Vice de André Ventura está na lista negra do Fisco e é investigado no Brasil

A anunciada corrida de José Lourenço às eleições da distrital portuense, após a demissão de Jorge Pires na sequência de uma moção de censura, está a gerar resistência entre a ala mais conservadora do Chega, avança o “Expresso”.

Fontes do partido no Porto, que preferem o anonimato, disseram ao semanário que o vice da Comissão Política nacional e local do Chega é visado num processo-crime, presumivelmente ainda em curso no Brasil, e encontra-se na lista negra da Autoridade Fiscal, em Portugal.

Por sua vez, José Lourenço diz desconhecer que «esteja ou tenha sido procurado» pelo Tribunal Criminal de João Pessoa ou que esteja na condição de devedor ao Fisco, situações que o “Expresso” diz ter confirmado. No portal público das Finanças, adianta o jornal, o ex-militante do CDS integra a lista de devedores fiscais, no escalão de 7500 euros a 25 mil euros dos contribuintes singulares.

José Lourenço admite que esta situação possa estar relacionada com uma dívida da empresa Chalison Consultores e Serviços, com sede no Porto, sem actividade. «Fui sócio e administrador, mas já renunciei à sociedade há muitos anos. Será alguma coisa pendente. Se for o caso vou resolver.»

O vice do Chega nega ainda «estar ou ter sido acusado num processo-crime» interposto pelo Tribunal da Comarca de Paraíba, em 2019, por alegada difamação ou injúria. No portal JusBrasil, figura como sócio e administrador da empresa Business Investments — Consultadoria e Gestão Empresarial Eireli, em João Pessoa. Apesar de confirmar ter sido sócio e gerente da empresa de organização de eventos, garante que «jamais teve conhecimento do processo».

O “Expresso” escreve ainda que, em Outubro de 2018, o juiz de Direito da Vara Criminal do referido tribunal, Adilson Fabrício Gomes Filho, fez saber que «o acusado José Horácio Moreira Gonçalves Lourenço», português, se encontrava «em lugar incerto e não sabido». Na altura, o juiz mandou «expedir edital de citação pelo qual chama o réu para apresentar resposta escrita no prazo de 10 dias». Porém, José Lourenço não sabe do que se trata, «até porque renunciou à sociedade em 2017».

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