Vacinas da Pfizer e da Moderna. Que semelhanças e diferenças têm as protagonistas da nova vaga de esperança?

Saiba tudo sobre as vacinas que estão nas bocas do mundo, constituindo um nova vaga de esperança na possibilidade de pôr fim à pandemia da Covid-19. 

Simone Silva

A farmacêutica Moderna anunciou esta segunda-feira que a sua vacina contra o novo coronavírus tem uma eficácia de 94,5% e que atende aos critérios exigidos para a sua comercialização. O anúncio foi feito uma semana depois de a Pfizer ter revelado que a sua vacina era 90% eficaz contra a doença viral.

Agora, importa saber que pontos em comum tem as duas farmacêuticas e em que situações se distinguem. A agência de notícias espanhola ‘Efe’ explica tudo sobre as vacinas que estão nas bocas do mundo, constituindo um nova vaga de esperança na possibilidade de pôr fim à pandemia da Covid-19.

Semelhanças

A tecnologia é um ponto em comum. Ambas as vacinas utilizam o mesmo tipo de tecnologia baseada em ácido ribonucléico (RNA mensageiro), que produz a proteína-chave para combater o coronavírus. São «tecnologias que até agora não eram utilizadas em vacinas, portanto não sabemos o que esperar», segundo a virologista do Centro Nacional de Biotecnologia (CNB-CSIC), Isabel Sola, citada pela Efe.

Outro ponto de encontro nas vacinas da Pfizer e da Moderna é a eficácia demonstrada na fase III. O primeiro após um ensaio de 43 mil participantes, com uma eficácia de mais de 90% e o segundo, em cerca de 30 mil pessoas, com 94% de eficácia.

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Quanto à dosagem, ambas as vacinas contra a Covid-19 exigem uma aplicação de duas doses com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

Diferenças 

Conforme explica o presidente da Associação Espanhola de Vacinação (AEV), Amós García Rojas, ambas as vacinas «são semelhantes» embora apresentem características diferentes uma da outra, refere à agência de notícias espanhola.

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Uma delas é a conservação, uma vez que a Pfizer exige que a vacina seja armazenada a -80ºC enquanto a da Moderna pode ser mantida em temperatura de congelamento e ficar entre 2 a 8 graus por um determinado tempo. «Logisticamente é mais operacional», acrescenta.

Outra diferença estaria no perfil dos participantes do ensaio. Neste caso, Moderna testou pessoas com mais de 65 anos e também mais jovens, mas de grupos de risco, enquanto que a Pfizer não forneceu esses dados.

A capacidade produtiva é outro ponto que distingue as duas vacinas. A da Pfizer garantiu uma produção de 50 milhões de doses até ao final do ano e 1,3 mil milhões para 2021; por sua vez a da Moderna definiu o avanço para este ano de 20 milhões de doses e entre 500 a mil milhões até 2021.

As duas vacinas também não são iguais no preço: A Pfizer cobrou 19 dólares por dose na venda dos primeiros 100 milhões, enquanto a Moderna aumenta o preço em torno de 39 dólares. Nesse ponto, deve-se observar que a vacina da Moderna é composta por 100 microgramas de RNA por dose, enquanto que a da Pfizer inclui apenas 30 microgramas.

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