A diretora geral da saúde, Graça Freitas, garantiu esta sexta-feira que Portugal tem uma reserva de vacinas contra a varíola disponíveis, mas há uma de “terceira geração” que está a ser avaliada para administração no país.
Em entrevista à ‘RTP’, a responsável foi questionada sobre a possibilidade de administrar a vacina contra a varíola humana, nas pessoas que contraíram agora o vírus Monkeypox (varíola dos macacos), tal como foi recomendado pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC).
“Temos que ponderar”, começou por referir. “Nós temos em Portugal uma reserva da vacina contra a varíola humana, que foi adquirida no âmbito do bioterrorismo. No entanto, depois dessa reserva já há vacinas de outra geração, há uma em concreto de terceira geração, que estamos a ver se é pertinente ou não adquirir e administrar”, afirmou.
Graça Freitas explicou que “com o Infarmed, EMA e OMS estamos a tratar de adquirir essa vacina de terceira geração; com os peritos em saúde, estamos a estudar as vantagens e desvantagens de utilizar o vírus da varíola humana”.
“Temos que ponderar muito bem os prós e contras, riscos e benefícios, como sempre fizemos. Se os benefícios se sobrepuserem aos riscos, será recomendado, se considerarmos que apesar de tudo a doença é benigna, está a evoluir bem e for possível interromper cadeias de transmissão, não será”, reiterou.
A responsável esclareceu ainda na mesma entrevista que se trata de “uma infeção humana provocada pelo vírus monkeypox, que habitualmente tem um reservatório animal, na Bacia do rio Congo e na África Ocidental”.
“O que acontece é que este vírus passa a barreira das espécies e por vezes origina surtos, em que o vírus passa de pessoa para pessoa”, adianta explicando que “não é frequente que os surtos sejam multi-focais, ou seja, que apareçam vários surtos (…) em muitos países ao mesmo tempo”.
Segundo a diretora-geral da saúde, há na DGS “um centro de emergência, onde foi ativado um plano para esta doença, depois de confirmados os primeiros casos e há parceiros como o INSA e os clínicos que apoiam a DGS no inquérito epidemiológico”.
Assim, refere, “num caso suspeito as pessoas devem contactar de imediato as autoridades, e todos clínicos perante caso suspeito, devem recolher as amostras para deteção e confirmação daquele caso”, concluiu.













