Num fim de semana de muito calor, com as temperaturas a ultrapassar os 40 graus em algumas regiões do país, a Direcção Geral da Saúde (DGS) disponibiliza recomendações para que saiba como se proteger das ondas que podem ser prejudiciais.
«A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos, constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte», explica a nota publicada no site do organismo.
De acordo com a DGS os grupos de maior risco, que por isso são mais vulneráveis ao calor são: crianças «nos primeiros anos de vida»; idosos; doentes crónicos; obesos, acamados, doentes mentais, pessoas que se encontrem a tomar medicação; trabalhadores «expostos ao sol ou calor» e pessoas com «más condições de habitação».
Cumpra as seguintes regras para se proteger:
- Consuma muita água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, «mesmo sem ter sede»;
- Evite bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar;
- Faça refeições leves e mais frequentes. «São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas».
- Permaneça duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado;
- Evite as mudanças bruscas de temperatura;
- No período de maior calor tome um duche de água tépida ou fria;
- Evite a exposição directa ao sol, «em especial entre as 11 e as 17 horas»;
- Use roupas que evitem a exposição directa da pele ao sol, use chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB;
- Evite a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor;
- Sempre que possível, diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados;
- Use roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão;
- Use menos roupa na cama, «sobretudo quando se trata de bebés e de doentes acamados»;
- Evite que o calor entre dentro das habitações. Corra as persianas, ou portadas e mantenha o ar circulante dentro de casa.
A DGS alerta ainda para o problema da desidratação, muito frequente em temperaturas elevadas. «Durante os períodos de calor intenso, o corpo produz suor, sendo esta a principal forma que permite o arrefecimento do corpo à medida que o suor produzido se evapora», começa por explicar o normativo da DGS.
«Quando os níveis de humidade do ar aumentam, o suor não consegue evaporar tão depressa como seria aconselhável. A evaporação do suor pára completamente quando a humidade relativa atinge os 90%. Nestas circunstâncias, a temperatura do corpo aumenta e o consequente aumento da produção do suor pode levar à desidratação excessiva, podendo provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros órgãos, ou até mesmo à morte», alerta o organismo.












