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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 08:31:27 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O mercado pode estar a viver um &#8216;déjà vu&#8217; da bolha tecnológica de 2000, alerta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O atual receio dos investidores de que a inteligência artificial (IA) torne obsoletos muitos modelos de negócio está a criar algumas das melhores oportunidades de investimento dos últimos anos, defende Simon Webber, Head of Global Equities da Schroders.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O atual receio dos investidores de que a inteligência artificial (IA) torne obsoletos muitos modelos de negócio está a criar algumas das melhores oportunidades de investimento dos últimos anos, defende Simon Webber, Head of Global Equities da Schroders.</p>
<p>Numa análise sobre a evolução dos mercados acionistas, o responsável considera que muitas empresas de elevada qualidade estão atualmente a ser avaliadas com perspetivas de crescimento demasiado pessimistas, apesar de continuarem a apresentar vantagens competitivas sólidas e capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas.</p>
<p>Segundo Simon Webber, o mercado pode atualmente ser dividido em três grandes grupos. O primeiro reúne as empresas consideradas as grandes vencedoras da IA, incluindo fornecedores de infraestrutura tecnológica, fabricantes de hardware e desenvolvedores de grandes modelos de linguagem. Estas empresas continuam a beneficiar de forte crescimento das receitas e de sucessivas revisões em alta das previsões de resultados, impulsionadas pelo investimento massivo em centros de dados e no desenvolvimento da inteligência artificial.</p>
<p>Ainda assim, alerta que este crescimento não será ilimitado. À medida que a capacidade instalada aumente e a oferta de infraestrutura acompanhe a procura, a concorrência deverá intensificar-se e o ritmo de expansão poderá abrandar.</p>
<p>O segundo grupo integra empresas com ativos físicos considerados mais defensivos, como utilities, empresas de materiais, algumas industriais, operadores de telecomunicações e bancos. Estes títulos têm beneficiado da procura de investidores que procuram reduzir a exposição ao risco de disrupção provocado pela IA.</p>
<p>Contudo, o especialista considera que muitos destes ativos já incorporam prémios de valorização excessivos. No caso da banca, questiona igualmente a ideia de que a IA será apenas um fator positivo para o setor. Embora a tecnologia possa reduzir custos operacionais, acredita que esses ganhos tenderão a desaparecer com a concorrência e que as transformações económicas provocadas pela IA poderão aumentar o risco de incumprimento de crédito, à medida que o ciclo económico normalize.</p>
<p>É, no entanto, o terceiro grupo que concentra, na opinião do especialista       , o maior potencial. Trata-se das empresas classificadas pelo mercado como potenciais &#8220;perdedoras&#8221; da inteligência artificial, muitas delas pertencentes ao segmento de qualidade e crescimento (&#8220;quality growth&#8221;).</p>
<p>Simon Webber considera que os investidores estão a assumir, de forma demasiado precipitada, que estas empresas enfrentarão uma obsolescência estrutural. Pelo contrário, acredita que muitas organizações com marcas fortes, relações consolidadas com clientes e capacidade de investimento conseguirão integrar a IA nos seus produtos e serviços, reforçando a sua posição competitiva.</p>
<p>&#8220;A recompensa por identificar as empresas capazes de navegar com sucesso esta transição poderá ser significativa, sobretudo porque muitas estão atualmente a negociar com avaliações historicamente baixas&#8221;, sustenta.</p>
<p><strong>Paralelos com a bolha tecnológica</strong></p>
<p>Na análise, o responsável estabelece ainda um paralelo entre o atual entusiasmo em torno da inteligência artificial e a bolha tecnológica de 1999 e 2000.</p>
<p>Segundo explica, ambos os períodos são marcados por uma forte concentração dos índices bolsistas em torno de um pequeno grupo de empresas tecnológicas, acompanhada por elevados ciclos de investimento em infraestruturas — na altura, as redes de fibra ótica; atualmente, os centros de dados dedicados à IA.</p>
<p>Recordando o período da bolha dot-com, Simon Webber refere que muitas empresas da chamada &#8220;velha economia&#8221; foram ignoradas pelos investidores, apesar de apresentarem fluxos de caixa sólidos e vantagens competitivas duradouras. Empresas como John Deere e AutoZone acabaram por aproveitar esse período para reforçar os seus negócios, gerando posteriormente retornos muito superiores aos do mercado.</p>
<p>O especialista alerta igualmente para sinais de exuberância crescente entre os investidores. Destaca que a dívida utilizada para investir em bolsa (margin debt) atingiu 1,23 biliões de dólares em dezembro de 2025, um máximo histórico em termos reais, segundo dados da FINRA.</p>
<p>Na sua perspetiva, este aumento da alavancagem financeira é semelhante ao observado antes do rebentamento da bolha tecnológica, da crise financeira de 2007 e da correção registada após o pico dos mercados em 2021.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785713]]></sapo:autor>
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		<title>Cidades a ferver? A regra 3-30-300 pode ser a resposta para arrefecer ruas e bairros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:27:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com ondas de calor mais frequentes, a adaptação urbana deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Numa altura em que uma onda de calor atinge vários países europeus, especialistas em urbanismo e saúde ambiental defendem que as cidades precisam de se adaptar melhor às temperaturas extremas. Uma das propostas passa pela regra 3-30-300, uma fórmula simples que pretende aumentar a presença de árvores e espaços verdes nos bairros urbanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, a ideia foi defendida por Eva Schwab, diretora do Instituto de Urbanismo da Universidade Técnica de Graz, na Áustria, em entrevista à Rádio Agora.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra parte de três objetivos: cada pessoa deve conseguir ver pelo menos três árvores a partir da sua janela, 30% da área dos bairros residenciais deve estar à sombra, preferencialmente por árvores, e todos os moradores devem ter acesso a um espaço verde confortável num raio de 300 metros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais árvores para baixar a temperatura das cidades</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Eva Schwab, esta fórmula pode ajudar a tornar os centros urbanos mais resistentes às ondas de calor. A arquiteta paisagista sublinha que a resposta passa, em grande medida, pela presença de árvores e zonas verdes no espaço público.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra 3-30-300 foi inicialmente desenvolvida pelo investigador neerlandês Cecil Konijnendijk, diretor do Nature Based Solutions Institute, organismo internacional dedicado à investigação, formação e consultoria nas áreas da silvicultura urbana e das soluções baseadas na natureza.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é levar as cidades a planearem melhor a sua estrutura urbana, usando a natureza como instrumento de adaptação climática. Em vez de depender apenas de soluções artificiais para arrefecer o espaço urbano, a proposta aposta na sombra, na vegetação e na proximidade a áreas verdes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, Eva Schwab considera que os espaços verdes só conseguem ajudar verdadeiramente a combater o calor se estiverem bem distribuídos e acessíveis à população. A questão não é apenas ter parques na cidade, mas garantir que estes fazem parte da vida diária dos moradores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que significa a regra 3-30-300</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira parte da fórmula defende que todos devem poder ver três árvores a partir de casa. Este princípio procura reforçar a presença visual da natureza no quotidiano urbano e tornar os bairros menos dominados por betão e asfalto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A segunda meta aponta para 30% de sombra nos bairros residenciais. A sombra deve ser garantida idealmente por árvores, já que estas ajudam a reduzir a sensação térmica e tornam ruas, praças e zonas de passagem mais suportáveis nos dias de maior calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O terceiro elemento da regra estabelece que qualquer pessoa deve conseguir chegar a um espaço verde num raio de 300 metros. Esse espaço deve permitir permanência confortável, ou seja, não basta existir uma zona ajardinada: é necessário que seja utilizável em períodos de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor extremo também exige mudanças no comportamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além do planeamento urbano, os especialistas alertam para a necessidade de adaptar rotinas nos dias de temperaturas muito elevadas. Hans-Peter Hutter, médico especialista em saúde ambiental da Universidade de Viena, defende que a primeira recomendação deve ser abrandar o ritmo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista explica que o calor e o stress já colocam uma pressão adicional sobre o sistema cardiovascular. Por isso, tentar manter o mesmo nível de atividade ou acumular tarefas em dias de calor extremo pode agravar o desgaste físico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recomendação é simples: levar as coisas com mais calma. Para Hans-Peter Hutter, reduzir o ritmo é uma forma prática de proteger o corpo quando as temperaturas estão demasiado altas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Igrejas, supermercados e centros comerciais podem servir de refúgio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra sugestão do médico passa por procurar espaços mais frescos durante os períodos mais críticos do dia. As igrejas são apontadas como uma opção em várias cidades europeias, devido à sua arquitetura, que tende a manter temperaturas interiores mais baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Supermercados e centros comerciais também podem funcionar como locais de arrefecimento, por terem condições de climatização. Para quem não tem acesso a uma casa fresca ou precisa de escapar temporariamente ao calor, estes espaços podem ser uma alternativa próxima e útil.</p>
<p>A combinação entre cidades com mais árvores, bairros com mais sombra e comportamentos mais prudentes em dias de calor extremo pode tornar-se cada vez mais relevante. Com ondas de calor mais frequentes, a adaptação urbana deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785704]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Zelensky pede aos aliados decisões firmes na cimeira da NATO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano pediu hoje aos seus aliados que tomem "decisões firmes" na cimeira da NATO, marcada para terça e quarta-feira em Ancara, após os ataques aéreos russos na região de Kiev que mataram pelo menos 14 pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente ucraniano pediu hoje aos seus aliados que tomem &#8220;decisões firmes&#8221; na cimeira da NATO, marcada para terça e quarta-feira em Ancara, após os ataques aéreos russos na região de Kiev que mataram pelo menos 14 pessoas.</p>
