O governo grego decretou estado de emergência em Santorini, uma das ilhas mais icónicas e turísticas da Grécia, em resposta a uma série de intensos tremores sísmicos que têm abalado a região desde o final de janeiro. A chamada “onda de terremotos” já registou mais de 800 tremores, com magnitudes superiores a 3, sendo o mais forte, de magnitude 5,2, sentido até em Atenas, Creta e na Turquia.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou a medida na semana passada, estendendo o estado de emergência até 3 de março, e prometeu uma verba de 3 milhões de euros para a construção de uma rota de evacuação de emergência no sul da ilha.
Até ao momento, milhares de moradores, trabalhadores temporários e turistas abandonaram Santorini, bem como as ilhas vizinhas de Amorgos, Anafi e Ios. Foram registados mais de 200 terremotos submarinos na área, e empresas de transporte, como balsas e companhias aéreas, ampliaram os seus serviços para acomodar as evacuações.
Apesar de especialistas afirmarem que os tremores não estão diretamente relacionados ao vulcão de Santorini, não é possível afirmar com certeza se esses eventos podem desencadear um terremoto de maior magnitude, revela a ‘Euronews’.
Os moradores de Santorini estão especialmente preocupados com a frequência dos tremores, com alguns a sentirem vários tremores por hora.
As autoridades locais emitiram orientações para minimizar riscos, como evitar reuniões em locais fechados e esvaziar as piscinas de hotéis, uma vez que grandes volumes de água poderiam afetar a estabilidade de edifícios. Além disso, os turistas que pretendem viajar para Santorini devem verificar com as suas operadoras de turismo e companhias aéreas se a viagem será realizada, uma vez que o governo grego pede cautela nas viagens para as áreas afectadas, revela a mesma fonte.







