Vacinação vai deixar-nos «mais seguros» no fim de maio. Costa admite rever critérios nessa altura

O primeiro-ministro sublinha que «até que o processo de vacinação esteja completo, nós temos de continuar a fazer este esforço».

Filipa Almeida

Há quatro concelhos portugueses que continuam acima dos 240 casos por 100 mil habitantes e que, por isso, irão recuar para a fase anterior do plano de desconfinamento. Segundo António Costa, é uma decisão difícil mas os mesmo «não iriam perdoar ao Governo que fechasse os olhos e que daqui a 15 dias estivéssemos com uma situação muito mais grave».

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

O primeiro-ministro sublinha que «até que o processo de vacinação esteja completo, nós temos de continuar a fazer este esforço». A boa notícia, afirma, é que o processo de vacinação tem vindo «a decorrer nos seus tempos normais» e que as metas fixadas permitem antever que «no final deste mês de abril toda a população com mais de 70 anos possa estar vacinada».

Além disso, até ao início de maio, todas as pessoas com mais de 60 anos deverão estar vacinadas, «o que significa que poderá estar vacinada 96% da população na faixa etária que tem sido de maior mortalidade». Mas será que isso significa que a pandemia estará vencida no final de Maio? «Não. Significa que a partir do final de maio estaremos mais seguros do que aquilo que estamos hoje.»

Nessa altura, então, o Governo admite refazer os critérios de medição do risco ao nível de cada concelho. Contudo, a vacinação continuará a ser uma prioridade, pois será necessário proteger também os cidadãos abaixo dos 60 anos, «até termos atingido os 70% da vacinação do conjunto da população adulta em Portugal».

Segundo o primeiro-ministro, a batalha prossegue para vacinar toda a população necessária para atingir a imunidade de grupo e, entretanto, todas as pessoas, vacinadas ou não, devem cumprir as regras de proteção individual.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

António Costa afirmou também, esta quinta-feira, que «a evolução que temos tido é claramente positiva, tendo passado de uma incidência de mais 120 casos para 69 casos por 100 mil habitante», contudo é preciso cautela. «Estamos a dirigir-nos para o lado perigoso da matriz».

Em declarações aos jornalistas no final do Conselho de Ministros que avaliou as medidas para esta terceira fase de desconfinamento, o governante recordou que os critérios tinham em conta a taxa de incidência no território nacional. Assim, disse, «desde 9 de março até 14 de abril, a evolução é claramente positiva»: a incidência passou de mais de 118 casos por 100 mil habitantes a 14 dias para 69 casos.

A outra variável é o ritmo de transmissão, que não tem tido a boa evolução da incidência. O R(t) era 0,78 a 9 de março, mas agora está em 1,05.

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.