<p>&#8220;É crucial que o mundo &#8212; em primeiro lugar os Estados Unidos e os nossos parceiros europeus &#8212; saia da cimeira da NATO em Ancara [na Turquia] com decisões firmes a favor da nossa defesa aérea e, consequentemente, da proteção da vida das pessoas comuns&#8221;, declarou Volodymyr Zelensky no Facebook.</p>
<p>&#8220;Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos arsenais dos nossos aliados, a Rússia estará apenas encorajada a continuar a destruir edifícios residenciais. Os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para travar este terror&#8221;, afirmou Zelensky.</p>
<p>Segundo o Presidente ucraniano, entre a noite de domingo e hoje, Kiev sofreu um ataque maciço da Rússia, que lançou 68 mísseis e 351 drones.</p>
<p>&#8220;As operações de resposta ainda estão em curso. Foram registados danos em mais de 10 locais da cidade, incluindo edifícios residenciais. Todos os serviços necessários estão no local, fazendo todo o possível para resgatar pessoas e prestar assistência a todos os que dela necessitam&#8221;, declarou.</p>
<p>&#8220;Os nossos guerreiros tiveram hoje um bom desempenho na interceção de drones e mísseis de cruzeiro, mas infelizmente não de mísseis balísticos russos. E a razão reside no fornecimento insuficiente de mísseis intercetores&#8221;, afirmou.</p>
<p>A Rússia lançou hoje um ataque maciço contra instalações militares, centrais elétricas e aeródromos em Kiev e outras regiões da Ucrânia, segundo o Ministério da Defesa russo.</p>
<p>&#8220;Na noite passada, em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra o território russo, as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque maciço com armas de precisão de longo alcance, implantadas em terra, no ar e no mar, bem como com drones de ataque, contra instalações militares, centrais elétricas em Kiev e aeródromos militares&#8221;, afirmou o Ministério russo num comunicado de imprensa publicado pela MAX.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Defesa russo, as forças russas atacaram aeródromos militares &#8220;nas regiões de Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasy, Chernihiv e Kiev&#8221;, entre outros alvos.</p>
<p>Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 68 mísseis, incluindo 23 mísseis balísticos, e 351 drones de longo alcance.</p>
<p>As defesas aéreas ucranianas abateram 37 mísseis e 326 dos drones. Nenhum dos mísseis balísticos foi intercetado, confirmando a escassez de mísseis intercetores PAC-3 para sistemas Patriot na Ucrânia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785709]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A Cibersegurança subiu ao Conselho. Está a sua Administração pronta?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-ciberseguranca-subiu-ao-conselho-esta-a-sua-administracao-pronta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[DPO Consulting]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Elsa Veloso, CEO da DPO Consulting]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, a cibersegurança viveu confinada ao departamento de TI, tratada como matéria de firewalls, backups e antivírus. Essa fronteira desapareceu. Hoje, um ataque de ransomware, uma exfiltração de dados ou uma fraude por comprometimento de correio eletrónico empresarial não testam apenas sistemas testam, também, a governação de uma organização, a sua relação com reguladores, com clientes e com o mercado. E é o Conselho de Administração, não o CISO sozinho, quem responde por essa prova.</p>
<p>O quadro jurídico já não deixa margem para ambiguidade. O Decreto-Lei n.º 125/2025, de 4 de dezembro, transpôs para a ordem jurídica portuguesa a Diretiva (UE) 2022/2555 (NIS2) e entrou em vigor a 3 de abril de 2026. O Regulamento n.º 756/2026, de 22 de junho, do Centro Nacional de Cibersegurança, concretizou as obrigações de registo, avaliação de risco, medidas de segurança e comunicação de incidentes. As contraordenações mais graves podem atingir 10 milhões de euros. Mas o dado que deveria fazer parar qualquer administração é outro: a NIS2 impõe, pela primeira vez em Portugal, responsabilidade direta e pessoal dos órgãos de gestão pela aprovação e supervisão das medidas de gestão de risco cibernético, com dever de formação específica dos próprios administradores. Deixar de saber deixou de ser defesa.</p>
<p>RGPD e NIS2 não são dois regimes paralelos, mas sim, a mesma exposição vista de dois ângulos. Um incidente cibernético que comprometa dados de clientes, trabalhadores ou utentes é, em simultâneo, uma violação de segurança na aceção do RGPD e um incidente reportável ao abrigo da NIS2, cada um com prazos e destinatários distintos: 72 horas para notificar a CNPD nos termos do artigo 33.º do RGPD, mas 24 horas para o alerta inicial, 72 horas para a notificação e um mês para o relatório final junto do CNCS. Uma organização que concebeu os seus procedimentos apenas para um destes regimes falhará no outro exatamente quando mais precisa de o aplicar com eficácia: no pico de uma crise, sob escrutínio mediático e com a reputação em risco.</p>
<p>A maturidade conquistada com o RGPD é um ponto de partida, não uma certificação de chegada. As organizações que já mapeiam tratamentos, documentam riscos, gerem fornecedores por contrato e testam planos de resposta a incidentes têm, de facto, vantagem. Mas a NIS2 exige mais, exige a identificação dos ativos críticos e das dependências de terceiros, avaliação de risco alargada à cadeia de fornecimento, medidas técnicas e organizativas mensuráveis, e sobretudo a prova de que a administração, e não apenas a equipa técnica, compreende e supervisiona esse risco. Sem esse elo, o investimento feito em RGPD fica incompleto perante o novo regime.</p>
<p>Nos primeiros minutos de uma crise mede-se a diferença entre organizações resilientes e organizações vulneráveis. Não é a tecnologia que decide se o incidente se transforma em crise de confiança, mas sim a capacidade de comunicar com clareza, proteger os titulares dos dados, cooperar com o regulador, preservar evidência e restabelecer serviços críticos sem hesitação. Essa capacidade constrói-se antes, não durante a crise.</p>
<p>Os clientes e cidadãos já não veem a exposição de dados pessoais como um incidente técnico distante. Sabem que pode significar fraude, usurpação de identidade ou uso indevido da sua informação. Por isso, a confiança digital tornou-se um ativo de balanço tão real quanto qualquer outro e tão vulnerável a uma má decisão de governação.</p>
<p>A entrada em vigor deste enquadramento não é apenas mais uma obrigação de compliance, mas passa a ser um teste de liderança. As administrações que tratarem a NIS2 como formulário a preencher vão cumprir tarde, de forma fragmentada, e vão descobrir as suas lacunas no pior momento possível. As que a integrarem na estratégia e na governação vão transformar uma exigência regulatória em vantagem competitiva perante clientes, parceiros e mercados cada vez mais atentos a quem protege verdadeiramente os seus dados.</p>
<p>Os Conselhos de Administração já não se devem questionar se &#8216;este é um problema de TI&#8217;. A prioridade atual é outra: sabemos, hoje, quem assume a decisão, a resposta e a prestação de contas nas primeiras horas de um incidente? Essa resposta não se encontra num relatório de auditoria arquivado nem numa política nunca testada. Encontra-se na forma como a administração trata o risco digital no seu dia a dia, ou seja, com o mesmo rigor, a mesma frequência e a mesma exigência de prestação de contas com que trata o risco financeiro ou o risco reputacional.</p>
<p>As organizações que hoje investem em compreender esta convergência entre proteção de dados e cibersegurança não estão simplesmente a cumprir uma obrigação legal. Estão a decidir, em tempo de paz, quem querem ser no dia em que a crise chegar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Elsa Veloso, CEO da DPO Consulting]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médico de família: quem pode perder a vaga com as novas regras do SNS?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medico-de-familia-quem-pode-perder-a-vaga-com-as-novas-regras-do-sns/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com esta reorganização, o Governo espera acelerar a atribuição de médicos de família a utentes que ainda aguardam vaga, evitando que lugares continuem associados a pessoas que não usam o sistema há vários anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As novas regras de gestão do Registo Nacional de Utentes entraram em vigor este sábado e vão alterar a forma como os utentes são organizados no Serviço Nacional de Saúde. A medida tem impacto sobretudo na inscrição nos cuidados de saúde primários e na atribuição de médico de família, mas o Ministério da Saúde garante que ninguém perde o direito de ser atendido no SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Registo Nacional de Utentes reúne cerca de 20 milhões de registos administrativos de pessoas que utilizam ou já utilizaram o Serviço Nacional de Saúde. A atualização agora em curso pretende tornar a base de dados mais fiável, eliminar informação desatualizada e libertar vagas de médico de família que estejam atribuídas a pessoas que já não recorrem regularmente ao sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Acesso ao SNS não está em causa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A principal dúvida dos utentes é se estas alterações podem levar à perda de acesso aos cuidados de saúde. A resposta é não. As novas regras não retiram o direito a atendimento no SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que muda é a organização administrativa dos registos e a forma como são definidas as condições para inscrição nos cuidados de saúde primários e para atribuição de médico de família. Mesmo quem deixe de ter médico de família continuará inscrito no SNS e poderá recorrer aos serviços quando precisar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem pode perder o médico de família?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os utentes que tenham médico de família atribuído, mas que não tenham tido qualquer contacto com o SNS nos últimos cinco anos, passam a poder perder essa vaga.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lógica da medida é libertar lugares ocupados por pessoas que, apesar de continuarem registadas, deixaram de utilizar regularmente o Serviço Nacional de Saúde. Essas vagas poderão depois ser atribuídas a outros utentes que estejam à espera de médico de família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, perder a vaga não significa perder o acesso ao SNS. O utente pode voltar a ter médico de família se reunir as condições necessárias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem passa a ter direito a médico de família?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A partir de agora, a atribuição de médico de família depende de três condições. O utente tem de ter o registo atualizado no Registo Nacional de Utentes, tem de existir vaga disponível na unidade de saúde e tem de ter utilizado o SNS nos últimos cinco anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem vive em Portugal e tem os dados completos e corretos continuará elegível para ter médico de família. O objetivo é fazer com que as listas reflitam melhor os utentes que residem efetivamente no país e que recorrem ao sistema com regularidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Emigrantes continuam a poder usar o SNS</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os portugueses residentes no estrangeiro não perdem o acesso ao Serviço Nacional de Saúde quando estiverem em Portugal e precisarem de cuidados. No entanto, passam a integrar a categoria de “registo atualizado não residente”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, isto significa que deixam de ser elegíveis para manter ou receber médico de família em Portugal, uma vez que não residem habitualmente no país.