em branco a situação, manifestando-se através da mesma rede social. «Que fiasco diplomático», escreveu a responsável.

Nem Von der Leyen nem Michel fizeram qualquer menção à situação, numa conferência de imprensa após a reunião. «Viemos à Turquia para dar um novo impulso ao nosso relacionamento e, a esse respeito, tivemos uma primeira reunião interessante com o presidente Erdoğan», disse a presidente da Comissão.

A responsável acrescentou que a Turquia enviou um «sinal errado» ao abandonar a convenção sobre prevenção da violência contra as mulheres, assinada em 2011. «Estou profundamente preocupada com o facto de a Turquia sair da convenção de Istambul», disse. «Trata-se de proteger as mulheres e proteger as crianças da ameaça da violência», concluiu.

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