Vem aí um fim de semana de muito calor. Saiba como pode e deve proteger-se

A Direcção Geral da Saúde (DGS) disponibiliza recomendações para que saiba como se proteger das ondas que podem ser prejudiciais. 

Simone Silva

Num fim de semana de muito calor, com as temperaturas a ultrapassar os 40 graus em algumas regiões do país, a Direcção Geral da Saúde (DGS) disponibiliza recomendações para que saiba como se proteger das ondas que podem ser prejudiciais.

«A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos, constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte», explica a nota publicada no site do organismo.

De acordo com a DGS os grupos de maior risco, que por isso são mais vulneráveis ao calor são: crianças «nos primeiros anos de vida»; idosos; doentes crónicos; obesos, acamados, doentes mentais, pessoas que se encontrem a tomar medicação; trabalhadores «expostos ao sol ou calor» e pessoas com «más condições de habitação».

Cumpra as seguintes regras para se proteger:

  • Consuma muita água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, «mesmo sem ter sede»;
  • Evite bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar;
  • Faça refeições leves e mais frequentes. «São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas».
  • Permaneça duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado;
  • Evite as mudanças bruscas de temperatura;
  • No período de maior calor tome um duche de água tépida ou fria;
  • Evite a exposição directa ao sol, «em especial entre as 11 e as 17 horas»;
  • Use roupas que evitem a exposição directa da pele ao sol, use chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB;
  • Evite a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor;
  • Sempre que possível, diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados;
  • Use roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão;
  • Use menos roupa na cama, «sobretudo quando se trata de bebés e de doentes acamados»;
  • Evite que o calor entre dentro das habitações. Corra as persianas, ou portadas e mantenha o ar circulante dentro de casa.

A DGS alerta ainda para o problema da desidratação, muito frequente em temperaturas elevadas. «Durante os períodos de calor intenso, o corpo produz suor, sendo esta a principal forma que permite o arrefecimento do corpo à medida que o suor produzido se evapora», começa por explicar o normativo da DGS.

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«Quando os níveis de humidade do ar aumentam, o suor não consegue evaporar tão depressa como seria aconselhável. A evaporação do suor pára completamente quando a humidade relativa atinge os 90%. Nestas circunstâncias, a temperatura do corpo aumenta e o consequente aumento da produção do suor pode levar à desidratação excessiva, podendo provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros órgãos, ou até mesmo à morte», alerta o organismo.

 

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