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estrangeiros continuam a poder ter número de utente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As novas regras também não retiram o número nacional de utente aos cidadãos estrangeiros que tenham direito a cuidados prestados pelo SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso dos cidadãos estrangeiros, passa a ser obrigatória a apresentação de autorização de residência para que o registo fique atualizado. Sem os dados obrigatórios completos, o registo poderá ser classificado como “em curso” ou “incompleto”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dados incompletos impedem inscrição nos cuidados primários</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando faltarem dados obrigatórios, o registo do utente deixa de permitir a inscrição nos cuidados de saúde primários até que a informação seja atualizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa atualização terá de ser feita presencialmente numa unidade do SNS. O objetivo é confirmar a identidade do utente e prevenir situações de fraude.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os dados obrigatórios estão o nome, a data de nascimento, a nacionalidade, o documento de identificação, o número de identificação fiscal e a morada completa em Portugal. Para cidadãos estrangeiros, será necessária também a autorização de residência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Crianças têm salvaguardas nas novas regras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As novas regras incluem mecanismos de proteção para menores. Não será retirada a atribuição de médico de família a crianças quando essa decisão puder comprometer o acompanhamento do agregado familiar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, quando existirem crianças no agregado, será mantido pelo menos um adulto com médico de família. A intenção é evitar que a reorganização administrativa prejudique o acompanhamento familiar nos cuidados de saúde primários.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Atualização decorre durante julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atualização automática dos registos decorre ao longo do mês de julho. A partir de agosto, os utentes poderão consultar a sua classificação numa unidade do SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Posteriormente, essa informação também deverá ficar disponível através do Portal SNS24 e da aplicação SNS24. Os resultados da operação deverão ser divulgados pela Administração Central do Sistema de Saúde ao longo de agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação abrange cerca de 20 milhões de registos administrativos, incluindo pessoas já falecidas, cuja informação continua a ser mantida por razões de consistência das bases de dados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Porque está o Governo a mudar o registo de utentes?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Saúde justifica a atualização com a necessidade de tornar o Registo Nacional de Utentes mais rigoroso e operacional. A intenção é corrigir registos desatualizados, clarificar quem reside em Portugal e identificar quem utiliza efetivamente o SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com esta reorganização, o Governo espera acelerar a atribuição de médicos de família a utentes que ainda aguardam vaga, evitando que lugares continuem associados a pessoas que não usam o sistema há vários anos.</p>
<p>Para os utentes, a principal mensagem é clara: ninguém perde o acesso ao SNS por causa das novas regras. Mas quem não utiliza os serviços há mais de cinco anos, quem vive fora do país ou quem tem dados incompletos pode deixar de reunir condições para manter ou receber médico de família em Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785700]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndio deflagra em loja em Carnaxide perto de posto de combustível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Às 06:40 estavam no local 41 operacionais, de várias corporações de Bombeiros, com o apoio de 15 veículos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="firstTextBlock">
<p>Um incêndio deflagrou esta segunda-feira de madrugada numa loja em Carnaxide, Oeiras, sem causar vitimas, encontrando-se às 06:30 ativo e a mobilizar mais de 40 operacionais, disse à Lusa fonte da proteção civil.</p>
</div>
<p>Fonte do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa adiantou que o alerta para o incêndio, que deflagrou na loja com produtos chineses localizada na Rua Ernesto Silva, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, no distrito de Lisboa, foi dado às 05:09.</p>
<p>Às 06:40 estavam no local 41 operacionais, de várias corporações de Bombeiros, com o apoio de 15 veículos.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?height=476&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1249958870446420%2F&amp;show_text=true&amp;width=267&amp;t=0" width="267" height="591" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785691]]></sapo:autor>
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		<title>Custo de vida aperta famílias: quatro em cada dez portugueses dizem estar pior do que há um ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:43:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Para uma parte significativa da população, o último ano traduziu-se em perda ou ausência de recuperação do poder de compra, num contexto em que o custo de vida continua a dominar o debate político e económico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Quase quatro em cada dez portugueses dizem que a sua situação económica se agravou no último ano. A perceção de perda de poder de compra surge no mais recente Barómetro DN/Aximage, que mostra um país dividido entre quem sente que está pior e quem considera que a situação ficou apenas estagnada.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/custo-de-vida-quatro-em-cada-dez-portugueses-dizem-estar-pior-do-que-h-um-ano" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a>, 39% dos inquiridos afirmam estar hoje em pior situação económica do que há um ano. Apenas 14% dizem estar melhor, enquanto 47% consideram que a sua situação financeira se manteve igual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados revelam um cenário de pressão persistente sobre os orçamentos familiares. Para uma parte significativa da população, o último ano traduziu-se em perda ou ausência de recuperação do poder de compra, num contexto em que o custo de vida continua a dominar o debate político e económico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Maioria acredita que os preços vão continuar a subir</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As expectativas para os próximos meses também são pouco otimistas. Segundo o DN, 63% dos portugueses acreditam que o custo de vida continuará a aumentar até ao final do ano. Em sentido contrário, apenas 11% esperam uma descida dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta perceção de agravamento confirma que a inflação sentida pelas famílias continua a marcar a avaliação que os portugueses fazem da sua situação económica. Mesmo entre os que não dizem estar pior do que há um ano, a maioria não antecipa uma melhoria rápida no custo de vida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tema ganhou novo peso nas últimas semanas, depois da pressão sobre os combustíveis provocada pela instabilidade no Médio Oriente. A oposição tem acusado o Governo de não responder de forma suficiente ao aumento dos preços e voltou a levar o assunto ao Parlamento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Eleitores da oposição sentem maior agravamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A perceção de perda económica é mais forte entre eleitores dos partidos da oposição. Entre os votantes do PS e do Chega, 47% afirmam estar em pior situação do que há um ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tendência é ainda mais acentuada à esquerda. Entre os eleitores do Livre, 58% dizem sentir agravamento da situação económica. Na CDU, essa percentagem sobe para 72%. No caso do Bloco de Esquerda, ultrapassa os 80%, embora a dimensão da amostra recomende cautela na leitura destes dados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os eleitores da AD, o retrato é diferente. Apenas 21% dizem que a sua situação económica piorou, enquanto 22% afirmam que melhorou. A maioria, 57%, considera que está na mesma situação em que se encontrava há um ano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apreensão sobre o futuro atravessa quase todos os eleitorados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a pergunta se centra na evolução do custo de vida até ao final do ano, o pessimismo é transversal, embora seja mais forte entre os eleitores da oposição.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sete em cada dez votantes socialistas acreditam que os preços vão continuar a subir. A mesma expectativa é partilhada por 68% dos eleitores do Chega, 74% dos apoiantes do Bloco de Esquerda e pela totalidade dos inquiridos que se identificam como votantes da CDU.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo entre os eleitorados mais próximos do Governo, a previsão de agravamento é maioritária. Entre os eleitores da AD, 62% antecipam novas subidas no custo de vida. Na Iniciativa Liberal, essa percentagem é de 56%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Oposição levou medidas de alívio ao Parlamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O aumento do custo de vida voltou à agenda parlamentar na última quinta-feira. O PS apresentou um conjunto de propostas temporárias para reduzir encargos das famílias, incluindo o regresso do IVA Zero no cabaz alimentar essencial, a redução do IVA sobre combustíveis e gás engarrafado e outras medidas de alívio.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, a única iniciativa com força de lei aprovada foi o projeto socialista que determina o pagamento, pelo Estado, de um prémio salarial destinado a devolver propinas aos recém-formados, garantindo ainda a acumulação desse incentivo com o regime do IRS Jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta foi aprovada com votos favoráveis de PS e Chega. O PSD acusou os dois maiores partidos da oposição de “conluio” e estimou que a medida possa custar 300 milhões de euros por ano. O deputado social-democrata Hugo Carneiro advertiu que os partidos da oposição se arriscam a levar o país para uma situação de défice.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo invoca contas públicas e aposta em apoios direcionados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tem defendido as medidas adotadas pelo Governo com base na necessidade de preservar o equilíbrio das contas públicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta do Executivo tem privilegiado apoios dirigidos aos setores mais afetados pelos custos energéticos. Entre as medidas estão uma linha de financiamento de 600 milhões de euros para empresas penalizadas pelo aumento dos custos da energia, apoios ao transporte rodoviário de mercadorias e ao transporte coletivo de passageiros, bem como medidas destinadas a bombeiros e ao setor social.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo avançou ainda com um apoio direto às famílias através do aumento da comparticipação na botija de gás solidária.</p>
