«Valorizamos muito os processos de avaliação da escola e do professor», diz Costa

O terceiro período lectivo arranca hoje, mas a maioria dos alunos já não regressa à escola e continua a estudar à distância.

Ana Rita Rebelo

«Procurámos introduzir uma nova ferramenta, que é um apoio através da televisão, acessível a todos, para mitigar a dificuldade de acesso ao equipamento. Isso levou-nos a assegurar a universalidade do acesso às ferramentas digitais dos alunos do básico e ensino secundário», começou por apontar o primeiro-ministro, em entrevista à rádio “Observador”, no dia em que começa o 3.º período escolar.

António Costa disse, no entanto, que não se pode chamar de telescola, uma vez que, no passado, esse sistema era semi-presencial. Quanto ao reforço da cobertura da Televisão Digital Terrestre, admitiu que estava previsto, mas que foi antecipado. «Estamos a trabalhar com as operadoras e as indústrias», adiantou.

O chefe do Governo afirmou que, «por uma questão de igualdade» é «importante que o esforço dos professores se mantenha». «Valorizamos muito os processos de avaliação da escola e do professor porque é quem conhece melhor o aluno, e consegue ter em conta as condições mais adversas em que estão a a trabalhar. São eles que estão em melhores condições possíveis», realçou.

«No próximo ano lectivo temos de estar preparados para responder a uma questão como esta, mas sem termos de improvisar, como agora. Sabemos que o vírus não acaba antes do início do próximo ano lectivo e com grande probabilidade não teremos vacina antes do final do próximo ano lectivo, por isso teremos de conviver mais um Outono, Primavera e Verão com este vírus», lembrou António Costa. «Há equipamentos de protecção individual. Não podemos estar um ano inteiro confinados em casa. Mas também temos estes equipamentos digitais, porque pode haver picos. Nessas situações temos de ter uma rede de segurança para continuar a funcionar. Além de que, em todo o caso, este é um investimento que faz sentido», sublinhou ainda.

As escolas estão encerradas desde 16 de Março, quando o Governo decidiu suspender todas as actividades lectivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas online e a receber os trabalhos por e-mail ou pelo correio.

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Em Portugal, segundo o último balanço da Direção-Geral da Saúde, registam-se 535 mortos, mais 31 do que no domingo (+6,2%), e 16.934 casos de infecção confirmados, o que representa um aumento de 349 (+2,1%).

O segundo período do estado de emergência para combater a pandemia de Covid-19, cujos primeiros casos em Portugal foram registados a 2 de Março, foi prolongado em 3 de Abril e termina na próxima sexta-feira.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já provocou mais de 114 mil mortos e infectou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infecção, quase 400 mil são considerados curados.

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Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, sendo os Estados Unidos o país que regista o maior número de mortes (23.529) e de infectados (mais de 570 mil).

*Notícia actualizada às 09:40

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