Os professores estão a exigir a criação de uma linha de apoio dedicada para denunciar casos de violência nas escolas, num cenário que consideram cada vez mais preocupante. A proposta, apresentada ao Governo, surge numa altura em que sindicatos alertam para o aumento de agressões e para a perda de autoridade dos docentes.
A informação foi avançada pela rádio ‘Renascença’, que cita o Sindicato Nacional de Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU). A estrutura defende a criação de uma “Linha SOS Professor”, destinada a apoiar docentes vítimas de violência, com acompanhamento psicológico, sociológico e jurídico.
Violência nas escolas motiva proposta
A iniciativa surge após vários relatos de agressões, incluindo um caso recente na Sertã, onde três professoras terão sido atacadas por alunos. Segundo o presidente do sindicato, António Ramos, os episódios têm vindo a aumentar nos últimos dois anos.
Apesar de reconhecer a ausência de dados oficiais consolidados, o dirigente sindical afirma que o número de queixas recebidas tem crescido de forma significativa, refletindo uma realidade que considera “inadmissível e intolerável”.
“Autoridade do professor está abaixo de zero”
Mais adiante, António Ramos alerta para a perda de autoridade dos docentes, afirmando que esta se encontra atualmente “abaixo de zero”. O sindicalista sublinha que, em muitos casos de indisciplina e violência, não são aplicadas medidas adequadas de apoio e acompanhamento aos professores afetados.
O responsável critica ainda a atuação de algumas direções escolares, que, segundo afirma, tendem a desvalorizar ou minimizar os incidentes, contribuindo para a sensação de desproteção entre os profissionais.
Linha SOS para apoio especializado
A proposta do sindicato passa pela criação de uma linha dedicada, que permita aos professores denunciar situações de violência e aceder a apoio especializado. O objetivo é garantir uma resposta mais eficaz e imediata, envolvendo profissionais qualificados em áreas como psicologia, sociologia e direito.
A iniciativa foi apresentada diretamente ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, mas até ao momento não houve qualquer resposta oficial.
Sindicato critica falta de reação do Governo
O silêncio do Governo é apontado como mais um sinal de falta de atenção ao problema. António Ramos afirma que a ausência de reação — seja de abertura ou rejeição — revela uma postura preocupante face a uma situação que considera urgente.
O sindicato insiste que a tutela deve assumir responsabilidades enquanto entidade empregadora, garantindo condições de segurança e proteção para os docentes, num contexto em que a violência nas escolas continua a gerar preocupação crescente.