<p>Num quadro em que 63% dos portugueses esperam novos aumentos no custo de vida até ao final do ano, o debate sobre salários, preços, impostos e apoios públicos deverá continuar a marcar a agenda política nos próximos meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785688]]></sapo:autor>
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		<title>Saúde continua a pesar no bolso: famílias pagam diretamente mais de 8,8 mil milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:34:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os pagamentos feitos diretamente pelos utentes continuam acima dos níveis registados antes da pandemia e mantêm Portugal entre os países europeus onde este tipo de encargos tem maior peso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As despesas pagas diretamente pelas famílias portuguesas em bens e serviços de saúde voltaram a aumentar no ano passado, embora a um ritmo mais moderado. Em 2025, os agregados familiares gastaram mais de 8,8 mil milhões de euros em saúde, mantendo este tipo de encargos perto dos 5% da despesa final de consumo.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/saude/detalhe/despesa-das-familias-em-saude-abranda-mas-ainda-e-5-dos-gastos" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Negócios</a>, os dados da Conta Satélite da Saúde do Instituto Nacional de Estatística mostram que os pagamentos diretos das famílias cresceram 4,4% em 2025. O ritmo representa uma desaceleração face aos 7,3% registados no ano anterior e é o mais baixo desde 2020, ano marcado pelos primeiros confinamentos da pandemia e por uma menor procura de cuidados de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do abrandamento, o peso destas despesas no orçamento das famílias não recuou. Pelo terceiro ano consecutivo, os gastos diretos em saúde representaram 4,9% da despesa final de consumo, um nível acima da média de 4% registada desde o início do século até ao período anterior à pandemia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SNS reforça cobertura, mas famílias ainda suportam mais de um quarto da despesa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução ocorre num contexto em que a despesa pública em saúde continuou a crescer de forma expressiva. O Serviço Nacional de Saúde e os Serviços Regionais de Saúde reforçaram a sua cobertura, passando a assegurar 55,5% dos gastos totais em saúde no país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, mais de um quarto da despesa total com medicamentos, consultas, cuidados, equipamentos e outros serviços de saúde continua a sair diretamente do rendimento disponível das famílias. Em 2025, essa fatia fixou-se em 27,8% da despesa total.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Negócios, Portugal tem-se destacado na União Europeia pelo peso elevado da chamada despesa “out-of-pocket”, isto é, valores pagos diretamente pelos utentes. Em 2023, com uma proporção de 4,9% da despesa final de consumo, Portugal era o quinto país da União Europeia onde estes encargos tinham maior peso nos orçamentos familiares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proporção da despesa direta em saúde no rendimento disponível bruto das famílias também se tem mantido elevada. Entre 2014 e 2024, esteve sempre acima dos 4%, de acordo com os dados do INE referidos na notícia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Farmácias concentram um quinto dos gastos diretos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados mais detalhados disponíveis, relativos a 2024, mostram onde as famílias mais gastam quando pagam saúde do próprio bolso. As farmácias concentram um quinto da despesa direta, sendo a principal rubrica destes encargos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se os cuidados hospitalares, com 13,9%, outros cuidados especializados, com 13,8%, e os dentistas, com 12,3%. Estas áreas representam uma parte significativa da pressão financeira sentida pelos agregados familiares no acesso a bens e serviços de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as despesas que mais cresceram em 2024 estiveram os hospitais psiquiátricos, com um aumento de 57,2%, os exames e análises, com uma subida de 12,6%, e os cuidados domiciliários, que avançaram 11,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Seguros, subsistemas e impostos completam financiamento da saúde</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A despesa direta das famílias é apenas uma das componentes do financiamento da saúde. A ela somam-se os bens e serviços assegurados publicamente através de receitas de impostos, bem como os gastos cobertos por seguros de saúde e por subsistemas públicos ou privados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os seguros de saúde, cujos prémios são igualmente pagos pelas famílias, representaram 5,3% do total da despesa em saúde. Já os subsistemas de saúde, dependentes de contribuições, corresponderam a 5,5%, com destaque para a ADSE.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este conjunto de fontes de financiamento mostra que, mesmo quando os pagamentos não são feitos diretamente no momento de acesso aos cuidados, uma parte relevante dos encargos continua a recair sobre os rendimentos das famílias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fragilidades no SNS transferem encargos para os utentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No relatório sobre o desempenho do SNS em 2025, o Conselho das Finanças Públicas alertou para o impacto das dificuldades de acesso e resposta do sistema público. Segundo o organismo, as fragilidades do SNS acabam por transferir encargos para as famílias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aviso surge num contexto de pressão crescente sobre a despesa em saúde, associada ao envelhecimento da população e ao aumento dos custos com inovação em medicamentos e equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho das Finanças Públicas sublinhou ainda que os pagamentos diretos são a componente mais regressiva do financiamento da saúde, por não estarem ligados à capacidade contributiva. Na prática, isto significa que as famílias com rendimentos mais baixos enfrentam maior dificuldade para suportar estes encargos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A análise mais recente da OCDE, citada no texto, mostra que, em 2022, 5,8% das famílias mais pobres em Portugal gastavam em saúde mais de 40% do orçamento disponível para consumo depois de pagarem habitação, alimentação, eletricidade, gás e água.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Saúde continua a pesar nas contas familiares</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O abrandamento do crescimento da despesa direta em saúde não eliminou a pressão sobre os orçamentos familiares. Os pagamentos feitos diretamente pelos utentes continuam acima dos níveis registados antes da pandemia e mantêm Portugal entre os países europeus onde este tipo de encargos tem maior peso.</p>
<p>Com mais de 8,8 mil milhões de euros pagos diretamente pelas famílias em 2025, a saúde permanece como uma das áreas de despesa mais sensíveis para os agregados familiares, sobretudo para os que têm menor rendimento e menor capacidade de absorver custos inesperados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785683]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Caixa penhora reembolsos de IRS de Joe Berardo para recuperar dívida milionária</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/caixa-penhora-reembolsos-de-irs-de-joe-berardo-para-recuperar-divida-milionaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:18:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão judicial representa mais um passo nos processos de execução movidos pela CGD contra o empresário, num caso que envolve várias sociedades e ativos ligados ao universo empresarial de Berardo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Caixa Geral de Depósitos penhorou reembolsos de IRS de Joe Berardo relativos a quatro anos, num valor total de 14.736 euros, no âmbito de processos de execução de dívidas movidos contra o empresário madeirense. A medida junta-se a outras penhoras já realizadas pelo banco público, que ascendem a mais de 28,2 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o artigo publicado pelo <a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/caixa-penhora-reembolsos-do-irs-a-joe-berardo" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, a penhora dos reembolsos fiscais surge referida num acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, conhecido em junho, que autorizou a Caixa a penhorar e vender bens herdados por Berardo na herança da mulher. O objetivo é ajudar a abater uma dívida ao banco público no valor de 60,27 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Reembolsos de IRS somam quase 15 mil euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os valores penhorados dizem respeito a quatro reembolsos de IRS. Segundo a mesma publicação, o acórdão identifica montantes de 3.276 euros, 3.714 euros, 3.693 euros e 4.053 euros, perfazendo um total de 14.736 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes reembolsos integram o conjunto de bens que a Caixa já conseguiu penhorar a Joe Berardo em dois processos executivos. Embora o valor dos reembolsos seja reduzido face ao total em dívida, a sua inclusão mostra a extensão das diligências judiciais em curso para recuperar verbas reclamadas pelo banco público.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Banco público já penhorou mais de 28 milhões em bens</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos reembolsos fiscais, a CGD penhorou títulos emitidos pela Metalgest, ações da Bacalhoa, créditos sobre a Fundação José Berardo, saldos bancários e valores mobiliários.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maior parte do valor penhorado está concentrada nos títulos da Metalgest, nas ações da Bacalhoa e nos créditos sobre a Fundação José Berardo. Os saldos bancários e valores mobiliários penhorados representam cerca de 32 mil euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">No total, os bens já penhorados pela Caixa nestes processos ultrapassam os 28,2 milhões de euros, ainda longe da dívida de 60,27 milhões de euros que está em causa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Herança da mulher de Berardo também pode ser usada para pagar dívida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa abriu caminho a que a Caixa possa avançar sobre bens herdados por Joe Berardo na herança da mulher. A decisão permite ao banco público penhorar e vender esses bens para tentar recuperar parte da dívida.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão judicial representa mais um passo nos processos de execução movidos pela CGD contra o empresário, num caso que envolve várias sociedades e ativos ligados ao universo empresarial de Berardo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bancos reclamam 962 milhões à Fundação José Berardo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Paralelamente, há outro processo de execução em que a CGD, o Novo Banco e o BCP avançaram contra a Fundação José Berardo. Nesse processo, os três bancos reclamam o pagamento de uma dívida de 962 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A parte reclamada pela Caixa Geral de Depósitos ascende a 357 milhões de euros. Nesse processo, foram penhorados títulos de participação na Associação Coleção Berardo, entidade proprietária das obras de arte associadas ao empresário.</p>
