Varíola dos macacos: Reino Unido segue exemplo da Bélgica e decreta quarentena de 21 dias para contactos de risco

A medida foi decretada pela Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), perante o aumento de casos.

Simone Silva

As autoridades de saúde britânicas decretaram uma quarentena de 21 dias para os contactos próximos de casos com maior risco de exposição à varíola dos macacos (Monkeypox), avança a ‘Sky News’.

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Segundo a mesma publicação, o Monkeypox está a espalhar-se no Reino Unido através da transmissão comunitária e estão a ser detetadas novas infeções diariamente, esperando-se um “aumento significativo” esta semana (no total já são 20).

Tendo em conta esta situação, Susan Hopkins, consultora médica-chefe da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), explicou que é recomendado que as pessoas que tiveram “contacto direto desprotegido ou contacto ambiental de alto risco” com a doença se isolem durante 21 dias.

Esses contactos, adianta a cadeia televisiva, incluem contacto doméstico, contato sexual ou troca de roupa de cama de uma pessoa infetada sem o uso de equipamento de proteção individual apropriado. Também se recomenda que sejam vacinados.

A Bélgica foi o primeiro país a decretar uma quarentena de 21 dias para aqueles que contraírem varíola dos macacos, depois de quatro infeções terem sido registadas no país.

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Globalmente, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que o surto é “uma preocupação” , enquanto Israel e Suíça registaram seus primeiros casos este fim de semana e a Áustria registou a sua primeira suspeita de infeção no domingo.

Em Portugal, segundo os mais recentes dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), há registo de um total de 23 casos confirmados do vírus.

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

A par disso, acrescenta, “os indivíduos devem abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estado, ou outros sintomas”.

“A DGS continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias”, conclui.

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