Já a empresa de biotecnologia norte-americana Inovio acredita que os resultados preliminares do ensaio clínico em humanos deverão estar concluídos em Junho. Os 40 participantes na primeira fase do ensaio, iniciado em Abril, vão receber duas injecções com quatro semanas de diferença.

A farmacêutica AstraZeneca assegurou, há uma semana, os primeiros acordos para 400 milhões de vacinas. Será apoiada por um investimento da agência de vacinas dos Estados Unidos.

No entanto, a China vai à frente da corrida: há cinco vacinas candidatas que estão agora a ser testadas em humanos. A CanSino Biologics é a que está mais avançada.

No Reino Unido, está a ser desenvolvida uma vacina por cientistas da Universidade de Oxford. Depois de numa primeira fase, em Abril, terem sido realizados testes em centenas de pessoas, as próximas duas fases vão envolver até 10.260 voluntários de várias idades.

O Governo do Reino Unido está também a apoiar financeiramente os investigadores do Imperial College London, que pretendem iniciar os testes em Junho.

A Stabilitech Biopharma também já veio anunciar que pretende iniciar testes em humanos em Junho.

Já a empresa alemã CureVac pretende iniciar os testes em humanos em Junho.

Na Austrália, os investigadores da Universidade de Queensland têm planos para iniciar testes em seres humanos em Julho. A Novavax tem a mesma convicção e pretende iniciar uma segunda fase de testes em Julho, com mais voluntários e em várias partes do mundo.

Um trio de pequenas empresas de biotecnologia europeias – Reithera, Leukocare e Univercells – juntaram-se para iniciar, no Verão, testes em Itália.

A VaxArt está a desenvolver um comprimido, ao invés de uma vacina, cujos testes deverão começar nos próximos meses.

A empresa canadiana Medicago pretende iniciar testes em humanos este Verão, assim como a Arcturus Therapeutics.

A dupla Sanofi e GlaxoSmithKline apontou como objectivo iniciar testes em humanos ainda este ano.

Por sua vez, a Johnson & Johnson (J&J) pretende começar a testar a sua vacina contra o coronavírus em seres humanos em Setembro.

A Merck, outro gigante das vacinas, apresentou recentemente dois candidatos à vacina, que pretende testar até ao final do ano.

Já a Gaithersburg, AltImmune com sede em Maryland, a italiana Takis Biotech, a europeia ExpreS2ion Biotechnologies e a francesa Valneva biotech pretendem iniciar testes no segundo semestre de 2020.

O “Business Insider” escreve que deverão existir cerca de 30 vacinas prontas a ser testadas em humanos em 2021. A J&J prevê ter uma vacina no início de 2021 para situações de emergência. Os investigadores da Universidade de Queensland também. Por outro lado, a vacina da Sanofi e da GSK deverá estar disponível na segunda metade de 2021.