<p>De acordo com o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa referido na notícia do CM, a Coleção Berardo está avaliada em mais de 1,5 mil milhões de euros, valor que já era do conhecimento público desde 2022.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785678]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A Terra vai estar no ponto mais distante do Sol. Então porque é que está tanto calor?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-terra-vai-estar-no-ponto-mais-distante-do-sol-entao-porque-e-que-esta-tanto-calor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[afélio]]></category>
		<category><![CDATA[sol]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
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					<description><![CDATA[Órbita da Terra à volta do Sol não é um círculo perfeito, mas uma elipse. Isso significa que, ao longo do ano, há um momento em que o planeta está mais próximo do Sol e outro em que está mais afastado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em pleno verão e numa altura em que vários países europeus enfrentam temperaturas muito elevadas, a Terra prepara-se para atingir o ponto mais distante do Sol em toda a sua órbita. O fenómeno chama-se afélio e, em 2026, ocorre esta segunda-feira, 6 de julho, quando o nosso planeta estará a cerca de 152 milhões de quilómetros da estrela.</p>
<p>À primeira vista, a ideia parece contraditória: se a Terra está mais longe do Sol, porque é que o Hemisfério Norte está em pleno verão? A explicação é simples: a distância ao Sol não é a causa das estações do ano. O calor ou o frio dependem sobretudo da inclinação do eixo da Terra e da forma como a luz solar incide em cada hemisfério ao longo do ano.</p>
<p>A órbita da Terra à volta do Sol não é um círculo perfeito, mas uma elipse. Isso significa que, ao longo do ano, há um momento em que o planeta está mais próximo do Sol e outro em que está mais afastado. O ponto mais próximo chama-se periélio e ocorre no início de janeiro; o ponto mais afastado é o afélio e acontece no início de julho.</p>
<p>Em janeiro, no periélio, a Terra fica a cerca de 147 milhões de quilómetros do Sol. Em julho, no afélio, a distância sobe para cerca de 152 milhões de quilómetros. A diferença ronda cinco milhões de quilómetros, mas é pequena à escala astronómica e não é suficiente para determinar o verão ou o inverno no planeta.</p>
<p>A verdadeira razão das estações está na inclinação do eixo terrestre, de cerca de 23,5 graus. Quando o Hemisfério Norte está inclinado na direção do Sol, recebe mais horas de luz e os raios solares chegam com maior intensidade, criando as condições para o verão. Ao mesmo tempo, o Hemisfério Sul recebe menos energia solar direta e atravessa o inverno.</p>
<p>É por isso que o afélio pode ocorrer em pleno verão no Hemisfério Norte sem provocar uma descida das temperaturas. Na prática, Portugal e o resto da Europa continuam sob o efeito da radiação solar intensa, de dias longos e de massas de ar quente, independentemente de a Terra estar ligeiramente mais afastada do Sol.</p>
<p>O fenómeno repete-se todos os anos, embora a data exata varie ligeiramente. Em 2025, o afélio ocorreu a 3 de julho; em 2026, será a 6 de julho. A variação resulta da dinâmica orbital da Terra e das interações gravitacionais no Sistema Solar.</p>
<p>O afélio é, por isso, um lembrete de que as estações do ano não dependem da maior ou menor proximidade ao Sol, mas da inclinação do planeta. Mesmo no ponto mais distante da sua órbita, a Terra continua a receber energia suficiente para manter o verão no Hemisfério Norte — e, quando há ondas de calor, essa distância adicional não chega para aliviar os termómetros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782733]]></sapo:autor>
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		<title>Mulheres recebem menos 244 euros por mês do que os homens em funções equivalentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A desigualdade também se vê na progressão na carreira e na representação feminina nos lugares de topo, nomeadamente nas administrações das empresas, onde os homens continuam a estar em maioria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As mulheres continuam a ganhar menos do que os homens em Portugal, mesmo quando desempenham o mesmo tipo de tarefas. A diferença média é de 244 euros por mês, de acordo com o mais recente barómetro das diferenças remuneratórias entre homens e mulheres da Direção-Geral de Coordenação e Planeamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/mulheres-ganham-menos-244-euros-do-que-os-homens-para-cumprir-as-mesmas-tarefas/18102891" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>, o ganho médio mensal ilíquido das mulheres trabalhadoras por conta de outrem a tempo completo foi de 1.439,9 euros em 2024. No caso dos homens, o valor subiu para 1.683,8 euros. A diferença salarial de género situa-se, assim, nos 14,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A desigualdade tem diminuído, mas de forma lenta. No primeiro barómetro, realizado em 2019 com dados relativos a 2017, a diferença era de 18,2%. Nessa altura, as mulheres recebiam em média 1.009,3 euros, enquanto os homens auferiam 1.233,6 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Desigualdade salarial continua a ser estrutural</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Cristina Trony, presidente da Comissão de Mulheres da União Geral de Trabalhadores, a diferença remuneratória não se explica apenas pelas funções exercidas. A dirigente sindical considera que o problema reflete desigualdades sociais e de género que continuam a penalizar as mulheres no mercado de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A responsável aponta a maternidade, a distribuição desigual das responsabilidades familiares e o peso das tarefas de cuidado como fatores que afetam a progressão profissional das mulheres. Essa penalização acaba por se traduzir em salários mais baixos e menor presença em cargos de decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Trony sublinha que a desigualdade também se vê na progressão na carreira e na representação feminina nos lugares de topo, nomeadamente nas administrações das empresas, onde os homens continuam a estar em maioria.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Complementos e benefícios escondem parte da diferença</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A disparidade salarial torna-se menos visível quando se olha apenas para a remuneração-base. Em 2024, a diferença entre homens e mulheres baixa para 11,9% quando se considera apenas o salário base, mas sobe quando entram no cálculo outros complementos e benefícios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a presidente da Comissão de Mulheres da UGT, parte das desigualdades está “camuflada” em prestações como subsídios de disponibilidade e outros benefícios que chegam mais frequentemente aos homens do que às mulheres.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Cristina Trony, combater esta realidade é uma questão de justiça social e de direitos fundamentais das mulheres. A dirigente defende mais fiscalização, maior transparência e penalizações para as entidades que não cumpram as regras.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas podem ser chamadas a justificar diferenças salariais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, Cidália Rito, explica que a lei já prevê mecanismos para identificar e corrigir desigualdades remuneratórias. As empresas podem ser obrigadas a disponibilizar dados e a aplicar sistemas de avaliação de funções com base em critérios objetivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando são detetadas diferenças, as entidades empregadoras podem ser notificadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho para justificar e corrigir as situações. Trabalhadores e representantes sindicais também podem pedir à CITE um parecer sobre a existência de discriminação remuneratória.</p>
<p class="isSelectedEnd">O incumprimento da apresentação ou aplicação de um plano de avaliação pode constituir contraordenação grave e levar à aplicação de uma sanção pecuniária. Pode ainda haver sanções acessórias, incluindo a impossibilidade de participar em arrematações ou concursos públicos por um período de até dois anos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Atividades artísticas, saúde e educação entre os setores mais penalizados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença salarial entre mulheres e homens varia muito consoante o setor. De acordo com o JN, as atividades artísticas apresentam a maior disparidade, com uma diferença de 46,3% a favor dos homens.</p>
<p class="isSelectedEnd">A saúde humana e o apoio social surgem também entre as áreas mais penalizadoras para as mulheres, com uma diferença de 27,8%. Seguem-se a educação, com 21,8%, e a consultoria, com 20,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A UGT alerta ainda para a persistência de segregação profissional. Algumas profissões mais bem pagas continuam a ser maioritariamente ocupadas por homens, o que contribui para manter o fosso salarial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Aveiro, Coimbra, Leiria e Setúbal com maiores diferenças</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As desigualdades também variam por região. As maiores diferenças remuneratórias desfavoráveis às mulheres registam-se nos distritos de Aveiro e Coimbra, ambos com 18,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Leiria apresenta uma diferença de 18,1%, Setúbal de 17,6% e Lisboa de 15,5%. Em sentido contrário, os distritos onde a disparidade é menor são Vila Real, com 4,8%, Bragança, com 6,7%, e Faro, com 7,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os valores são ajustados tendo em conta variáveis como o setor de atividade, o nível de qualificação e a antiguidade no emprego, fatores que ajudam a explicar parte das diferenças salariais para além do género.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal falhou prazo da diretiva europeia sobre transparência salarial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A CITE tem desenvolvido instrumentos para apoiar a avaliação de postos de trabalho e combater desigualdades remuneratórias. Entre eles estão um Guia de Apoio para a avaliação de funções e a Norma NP 4588:2023, dedicada ao sistema de gestão para a igualdade remuneratória entre mulheres e homens.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portugal falhou, no entanto, o prazo para transpor a Diretiva Europeia sobre Transparência Salarial, que terminou a 7 de junho. Segundo a CITE, o processo está em curso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Está também a ser desenvolvido o projeto Equal PAY Transparency e uma ferramenta de avaliação de postos de trabalho sensível ao género, instrumentos que deverão apoiar a aplicação das novas regras.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Diferença salarial também pesa na reforma</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A desigualdade remuneratória não se limita ao salário mensal. A UGT alerta que a diferença acumulada ao longo da carreira tem impacto direto nas contribuições para a Segurança Social e, por consequência, no valor das pensões.</p>
