Varíola dos macacos: “Situação é preocupante porque não segue os padrões típicos”, alerta OMS

Prioridade atualmente “é travar a transmissão”, aponta Tarik Jasarevic, porta-voz da OMS na Europa

Francisco Laranjeira

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou: “A situação é preocupante porque não segue os padrões típicos que vimos antes.” Todos os dias surgem casos da varíola dos macacos em novos países e, em declarações ao jornal espanhol ‘El Mundo’, o porta-voz da OMS na Europa, Tarik Jasarevic, explicou que nos últimos anos foram detetados surtos na República Centro-Africana, na República Democrática do Congo e na Nigéria, com casos esporádicos noutros países. Mas “é incomum ver tantos casos noutros países e ver a disseminação de pessoa para pessoa em países não endémicos e sem qualquer ligação com viagens a países endémicos”.

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O paciente zero ainda não foi identificado mas “a prioridade agora é travar a transmissão”, segundo apontou o responsável da OMS. Os países afetados devem, nesse sentido, rastrear contactos e apertar a vigilância. “Qualquer paciente com suspeita de varíola do macaco deve ser investigado e isolado (e alvo de cuidados médicos).”

O porta-voz da OMS na Europa ressalvou que a varíola dos macacos “geralmente não se propaga rapidamente entre pessoas e requer um contacto físico próximo”. Por esse motivo, com ação imediata é possível evitar uma transmissão em massa, referiu Tarik Jasarevic.

A doença foi relatada pela primeira vez no Reino Unido no início de maio e desde aí já chegou a Portugal, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suécia, Suíça, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Paquistão Emirados árabes Unidos, República Checa, Áustria, Eslovénia e Israel.

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