Dois milhões de milhões de dólares, algo como 1,8 milhões de milhões de euros. Pela primeira vez, uma empresa atingiu esta avaliação: o feito cabe à Saudi Aramco, na sequência de uma Oferta Pública Inicial que permitiu à gigante petrolífera somar mais 300 milhões de dólares (cerca de 268,3 milhões de euros).
A entrada em bolsa na passada segunda-feira valeu à Saudi Aramco o título de primeira empresa do mundo avaliada em dois milhões de milhões de dólares. Segundo adianta a CNN, este era um objectivo há muito aguardado pelo príncipe Mohammed bin Salman – recorde-se que a Saudi Aramco é uma empresa estatal da Arábia Saudita.
E não existem mesmo dúvidas em relação à posição da companhia no top das mais valiosas, uma vez que o segundo lugar é ocupado pela Apple e pela sua avaliação de 1,2 milhões de milhões de dólares (cerca de um milhão de milhão de euros).
Quem entrou no negócio da Saudi Aramco?
A mesma publicação indica que a grande maioria das acções da Saudi Aramco foi arrebatada por compradores da Arábia Saudita. De acordo com a Samba Capital, que geriu a Oferta Pública Inicial, 97% dos investidores particulares são do país. Além disso, mais de 75% das acções vendidas a investidores institucionais teve como destino companhias, fundos e instituições governamentais sauditas.
O que dizem os analistas?
Embora a avaliação conquistada represente um novo recorde, nem todos estão optimistas. Analistas da Bernstein Research, por exemplo, alertam para o facto de os dois milhões de milhões de dólares serem «demasiado e demasiado cedo». Na base desta interpretação estão as previsões de crescimento fraco das receitas e de estagnação no preço do petróleo a nível mundial. Citados pela CC, os mesmos analistas sublinham ainda que a companhia é detida em 98% pela família real e que essa realidade poderá ser perigosa para os investidores.
Para a Bernstein Research, a avaliação da Saudi Aramco não deveria ir além dos 1,4 milhões de milhões de dólares (1,25 milhões de milhões de euros).