<p>Como as mulheres tendem a ter carreiras contributivas mais baixas, também poderão vir a receber reformas inferiores no futuro. A central sindical lembra ainda que este problema é agravado pelo facto de as mulheres terem maior longevidade, ficando mais expostas ao risco de pobreza na velhice.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785673]]></sapo:autor>
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		<title>Despesa com tratamentos contra o cancro sobe 246% em dez anos nos hospitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:03:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As doenças oncológicas são a segunda causa de morte em Portugal e foram responsáveis por 28.372 óbitos em 2024.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A despesa dos hospitais portugueses com medicamentos oncológicos mais do que triplicou na última década, num contexto marcado pela chegada de novas terapêuticas, pelo aumento do número de doentes tratados e pelo peso crescente da inovação no tratamento do cancro. A oncologia representa atualmente mais de um terço dos gastos totais com medicamentos na área hospitalar.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/06/sociedade/noticia/gastos-medicamentos-oncologicos-hospitais-triplicaram-dez-anos-2180310?ref=hp&amp;cx=manchete_2_destaques_0" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, os dados de monitorização do mercado divulgados pelo Infarmed mostram que, nos primeiros quatro meses deste ano, a despesa hospitalar com medicamentos atingiu 915,1 milhões de euros. A oncologia manteve-se como a principal área de despesa, com 320,1 milhões de euros, o equivalente a 35% do total.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este valor representa uma subida de 7,8% face ao mesmo período de 2025 e mais 80,7 milhões de euros em relação a março deste ano. A tendência confirma o peso crescente dos medicamentos oncológicos nas contas hospitalares e coloca novos desafios à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cancro é a segunda causa de morte em Portugal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução da despesa acompanha também a dimensão do problema oncológico no país. As doenças oncológicas são a segunda causa de morte em Portugal e foram responsáveis por 28.372 óbitos em 2024. Segundo informação da OCDE citada no texto, a incidência estimada de cancro em Portugal deverá aumentar 20% até 2040.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 2020 e 2025, o Infarmed aprovou para financiamento público 26 medicamentos oncológicos, área que a autoridade nacional do medicamento classifica como prioritária. A chegada de novos tratamentos tem dado esperança a doentes com poucas ou nenhumas alternativas terapêuticas, mas também tem aumentado a pressão financeira sobre os hospitais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isabel Fernandes, diretora do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, reconheceu ao PÚBLICO que a inovação traz consigo mais medicamentos e mais custos. A responsável destacou que mais de 10% dos doentes foram tratados com quimioterapia e imunoterapia ou com radioterapia, sublinhando que o crescimento da inovação é acompanhado por uma preocupação com a despesa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gastos passaram de 250 milhões para 864 milhões</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos dez anos, a despesa hospitalar com medicamentos oncológicos passou de 250 milhões de euros, em 2016, para 864,4 milhões de euros no ano passado. Trata-se de um aumento de 246%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O peso destes medicamentos no total da despesa hospitalar com fármacos também subiu de forma expressiva. Em 2016, representavam menos de um quarto do total. Em 2025, já correspondiam a 34,3% da despesa com medicamentos nos hospitais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Infarmed explica que esta evolução resulta de vários fatores em simultâneo. Por um lado, há um aumento da incidência de algumas doenças oncológicas e diagnósticos mais precoces, o que leva a mais doentes tratados. Por outro, a introdução de novas terapêuticas com valor clínico reconhecido permite melhorar a sobrevivência, mas frequentemente com custos superiores aos das opções anteriormente disponíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contratos são renegociados para controlar impacto no SNS</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A autoridade nacional do medicamento tem identificado a oncologia como a principal área a contribuir para o aumento da despesa hospitalar com medicamentos. Para controlar esse impacto, o financiamento dos novos fármacos é acompanhado por contratos com os laboratórios, que podem incluir mecanismos de monitorização e partilha de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Infarmed, estes contratos são normalmente revistos no momento da renovação, ao fim de dois anos. Essa revisão permite reavaliar as condições acordadas à luz da experiência acumulada, da evolução da evidência científica, dos padrões de utilização e do impacto orçamental verificado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sempre que um medicamento é avaliado para uma nova indicação terapêutica, é feita nova análise. Essa avaliação pode levar à revisão das condições contratuais e do financiamento, tendo em conta a população elegível, o benefício clínico esperado e a sustentabilidade do SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pembrolizumab custou mais de 121 milhões num ano</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos exemplos mais relevantes é o pembrolizumab, medicamento utilizado no tratamento de vários tipos de cancro. Em 2025, a despesa com este fármaco ultrapassou os 121 milhões de euros, tornando-o um dos medicamentos com maior impacto nas contas do SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o pembrolizumab tem 32 indicações terapêuticas aprovadas, das quais 28 receberam decisão positiva de financiamento em Portugal. O primeiro financiamento foi concedido em 2017, para o tratamento do cancro do pulmão. Desde então, o medicamento passou a ser utilizado, em diferentes combinações e fases da doença, em cancros colorretal, do sistema urinário, do útero, da cabeça e pescoço e da mama, entre outros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Só este ano foram aprovadas cinco novas indicações terapêuticas. Esse alargamento aumentou significativamente o número de doentes elegíveis para tratamento com pembrolizumab.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2019, a despesa com este medicamento era de 22,6 milhões de euros e representava 1,7% do total dos gastos hospitalares com medicamentos. No ano passado, o peso aproximou-se dos 5%, com uma despesa superior a 121 milhões de euros. Em 2024, o valor tinha sido de 108,3 milhões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Infarmed diz que aumento reflete maior acesso à inovação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre janeiro e abril deste ano, o pembrolizumab foi o segundo medicamento com maior aumento de despesa, atingindo 53,3 milhões de euros. O valor representa uma subida de 18,2% face ao período homólogo de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Infarmed sublinha, no entanto, que o crescimento da despesa não resulta de uma subida do preço do medicamento, mas sim da expansão do acesso à inovação. A autoridade explica que, na revisão contratual realizada este ano, a introdução de novas indicações terapêuticas levou à renegociação global do contrato, com o objetivo de reduzir os custos do tratamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa renegociação permitiu obter condições mais custo-efetivas e reduções do preço médio do medicamento, embora o Infarmed não tenha indicado qual foi a dimensão dessas reduções.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Biossimilares só deverão chegar quando terminar proteção de mercado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada de genéricos ou biossimilares é uma das vias para baixar o preço dos medicamentos, mas só pode acontecer quando terminam os direitos de exclusividade dos medicamentos originais.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso do pembrolizumab, o Infarmed explica que a proteção de mercado resulta da conjugação de patentes, certificados complementares de proteção e períodos de exclusividade dos dados e de mercado. Por isso, não existe uma única data de expiração aplicável a todos os mercados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de terem surgido notícias sobre a possibilidade de a patente terminar em 2025, a autoridade nacional do medicamento afirma que as principais proteções de mercado na União Europeia podem prolongar-se para além dessa data através de mecanismos legais. Assim, a entrada de biossimilares só será expectável quando cessarem todos os direitos de exclusividade relevantes.</p>
<p>O Infarmed esclarece ainda que a atribuição de novos financiamentos para diferentes indicações terapêuticas não tem relação com a validade da patente. Ou seja, a decisão de financiar novas utilizações clínicas de um medicamento não prolonga, por si só, a proteção legal do fármaco.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785669]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Pesca de linguado interdita a partir desta segunda-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[linguado]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal esgotou 80% da quota de linguado e, por isso, as capturas vão ficar interditas, no golfo da biscaia, águas portuguesas e banco dos Açores, a partir de segunda-feira, foi anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal esgotou 80% da quota de linguado e, por isso, as capturas vão ficar interditas, no golfo da biscaia, águas portuguesas e banco dos Açores, a partir desta segunda-feira.</p>
<p>&#8220;Tendo sido atingido 80% de utilização da quota disponível de linguados [&#8230;] informa-se que nas viagens iniciadas a partir das 00:00 horas do dia 06 de julho, é interdita a pesca dirigida a esta unidade populacional nas zonas oito c, oito d, oito e, nove e 10 do CIEM e em águas da União da zona CECAF 34.1.1&#8221;, lê-se numa nota da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).</p>
<p>Estas zonas correspondem ao Golfo da Biscaia Meridional, &#8216;offshore&#8217; (em mar alto), Oeste do Golfo da Biscaia, águas portuguesas e Banco dos Açores.</p>
<p>As descargas deste peixe ficam limitadas a 5% do total descarregado por embarcação, em cada maré de pesca.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785296]]></sapo:autor>
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		<title>Ordem lança campanha para forçar AR a reduzir IVA nos serviços veterinários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ordem dos Médicos Veterinários lança hoje uma campanha para sensibilizar a população para a importância de reduzir o IVA nos serviços médico-veterinários de 23% para 6% e uma petição para forçar o parlamento a discutir a matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ordem dos Médicos Veterinários lança hoje uma campanha para sensibilizar a população para a importância de reduzir o IVA nos serviços médico-veterinários de 23% para 6% e uma petição para forçar o parlamento a discutir a matéria.</p>
<div class="article-content">
<div id="readspeaker" class="lt-text">
