Este verão tem sido marcado por eventos extremos de calor, nas regiões mais remotas do mundo, como o Árctico, mas também por fortes incêndios e tempestades e a culpa é das alterações climáticas, avança a agência ‘Bloomberg’.
Se olharmos de forma mais atenta para as estatísticas climáticas, percebemos que mesmo alterações relativamente pequenas nas temperaturas médias globais causam um impacto muito importante nas alterações climáticas, que impulsionam eventos como os mencionados.
Nos últimos tempos o mundo têm registado temperaturas elevadas precisamente porque as temperaturas médias globais aumentaram mais de um grau até ao momento, segundo a agência de notícias. Esses aumentos relativamente pequenos nas temperaturas médias não só tornam o clima quente um pouco mais provável, como aumentam muito a probabilidade de eventos de calor extremos.
«O calor mata. Se a temperatura externa é de 21 ou 22 graus pouco importa (…) aumente para 32 graus e todo os tipo de coisas más começa a acontecer», pode ler-se no artigo da Bloomberg escrito por Gernot Wagner, economista climático.
As temperaturas mais elevadas tornam os trabalhadores e, com isso, economias inteiras menos produtivas, matam plantações, animais e pessoas, sobretudo os mais pobres. Segundo a agência de notícias, um dia com temperaturas acima dos 32 graus faz aumentar a probabilidade de morte naquele ano em 0,11%.
«Se a mudança climática é a sua personalidade e o clima é o seu humor, todos nós estamos mais temperamentais. Isto vale tanto para o aumento de acidentes de carro em dias quentes, quanto para o aumento da agressão policial, roubos, violência doméstica, agressões e assassinatos», afirma Wagner. «A ligação entre o clima e o conflito é forte», acrescenta.




