Várias cidades mundiais iluminam-se com as cores do Líbano em homenagem às vítimas da explosão

Depois da tragédia que se abateu sobre a capital libanesa de Beirute, muitas cidades à volta do mundo decidiram prestar uma homenagem às vítimas das explosões ao iluminar os seus edifícios mais simbólicos com as cores da bandeira do Líbano.

Simone Silva

Depois da tragédia que se abateu sobre a capital libanesa de Beirute, muitas cidades à volta do mundo decidiram prestar uma homenagem às vítimas das explosões ao iluminar os seus edifícios mais simbólicos com as cores da bandeira do Líbano.

Foram vários os monumentos ou  edifícios que ganharam os tons do país, num acto de união e solidariedade a nível mundial: a torre do Burj Khalifa, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; a Câmara Municipal de Belfast, na Irlanda do Norte; o hotel Sheraton em Doha, no Qatar; as pirâmides de Gizé, no Egito, a Torre da Liberdade, na Praça Azadi, em Teerão, no Irão e surpreendentemente a Câmara Municipal de Telavive em Israel,  apesar das divergências entre os dois países.

Aqui ficam algumas imagens dos edifícios em questão:

Não com as cores da bandeira, mas com a Torre Eiffel às escuras, também a capital francesa decidiu homenagear o Líbano e mostrar a sua solidariedade para com a tragédia.

Recorde-se que uma explosão brutal, que ocorreu na capital do Líbano, Beirute, na passada terça-feira, originou até ao momento 137 vítimas mortais, de acordo com o balanço mais recente feito pelo ministro da Saúde libanês, Hamad Hassan. O desastre fez ainda cinco mil feridos e 300 mil desalojados.

«Até agora, o número de mortos atinge os 137 e há mais de 5.000 feridos», disse o responsável acrescentando que um novo balanço pode ser anunciado durante o dia.

Na manhã desta quinta-feira, dois dias depois do incidente, ainda há fumo a erguer-se do porto da capital libanesa.

As equipas de regaste continuam nos locais mais atingidos para procurarem, entre os escombros, as pessoas dadas como desaparecidas desde a enorme explosão em Beirute, sentida a mais de 200 quilómetros de distância.

As autoridades acreditam que o número de vítimas mortais, que esta quinta-feira se fixa em 137, possa ainda subir, assim como o número de feridos, neste momento tão elevado que levou à sobrelotação dos hospitais da cidade.

O Conselho de Defesa Nacional libanês declarou Beirute «zona de desastre» e o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, apelou aos aliados do Líbano a apoiarem o país.

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