<p class="text-paragraph">Na campanha, a Ordem pretende explicar de forma clara e acessível porque é que a redução do IVA é fundamental para melhorar acesso a cuidados veterinários, reforçar o bem-estar animal, proteger e saúde pública e apoiar famílias e cuidadores de animais de companhia, lembrando que os serviços médico-veterinários de animais de companhia são os únicos serviços de saúde em Portugal sujeitos à taxa de IVA de 23%.</p>
<p class="text-paragraph">Em declarações à Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), Pedro Fabrica, explicou que as várias dimensões desta questão devem ser integradas na perspetiva ‘OneHealth’ (uma só saúde), que engloba a saúde humana, ambiental e animal.</p>
<p class="text-paragraph">“Cerca de metade das famílias portuguesas têm animais de companhia e os médicos veterinários (…) acabam por ser a primeira sentinela médica epidemiológica a detetar problemas e a perceber se são doenças que, por exemplo, se transmitem aos humanos. Já fazem esse trabalho de integração ‘One Health’”, explicou.</p>
<p class="text-paragraph">O bastonário considera ainda “perfeitamente injusto” que estes cuidados de saúde sejam cobrados, dando como exemplo a medicina dentária que não tem taxa de IVA.</p>
<p class="text-paragraph">“É verdadeiramente injusto que, nesta abordagem de saúde pública do ‘One Health’, estes cuidados sejam taxados como se fossem um bem de luxo, em vês de um bem de primeira necessidade”, acrescentou Pedro Fabrica.</p>
<p class="text-paragraph">A OMV recorda que, com a redução do IVA nestes cuidados, se protege a saúde pública, previne doenças transmissíveis e promove comunidades mais seguras, além de reduzir o abandono de animais – por falta e capacidade financeira – e apoiar as famílias, aliviando a carga financeira associada a cuidados que são essenciais.</p>
<p class="text-paragraph">Questionado pela Lusa, o bastonário explicou que o impacto financeiro estimado pela OMV para esta medida ronda, numa primeira fase os 20 milhões de euros, mas diz que muitos atos, como internamentos e cirurgias, que atualmente não acontecem por falta de capacidade financeira, ao ocorreram, compensam a perda de receita.</p>
<p class="text-paragraph">“Vai haver mais procedimentos feitos a uma taxa de 6% e, portanto, a médio e longo prazo, esta falta inicial de tributação vai acabar por ser compensada”, acrescenta.</p>
<p class="text-paragraph">Pedro Fabrica diz ainda que, ao mobilizar a sociedade para esta matéria, se quer dar “um sinal inequívoco” a quem tem o poder de decisão no parlamento de que “este e o caminho que temos de seguir”.</p>
<p class="text-paragraph">“Os decisores políticos não podem continuar a ignorar uma questão que é muito relevante para milhões de famílias portuguesas”, insiste o bastonário.</p>
<p class="text-paragraph">Na petição, que está disponível em https://participacao.parlamento.pt/initiatives/6487, a OMV recorda que a atual taxa de 23% de IVA é aplicada a serviços de saúde que são uma necessidade básica para mais de 4,5 milhões de portugueses que têm animais de companhia.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785666]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mais de 360 polícias reforçam a partir de hoje os aeroportos portugueses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 360 polícias reforçam a partir de hoje os aeroportos portugueses como uma das medidas para aumentar a capacidade da PSP no controlo de passageiros e evitar as filas de espera verificadas nos últimos tempos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 360 polícias reforçam a partir de hoje os aeroportos portugueses como uma das medidas para aumentar a capacidade da PSP no controlo de passageiros e evitar as filas de espera verificadas nos últimos tempos.</p>
<div class="article-content">
<div id="readspeaker" class="lt-text">
<p class="text-paragraph">Estes 367 polícias, que fazem parte da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP, acabaram na sexta-feira a componente teórica do curso de controlo de fronteiras aéreas e iniciam hoje um estágio operacional de duas semanas nos postos de fronteira aérea.</p>
<p class="text-paragraph">Fonte da PSP explicou à Lusa que, embora estejam a fazer um estágio de duas semanas, estes polícias reforçam já a partir de hoje o controlo de fronteiras nos aeroportos, desempenhando funções monitorizados por polícias mais velhos.</p>
<p class="text-paragraph">Os 367 polícias vão ser colocados nos aeroportos de Lisboa (170), Porto (78), Faro (69), Funchal (29) e Açores (21), continuando depois do estágio a desempenhar funções nestas fronteiras aeroportuárias.</p>
<p class="text-paragraph">O novo sistema europeu de controlo de fronteiras entrou em funcionamento em outubro de 2025 de forma faseada em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e desde então os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.</p>
<p class="text-paragraph">Com a entrada em funcionamento do sistema a 100% em abril os constrangimentos aumentaram, tendo no fim de maio o Governo reforçado o aeroporto de Lisboa com meios humanos e técnicos no controlo de fronteiras, colocando agora estes 367 agentes para responder ao aumento de passageiros nos aeroportos durante o verão.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785663]]></sapo:autor>
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		<title>Tiago Grila sabe esta segunda-feira se vai a julgamento por atropelamento na Amadora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Grila]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão instrutória está marcada para as 13h30, no Tribunal da Amadora]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O influenciador digital Tiago Grila sabe esta segunda-feira se vai ser levado a julgamento no processo relacionado com um atropelamento numa passadeira, ocorrido na Amadora, em janeiro de 2024. A decisão instrutória está marcada para as 13h30, no Tribunal da Amadora.</p>
<p>Tiago Grila foi formalmente acusado pelo Ministério Público em março de três crimes: ofensa à integridade física grave por negligência, omissão de auxílio e condução sem habilitação legal. Em causa está um atropelamento que, segundo a acusação, terá envolvido uma mulher numa passadeira.</p>
<p>A sessão de instrução decorreu na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, no Tribunal da Amadora, e serviu para o juiz de instrução criminal avaliar se existem indícios suficientes para pronunciar o arguido e enviar o processo para julgamento.</p>
<p>De acordo com a acusação, o influenciador terá abandonado o local sem prestar assistência à vítima. Tiago Grila nega os factos de que está acusado e saiu do tribunal confiante na sua inocência.</p>
<p>O arguido afirmou ainda que aquilo que contou num podcast sobre o caso “não passou de uma brincadeira”. A decisão desta segunda-feira determinará se o processo avança para julgamento ou se termina nesta fase.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785156]]></sapo:autor>
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		<title>Telecomunicações mais caras em 2026: três operadoras subiram preços e a portabilidade já é grátis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais operadoras históricas atualizaram os preços em linha com a inflação, enquanto uma entrante de baixo custo manteve os valores. Para o consumidor, mudar nunca foi tão fácil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2026 trouxe novas atualizações de preços às telecomunicações. As três maiores operadoras históricas reviram os tarifários em linha com a inflação prevista, próxima de 2,2%, enquanto uma operadora entrante de baixo custo manteve os preços inalterados. O resultado é um mercado em que o valor que cada família paga depende, cada vez mais, de quando assinou o contrato e de se já alguma vez comparou alternativas.</p>
<p>Os dados públicos do regulador reforçam o ponto. Segundo a ANACOM, no final de 2025 a oferta de baixo custo apresentava a mensalidade mais baixa em nove dos 11 serviços analisados, com o serviço de telemóvel disponível a partir de quatro euros por mês. A distância para os pacotes mais completos é significativa, sobretudo para quem mantém o mesmo contrato há vários anos e foi acumulando atualizações anuais sucessivas.</p>
<p>Mudou, entretanto, uma regra que alimentava a inércia. Desde o final de 2025, mudar de operador mantendo o mesmo número deixou de ter qualquer custo de portabilidade. O principal travão psicológico à mudança, o receio de perder o número ou de pagar por isso, desapareceu, e com ele um dos argumentos mais usados para adiar a comparação.</p>
<p>Segundo Jorge Rebelo, responsável de Telecomunicações do ComparaJá, o momento é favorável a quem se der ao trabalho de comparar. «As atualizações anuais de preço passam muitas vezes despercebidas na fatura, mas somam-se ano após ano. Rever o pacote de televisão, internet e voz e confirmar se as condições continuam competitivas é dos exercícios que mais rapidamente se traduz em poupança», afirma. A comparação de ofertas e o processo de <a href="https://www.comparaja.pt/tv-net-voz" target="_blank" rel="noopener">mudar de tarifário</a> podem ser feitos em poucos minutos.</p>
<p>A tendência de fundo é, aliás, favorável ao consumidor atento. Apesar das subidas nos contratos das operadoras históricas, o preço médio das telecomunicações em Portugal recuou ligeiramente face ao ano anterior, impulsionado pela concorrência. Quem nunca comparou os pacotes de <a href="https://www.comparaja.pt/tv-net-voz" target="_blank" rel="noopener">televisão, internet e voz</a> é, muito provavelmente, quem mais tem a ganhar com uma revisão.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784371]]></sapo:autor>
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		<title>Moçambique trocou mais 25,4 ME de dívida vencida no sétimo leilão do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:24:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Moçambique fechou na primeira semana de julho a sétima emissão de Obrigações do Tesouro deste ano, colocando 1.857 milhões de meticais (25,4 milhões de euros) para trocar dívida vencida, segundo informação oficial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Moçambique fechou na primeira semana de julho a sétima emissão de Obrigações do Tesouro deste ano, colocando 1.857 milhões de meticais (25,4 milhões de euros) para trocar dívida vencida, segundo informação oficial.</P><br />
<P>De acordo com informação da Bolsa de Valores de Moçambique, a operação, com data de 01 de julho, visou passivos vencidos apurados até 15 de junho de 2026, de dívida bilateral, tendo maturidade a 30 de junho de 2031.</P><br />
<P>Pela emissão de 1.857.536.800 meticais, o Estado vai pagar uma taxa de juro de 13,25%, segundo a mesma informação da operação, denominada OT-2026-S7.</P><br />
<P>De acordo com o histórico compilado desde o início do ano pela Lusa, essas trocas de Obrigações do Tesouro (OT) já ascendem a 37.924 milhões de meticais (518,9 milhões de euros) em 2026.</P><br />
<P>Estes leilões, todos via bolsa, têm permitido ao Estado moçambicano trocar dívida que vencia este ano por nova dívida, com maturidade até cinco anos, pagando juros de pouco mais de 13%.</P><br />
<P>Moçambique prevê 18 emissões de Obrigações do Tesouro em 2026, totalizando 34,2 mil milhões de meticais (467,9 milhões de euros), e nove operações de troca de emissões que vencem este ano, no montante de 45,7 mil milhões de meticais (625,2 milhões de euros).</P><br />
<P>De acordo com um diploma do Ministério das Finanças, noticiado anteriormente pela Lusa, as emissões de &#8220;Obrigações do Tesouro &#8212; 2026&#8221; serão feitas através da Bolsa de Valores de Moçambique.</P><br />
