Volatilidade continua nos mercados “à medida que os investidores digerem as notícias relacionadas com o sistema bancário”, diz Diretor-Geral da Ebury

Em semanas marcadas por uma forte turbulência no setor bancário mundial, as expectativas sobre as taxas juro terminais caem face à instabilidade no sistema bancário. Ainda assim, espera-se que a volatilidade nos mercados continue.

André Manuel Mendes

Em semanas marcadas por uma forte turbulência no setor bancário mundial, as expectativas sobre as taxas juro terminais caem face à instabilidade no sistema bancário. Ainda assim, espera-se que a volatilidade nos mercados continue.

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O colapso do Silicon Valley Bank (SVB) fez com que os rendimentos do tesouro americano caíssem significativamente, enquanto os mercados se ajustavam a um potencial aperto no sistema financeiro. Do outro lado do Atlântico, o Credit Suisse também sofreu quedas acentuadas, acabando por ser comprado pelo UBS, mas por razões alheias ao SVB.

David Brito, Diretor-Geral da Ebury, explica à Executive Digest que “o mercado cambial teve uma semana calma quando comparada com a amplitude dos movimentos nas taxas de juro”, com o iene japonês a superar todas as outras moedas, e o franco suíço e o dólar americano a registarem uma desvalorização contra os principais pares.

Isto pode dever-se ao facto de a Suíça e os EUA serem os dois epicentros dos problemas bancários até agora

“É provável que a volatilidade nos mercados financeiros continue esta semana, à medida que os investidores digerem as notícias relacionadas com o sistema bancário e, ao mesmo tempo, que aguardam a reunião do Fed desta quarta-feira”, explica David Brito.

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Apesar de ser incerto o que vai ser feito pela Reserva Federal norte-americana, o Diretor-Geral da Ebury acredita que o Fed irá subir 25 pontos-base a taxa de juro.

Do lado europeu, o Banco Central Europeu optou por ignorar os problemas bancários e aumentar a taxa de juro em 50 pontos-base na semana passada.

“Embora tenha removido a orientação sobre futuras subidas e deixou claro que dependerão de dados económicos, principalmente sobre os da inflação. Achamos que esta é uma decisão acertada a menos que vejamos uma deterioração significativa na estabilidade financeira”, sublinha a Ebury, acrescentando que o índice irá permanecer em linha com uma expansão económica moderada e uma probabilidade de recessão muito baixa.

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