A Federação Nacional da Educação (FNE) sublinhou esta sexta-feira a “forma negativa como em muitas circunstâncias tem decorrido a vacinação de docentes e não docentes esta semana”, apontando diversas falhas.
Num comunicado enviado às redações, o organismo “critica o calendário de vacinação adotado, considerando incompreensível que a mesma não tivesse ocorrido no tempo que permitisse o regresso às escolas com a proteção adequada, registando ainda as dificuldades para aceder ao formulário na internet para obtenção da Senha Digital”.
“O desejado processo de vacinação foi decidido tardiamente e tem sido conduzido com múltiplas insuficiências, verificando-se constrangimentos vários e importantes ao nível da organização e dos procedimentos adotados, que estão a dificultar o acesso à vacinação de todos os Docentes e Não Docentes”, aponta na mesma nota.
A FNE defende ainda que sejam “acionados todos os mecanismos necessários para que se ultrapassem todos os constrangimentos que vão sendo detetados, e que estão a impedir ou dificultar, por uma ou outra razão, que muitos Docentes e Não Docentes sejam vacinados, por
falhas de organização”.
A expetativa, adianta ainda, é de “que todas as falhas ocorridas sejam de imediato reparadas, para bem da saúde e segurança de todos, incluindo, como é óbvio, a saúde e segurança dos alunos” e destaca “muito negativamente que na Região Autónoma dos Açores nem sequer tenha sido previsto qualquer mecanismo de vacinação prioritário”.
“Em complemento destas ações, considera-se essencial que desde o início do segundo período letivo sejam planeados e realizados processos sucessivos de testagem, que permitam identificar rapidamente as situações de infeção que venham a ocorrer e que se adotem medidas claras e coerentes para o seu enquadramento”, defende ainda.
Por último, a Federação “insiste ainda na necessidade de que, no regresso às atividades letivas presenciais, se assegurem nos espaços escolares as condições de proteção da saúde de todos, o que implica, entre outras, o cumprimento das normas de distanciamento físico (o que até agora não foi assegurado), de higienização dos espaços e equipamentos e do uso de máscaras”, conclui.





