Ventiladores ‘made in Portugal’ já começaram a ser produzidos

Passadas duas semanas depois do anúncio feito pelo primeiro-ministro António Costa sobre a existência de um projecto de produção de ventiladores em Portugal, o CEIIA já começou a fazê-los.

Simone Silva

O primeiro-ministro António Costa anunciou, há cerca de duas semanas que o Centro de Engenharia e Investigação Automóvel e Aeronáutica (CEiiA), onde geralmente se desenham carros, peças para aviões, trotinetes e bicicletas, iria começar a produzir também ventiladores para ajudar no combate à pandemia da Covid-19.

Passados 15 dias, a produção de ventiladores já se encontra em curso e o primeiro modelo, que servirá de base para os restantes, já foi criado, o ‘Atena’ é um ventilador não invasivo, desenvolvido ao longo das últimas quatro semanas, «com o objectivo de dar uma resposta rápida à pneumonia aguda causada pela COVID-19», tal como explica Tiago Rebelo, director do projecto, citado pela ‘SIC’.

O responsável explica ainda que foi necessário alterar o trabalho de mais de 100 pessoas «em projectos muito ambiciosos, para em menos de 24 horas passarmos a dedicar todo o nosso tempo» à produção de ventiladores.

Estima-se que entre o final do mês de Abril e a primeira semana de Maio, estejam prontos 100 ventiladores que correspondem à versão 1 do ‘Atena’, uma vez que a segunda versão «será uma optimização para as 400 unidades ainda durante o mês de Maio», esclarece Tiago Rebelo.

Todos os componentes são verificados e todo o trabalho foi sempre acompanhado por uma equipa de cerca de duas dezenas de médicos. «Aquilo que queremos é garantir a segurança do paciente, em primeiro lugar. Para isso há um conjunto de testes em laboratório que estão a ser realizados e avançaremos assim que for possível para ensaios clínicos», afirma o responsável.

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Os ensaios clínicos, realizados em parceria com o Hospital de Santo António, Hospital de Braga e Universidade do Minho devem arrancar ainda em Abril, até à primeira semana de Maio deverão estar concluídos os testes nos primeiros 100 equipamentos. O objectivo é que depois de seis meses, estejam prontos 10 mil ventiladores, desenhados especificamente para doentes com a Covid-19.

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