A Europa deve evitar riscos e dependências problemáticas na relações económicas com a China, avisou esta terça-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinhando que não é necessário cortar relações com um país que considera fundamental para enfrentar desafios conjuntos, como as alterações climáticas.
“Para a União Europeia, é importante evitar riscos mas não cortar relações com a China. Evitar riscos significa que não queremos dependência como as que tivemos no passado com os combustíveis fósseis russos”, referiu a responsável, em entrevista à ‘Europa Press’.
Em plena competição política e económica entre China e Estados Unidos, o bloco europeu faz bem em diversificar os seus recursos e fortalecer as suas cadeias de produção com parceiros, defendeu a responsável, que reiterou que a China deve permitir igualdade de condições e acesso jsuto para empresas europeias ao mercado chinês.
As declarações da presidente da Comissão Europeia surgem em plena tensão entre Washington e Pequim, depois de ambas as potências terem anunciado importantes injeções de investimentos tecnológicos e desenvolvimento de energia verde – 353,705 mil milhões de euros no caso dos Estados Unidos, e 260,806 mil milhões no plano chinês.
Ações que Bruxelas quer contrariar com diversas medidas para reforçar a política industrial europeia, entre outras iniciativas, como a reforma do mercado da eletricidade, a promoção da indústria limpa e a redução de fornecimento de terceiros.













