O setor empresarial português registou, em 2021, crescimentos homólogos nominais de 15,9% no volume de negócios, 15,4% no Valor Acrescentado Bruto (VAB) e 26,8% no Excedente Bruto de Exploração (EBE), revelou hoje o INE.
De acordo com os resultados definitivos das Estatísticas das Empresas em Portugal para 2021, obtidos a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE), em 2020, observaram-se quedas de 10,2% no volume de negócios, de 9,1% no VAB, e de 15,4% no EBE, respetivamente.
O INE afirma que “o ano de 2021 ficou marcado pela recuperação da atividade económica face à contração observada no ano anterior, fruto do forte impacto negativo da pandemia de covid-19 na economia nacional.
E prossegue: “Efetivamente, em todos os setores de atividade, registaram-se crescimentos significativos, particularmente em termos de variáveis nominais, determinando, em muitos casos, níveis superiores aos registados em 2019”.
O INE realça também que, em 2021, os aumentos do volume de negócios, do VAB e do Excedente Bruto de Exploração (EBE), superaram os valores pré-pandemia (2019) em +4,2%, +4,8% e +7,3% pela mesma ordem.
Além disso, refere que em 2021, em termos de pessoal ao serviço e os gastos com o pessoal, estes aumentaram 2,3% e 8,9%, respetivamente, contra quedas em 2020 de 2% e 1,8%, respetivamente, e crescimentos de 0,2% e 7% face a 2019, pela mesma ordem.
Em 2021, o setor empresarial português contava com 1.359.035 empresas (+3,3% face a 2020 e +1,8% face a 2019), segundo o INE.
Se se considerar apenas as empresas não financeiras em Portugal, estas registaram crescimentos homólogos de 2,3% no pessoal ao serviço, 16% no volume de negócios e 15,6% no VAB (-2,0%, -10,0% e -9,8%, respetivamente, em 2020; +0,3%, +4,4% e +4,3%, pela mesma ordem, face a 2019).
Quanto às despesas com o pessoal e o EBE destas empresas, observou-se que aumentaram 9,4% e 27,8%, respetivamente, contra uma queda de 1,7% e uma contração de17,2% no ano anterior, pela mesma ordem e crescimentos de 7,5% e 5,8%, respetivamente, face a 2019.
Por setor de atividade económica, os dados divulgados pelo INE permitiram saber que o alojamento e restauração e os transportes e armazenagem registaram os crescimentos mais elevados do VAB, +40,9% e +23,5%, respetivamente, embora este forte crescimento não tenha permitido recuperar os níveis de 2019 (-35,1% e -18,4%, pela mesma ordem), traduzindo a “especial severidade” dos efeitos negativos da pandemia em 2020 sobre estes setores.
Por seu turno, o setor da agricultura e pescas denotou o crescimento do VAB mais baixo (+9,1%), o que ainda assim representou um crescimento de 7,9% face a 2019.
O INE refere ainda que, em 2021, existiam em Portugal 468.746 sociedades não financeiras (+4,1% face a 2020; +6,8% comparando com 2019), que registaram crescimentos de 2,9% no pessoal ao serviço, 16,2% no volume de negócios, 16,3% no VAB e 30,3% no EBE (-1,3%, -9,8%, -9,4% e -17,7%, respetivamente, em 2020; +1,5%, +4,8%, +5,3% e +7,2%, face a 2019).
As sociedades de grande dimensão, por sua vez, evidenciaram crescimentos superiores no volume de negócios e no VAB (+18,7% e +18,5%, respetivamente), e as pequenas e médias empresas (PME) registaram crescimentos idênticos às grandes no EBE (+30,3%).
A produtividade aparente do trabalho atingiu 31,5 mil euros por pessoa ao serviço, enquanto a remuneração média anual ascendeu a 16,1 mil euros por pessoa ao serviço remunerada.
É referido também pelo INE que, em 2021, as empresas financeiras em Portugal apresentaram aumentos de 12,9% no VAB e 15% no volume de negócios (-2,7 pontos percentuais (p.p.) e -1,0 p.p. face ao registado nas empresas não financeiras, respetivamente).
No entanto, estas empresas já atingiram os valores pré-pandemia de covid-19 no que se refere ao volume de negócios, VAB e EBE (+0,1%, +10,1% e +17,4%, respetivamente), encontrando-se ainda abaixo dos valores observados em 2019 no que respeita ao pessoal ao serviço e aos gastos com o pessoal (-0,1% e -1,1%, pela mesma ordem), assinala o INE.














