O ex-presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, já reagiu à sentença do Tribunal Judicial de Leiria, que o condenou a sete anos de prisão efetiva.
Em breves declarações aos jornalistas à saída do tribunal, o responsável mostrou-se surpreendido com a decisão e adiantou que irá conferenciar com o seu advogado para decidir quais serão os próximos passos, num processo que será “muito longo”.
“Isto foi uma surpresa, não temos palavras para isto. Mas agora vai ser uma caminhada muito longa”, afirmou, confirmando apenas que o caso não vai ficar por aqui.
Recorde-se que Valdemar Alves foi hoje condenado na pena única de sete anos de prisão pelo Tribunal Judicial de Leiria no processo relacionado com a reconstrução de casas de Pedrógão Grande, após os incêndios de junho de 2017.
O ex-autarca tinha sido pronunciado por 20 crimes de prevaricação de titular de cargo político, 20 crimes de falsificação de documento e 20 crimes de burla qualificada, cinco dos quais na forma tentada, os mesmos do despacho de acusação.
Também o ex-vereador da Câmara, Bruno Gomes, foi condenado na pena única de seis anos de prisão, depois de ser pronunciado por 20 crimes de prevaricação de titular de cargo político, 20 crimes de falsificação de documento e 20 crimes de burla qualificada, cinco dos quais na forma tentada, os mesmos do despacho de acusação.
O Ministério Público tinha pedido a condenação dos 28 arguidos do processo e para o ex-presidente da Câmara de Pedrógão Grande Valdemar Alves e o antigo vereador Bruno Gomes, a procuradora da República Catarina Lopes pediu mesmo prisão efetiva.
O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e que alastrou a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e mais de 250 feridos, sete dos quais graves, e destruiu meio milhar de casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.













