As novas sub-variantes da Covid-19 já estão a surtir efeitos e os especialistas europeus estão preocupados com o aumento de casos de infeção verificados nas últimas semanas. A Agência Europeia do Medicamento (EMA) já afirmou que tudo aponta para uma nova onda pandémica, motivada também pelas mutações observadas no SARS-CoV-2, nas novas sub-variantes como a BQ.1e a BQ.1.1. O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) já alertou que estas sub-linhagens estão em crescimento e podem representar 50% de todas as novas infeções da Europa já em finais de novembro.
As novas ‘versões’ da Covid atualmente em circulação são todas descendentes da variante Omicron, e competem entre si para se tornarem a variante dominante. Têm apresentado mutações que lhes conferem um maior potencial de escapar à proteção das vacinas ou de uma anterior infeção.
“Os vírus e agentes patogénicos estão constantemente a adaptar-se para escapar à pressão imunológica que lhes vamos apresentando”, sublinha Alber Ko, médico e epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, ao New York Times.
É este o caso da nova sub-variante XBB, que já está a ser vigiada pela EMA, desde que se detetaram os primeiros casos em Singapura, no início no mês. Esta nova sub-linhagem já está a ser apelidada de “Variante Pesadelo”.
Está em rápida expansão por toda a Ásia e também em alguns países da União Europeia. Resultou da combinação de duas sub-variantes que partilharam material genético, que a tornam mais ‘fugitiva’ à imunidade do que uma das variantes mais resistentes até ao momento, a BA.2.75.
Os especialistas também se referem a esta sub-variante como “Grifo”, fazendo referência à criatura mitológica composta por duas partes: corpo de leão e cabeça e asas de águia.
Mas chamam-lhe “pesadelo” porque, segundo os especialistas ouvidos pelo New York Times, tem uma maior resistência a anticorpos do que as outras anteriores. Esta variante, apontam os médicos e investigadores, será a responsável pelo aumento de casos de Covid-19 em Singapura ou na Índia.
A esta preocupação soma-se a da transmissão da sub-variante BQ.1.1, conhecida como “Cão do Inferno”, que também demonstra capacidade de evadir anticorpos semelhante à XBB.
Da mesma forma que outras variantes, os sintomas causados pela sub-variante XBB da Covid-19 são muito similares: Os mais comuns são a tosse, o cansaço, dores de garganta, cabeça ou musculares, corrimento nasal, nariz entupido, diarreia e perda do paladar e/ou olfato.
Segundo Alfredo Corell, imunologista, estas novas sub-variantes da Omicron têm três sintomas verificados que não eram tão comuns em outras anteriores: perda de apetite, afonia e taquicardia.












