As deslocações de Donald Trump para jogar golfe continuam a gerar polémica, não apenas pelo simbolismo político, mas sobretudo pelos custos associados. Em pouco mais de um ano desde o seu regresso à Casa Branca, estas deslocações já terão custado mais de 100 milhões de dólares aos contribuintes dos Estados Unidos.
De acordo com o Huffpost, Donald Trump mantém uma agenda intensa, mas nunca abdica da sua paixão pelo golfe. Sempre que possível, seja em viagens oficiais ou em períodos de menor agitação política, o presidente desloca-se para os seus campos de golfe, muitas vezes acompanhado por uma vasta comitiva.
Estas viagens implicam custos significativos, sobretudo ao nível da segurança e do transporte. A utilização do Air Force One, bem como de aeronaves militares para transporte de viaturas e equipamento, representa uma fatia substancial da despesa total.
Segundo o Huffpost, só nos primeiros 15 meses deste novo mandato, os custos associados a estas viagens ascendem a cerca de 101 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 86 milhões de euros.
Ritmo de despesas pode ultrapassar os 300 milhões
A tendência de gastos levanta preocupações quanto ao impacto financeiro a longo prazo. Mantendo o mesmo ritmo, estima-se que Trump possa ultrapassar os 300 milhões de dólares em despesas relacionadas com golfe até ao final do mandato.
Este cálculo baseia-se em dados históricos e projeções feitas a partir de relatórios oficiais. Um documento do Government Accountability Office, citado pelo Huffpost, já tinha anteriormente analisado os custos de deslocações semelhantes durante o primeiro mandato de Trump.
Mar-a-Lago lidera lista de viagens
Grande parte destas despesas está associada às frequentes visitas a Mar-a-Lago, a residência privada de Trump na Flórida. Entre 2025 e 2026, foram registadas pelo menos 17 deslocações para este local, com um custo médio de 3,4 milhões de dólares por viagem.
Outros destinos incluem Bedminster, em Nova Jérsia, com oito viagens avaliadas em cerca de 1,1 milhões de dólares cada, e o resort de Doral, também na Flórida, com cinco deslocações que custaram aproximadamente 2,7 milhões de dólares cada.
Viagem à Escócia entre as mais dispendiosas
Entre todas as deslocações, destaca-se uma viagem realizada em julho ao resort de Turnberry, na Escócia. Coincidentemente, esta visita ocorreu no mesmo dia em que foi assinado um acordo comercial com a União Europeia, o que aumentou a visibilidade mediática do episódio.
Esta viagem figura entre as mais caras, refletindo os elevados custos logísticos associados a deslocações internacionais do presidente dos Estados Unidos.
Segurança e logística explicam valores
Os custos elevados destas viagens não se limitam ao lazer em si. A necessidade de garantir segurança máxima ao presidente implica mobilizar equipas extensas, recursos militares e infraestrutura logística complexa.
Segundo o Huffpost, estes fatores são determinantes para justificar os milhões gastos em cada deslocação, tornando cada partida de golfe uma operação de grande escala financiada pelos contribuintes.