<P>&#8220;Ao abrigo do presente diploma, o emitente poderá executar operações neutras, ou seja, de gestão do seu passivo em Obrigações do Tesouro por via de leilões de troca ou transações de recompra, sem acarretar o desgaste do limite de emissões fixado, sem prejuízo do Calendário de Emissões&#8221;, lê-se.</P><br />
<P>No documento acrescenta-se que, &#8220;para permitir flexibilidade na gestão da carteira das OT, poderão ser introduzidos leilões de reabertura, sem prejuízo do Calendário de Emissões&#8221; definido.</P><br />
<P>Já no calendário de leilões de troca de &#8220;Obrigações do Tesouro 2026&#8221; inclui-se quatro emissões de 2021, quatro de 2022 e uma de 2023, todas com vencimento previsto para este ano.</P><br />
<P>A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, afirmou em 29 de outubro que a sustentabilidade da dívida pública é &#8220;um dos maiores desafios&#8221; da economia moçambicana, estando em curso &#8220;reformas&#8221; para a sua gestão sustentável.</P><br />
<P>O Governo moçambicano contratou a norte-americana Alvarez &amp; Marsal para &#8220;apoiar na elaboração do plano de reestruturação da dívida pública&#8221; e para &#8220;prestar apoio na elaboração da Estratégia da Dívida Pública 2026-2029&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785660]]></sapo:autor>
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		<title>Número de mortos por Ébola na RDCongo ultrapassa a barreira dos 500 óbitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:24:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de mortos na República Democrática do Congo (RDCongo) devido ao atual surto de Ébola no leste do país ascende já a 506, confirmou hoje o Governo congolês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de mortos na República Democrática do Congo (RDCongo) devido ao atual surto de Ébola no leste do país ascende já a 506, confirmou hoje o Governo congolês.</P><br />
<P>De acordo com o último boletim do Ministério da Comunicação e dos Meios de Comunicação Social da RDCongo, com dados recolhidos até 04 de julho, foram igualmente registados 1.561 casos confirmados e a taxa de letalidade situa-se agora nos 32,4%.</P><br />
<P>Além disso, &#8220;628 doentes encontram-se em isolamento ou hospitalização&#8221;, e outras 253 pessoas conseguiram recuperar da doença. </P><br />
<P>O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio na província de Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul e constitui o epicentro da epidemia, mas alastrou também às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</P><br />
<P>A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos de infeção, incluindo 15 considerados importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes.</P><br />
<P>Entretanto, o Governo francês confirmou ter identificado o primeiro caso positivo de doença provocada pelo vírus do Ébola no país, correspondente a um médico que regressava de uma missão na RDCongo que, entretanto, recuperou e está fora de perigo de vida.</P><br />
<P>O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera &#8220;elevado&#8221; o risco de propagação da epidemia na África Subsaariana e &#8220;baixo&#8221; à escala mundial.</P><br />
<P>A OMS estima que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto e classificou a epidemia, a 17 de maio, como uma &#8220;emergência de saúde pública de âmbito internacional&#8221;.</P><br />
<P>Esta é a terceira pior epidemia de Ébola de que há registo.</P><br />
<P>O atual surto é apenas ultrapassado pela epidemia que afetou a África Ocidental entre 2014 e 2016, causando cerca de 11 mil mortos e 28 mil infeções, e pela que atingiu o leste da RD Congo entre 2018 e 2020, provocando 2.299 mortes e 3.481 casos.</P><br />
<P>O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785659]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Novos Certificados do Tesouro chegam esta segunda-feira: o que muda na nova aposta do Estado para atrair poupanças das famílias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 06:15:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Certificados do Tesouro]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Poupanças]]></category>
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					<description><![CDATA[Certificados de Aforro continuam a bater recordes de procura e os atuais Certificados do Tesouro perderam atratividade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Estado vai voltar a tentar captar as poupanças das famílias com uma nova série de Certificados do Tesouro. O lançamento dos Certificados do Tesouro Série 5 está previsto para segunda-feira, depois de aprovação em Conselho de Ministros e publicação das respetivas condições, num momento em que os Certificados de Aforro continuam a bater recordes de procura e os atuais Certificados do Tesouro perderam atratividade.</p>
<p>A nova aplicação terá maturidade de 10 anos, investimento mínimo inicial de 1.000 euros e remuneração fixa crescente ao longo do prazo. O Governo preparava a aprovação de um novo instrumento de dívida pública para pequenos aforradores, seguindo o modelo dos atuais Certificados do Tesouro Poupança Valor, mas com duas alterações centrais: o prazo passa de sete para 10 anos e desaparece o prémio de remuneração associado ao crescimento do Produto Interno Bruto.</p>
<p>A remuneração deverá começar nos 2,35% no primeiro ano e subir gradualmente até 3,35% no décimo ano. Feitas as contas, a taxa média bruta ao longo dos 10 anos será de 2,71% ao ano, antes de impostos. Trata-se de uma remuneração mais elevada do que a oferecida pela atual série dos Certificados do Tesouro Poupança Valor, que paga entre 0,70% no primeiro ano e 1,60% no sétimo, a que pode acrescer um prémio de remuneração.</p>
<p><strong>Juros conhecidos, mas sem capitalização</strong></p>
<p>Ao contrário dos Certificados de Aforro, os novos Certificados do Tesouro não capitalizam juros. Isto significa que o rendimento será pago anualmente ao aforrador e não será automaticamente incorporado no capital aplicado. A retenção na fonte de IRS será de 28%, como acontece com os restantes produtos de poupança do Estado e com os depósitos bancários.</p>
<p>O resgate antecipado será possível apenas a partir do final do primeiro ano. Se o investidor levantar o dinheiro antes do pagamento anual dos juros, perde os juros corridos desde o último vencimento. No caso de resgate parcial, o montante remanescente não poderá ficar abaixo de 1.000 euros, mantendo-se assim o mínimo exigido para a aplicação.</p>
<p><strong>Como compara com os Certificados de Aforro?</strong></p>
<p>A comparação mais imediata é com os Certificados de Aforro, que continuam a ser o produto de dívida pública mais procurado pelas famílias. A taxa bruta da Série F para novas subscrições em julho foi fixada em 2,356%, praticamente em linha com a taxa inicial prevista para os novos Certificados do Tesouro.</p>
<p>A diferença está no funcionamento. Os Certificados de Aforro têm maior liquidez: permitem resgate ao fim de três meses e exigem apenas 100 euros na primeira subscrição, com reforços mínimos de 10 euros. Além disso, os juros são capitalizados trimestralmente e há prémios de permanência ao longo do tempo. Já os Certificados do Tesouro exigem um compromisso mais longo e só começam a oferecer taxas acima de 3% nos anos finais da aplicação.</p>
<p><strong>Previsibilidade contra flexibilidade</strong></p>
<p>Para quem privilegia previsibilidade, a nova série pode ser apelativa. A taxa é fixa e conhecida desde o início, independentemente da evolução da Euribor ou das condições de mercado. Essa característica pode ser interessante num contexto em que os juros de mercado venham a descer, porque o aforrador mantém a remuneração contratada.</p>
<p>Mas há o outro lado da moeda. Se as taxas de mercado subirem de forma significativa nos próximos anos, quem subscrever estes Certificados do Tesouro ficará preso a uma remuneração já definida, a menos que resgate o dinheiro após o primeiro ano e procure uma alternativa mais rentável. Nos Certificados de Aforro, a taxa base acompanha a Euribor a três meses, ainda que sujeita a limites.</p>
<p><strong>Porque avança o Governo agora?</strong></p>
<p>O lançamento surge depois de dois anos de queda acentuada no stock dos Certificados do Tesouro. O montante aplicado nestes produtos caiu mais de 60% desde o verão de 2022, passando de 17,4 mil milhões de euros em junho de 2022 para cerca de 6,75 mil milhões de euros em maio deste ano.</p>
<p>O movimento contrasta com os Certificados de Aforro, que continuam a registar forte procura. A taxa da Série F voltou a subir em julho, para 2,356%, o valor mais alto desde abril do ano passado, e o stock total tem vindo a atingir máximos históricos.</p>
<p><strong>O que ganha o Estado</strong></p>
<p>Para o Estado, a nova série tem uma vantagem clara: permite captar financiamento junto das famílias por um prazo mais longo. Ao alargar a maturidade para 10 anos, o Tesouro reduz a necessidade de refinanciamento no curto prazo e fixa uma parte da dívida nas mãos de aforradores particulares.</p>
<p>A eliminação do prémio associado ao crescimento do PIB também torna o custo deste instrumento mais previsível. Nas séries anteriores, esse prémio podia aumentar a remuneração paga pelo Estado se a economia crescesse acima de determinados níveis. Agora, a lógica é mais simples: taxa fixa crescente, sem variável ligada ao desempenho económico.</p>
<p><strong>Quanto pode render?</strong></p>
<p>Num investimento de 1.000 euros mantido durante os 10 anos, a remuneração média bruta de 2,71% corresponde a 271 euros de juros brutos. Depois da retenção de 28%, o ganho líquido seria de 195,12 euros, elevando o total líquido para 1.195,12 euros.</p>
<p>Para 10.000 euros, os juros brutos ao fim de 10 anos seriam de 2.710 euros. Depois de impostos, o rendimento líquido ficaria em 1.951,20 euros, com um total líquido de 11.951,20 euros. Para 50.000 euros, os juros brutos chegariam a 13.550 euros e o rendimento líquido a 9.756 euros.</p>
<p><strong>Vale a pena subscrever?</strong></p>
<p>A resposta depende menos da taxa máxima de 3,35% e mais do perfil do aforrador. Para quem sabe que pode deixar o dinheiro parado durante vários anos e valoriza capital garantido, taxa fixa e previsibilidade, os novos Certificados do Tesouro podem ser uma opção interessante face à maioria dos depósitos a prazo.</p>
<p>Para quem pode precisar do dinheiro mais cedo, os Certificados de Aforro continuam a oferecer mais flexibilidade. Têm mínimo de entrada mais baixo, permitem resgate ao fim de três meses e capitalizam juros trimestralmente. A desvantagem é que a remuneração depende da Euribor e pode variar ao longo do tempo.</p>
<p><strong>A decisão não deve ser feita só pela taxa máxima</strong></p>
<p>O número mais apelativo é a taxa de 3,35% no décimo ano, mas esse valor só será recebido por quem mantiver a aplicação até ao fim. Para decidir, o aforrador deve olhar para a média anual de 2,71%, para a falta de capitalização dos juros, para o prazo de 10 anos e para a possibilidade de precisar do dinheiro antes.</p>
<p>A nova série dos Certificados do Tesouro chega, assim, como uma alternativa de poupança conservadora, com capital garantido e rendimento conhecido à partida. Não substitui automaticamente os Certificados de Aforro, nem será a melhor solução para todos. Mas aumenta a concorrência entre Estado e bancos pela poupança das famílias — e obriga os aforradores a voltar a fazer contas.</p>
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