Vacinação contra a Covid-19 reduz risco de morte por todas as causas, revela novo estudo

Os adultos que receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 apresentam um risco significativamente mais baixo de morte, independentemente da causa, quando comparados com pessoas não vacinadas.

Pedro Gonçalves
Dezembro 15, 2025
11:58

Os adultos que receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 apresentam um risco significativamente mais baixo de morte, independentemente da causa, quando comparados com pessoas não vacinadas. A conclusão resulta de um novo estudo francês de grande escala, que analisou dados de milhões de pessoas ao longo de quase quatro anos e reforça a segurança a longo prazo das vacinas de tecnologia mRNA.

A investigação mostra que os indivíduos vacinados com pelo menos uma dose de uma vacina mRNA registaram uma redução da mortalidade global ao longo do período analisado, contrariando receios sobre eventuais efeitos adversos tardios. Pelo contrário, os autores concluem que estas vacinas estão associadas a uma diminuição do risco de morte desde o pico da campanha de vacinação, em 2021, até ao final do acompanhamento.

Na União Europeia, foram administradas mais de 976 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até fevereiro de 2023, segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), número que continuou a aumentar nos anos seguintes com dezenas de milhões de doses de reforço administradas em cada época sazonal.

O estudo analisou dados de cerca de 28 milhões de adultos franceses com idades entre os 18 e os 59 anos. Os resultados indicam que as pessoas vacinadas apresentaram um risco 74% inferior de morrer de covid-19 grave e uma redução de 25% no risco de morte por todas as causas, quando comparadas com indivíduos não vacinados. Segundo os investigadores, esta menor mortalidade deve-se sobretudo à forte proteção contra formas graves da doença.

Os autores admitem ainda que a redução de complicações associadas à chamada covid longa poderá também contribuir para o menor número de mortes observadas entre os vacinados. A investigação foi conduzida pelo Epi-Phare, um grupo científico supervisionado pela Agência Nacional de Segurança do Medicamento e dos Produtos de Saúde (ANSM) e pelo Fundo Nacional de Seguro de Saúde francês, que conclui que “uma ligação causal entre a vacinação mRNA e um excesso de mortalidade a longo prazo é agora altamente improvável”.

Para o estudo foram utilizados dados do Sistema Nacional de Dados de Saúde de França, incluindo 22,7 milhões de pessoas vacinadas entre maio e outubro de 2021 e 5,9 milhões de indivíduos não vacinados à data de 1 de novembro de 2021. Todos foram acompanhados durante um período médio de 45 meses, tornando esta a maior investigação realizada até hoje sobre a segurança a longo prazo das vacinas mRNA na população adulta em geral.

Durante os quatro anos de seguimento, foram registadas 98.429 mortes por todas as causas entre os vacinados (0,4%) e 32.662 entre os não vacinados (0,6%). Os investigadores não identificaram qualquer aumento da mortalidade por cancro, doenças cardiovasculares, acidentes ou outras causas principais. Em todas as categorias analisadas, as taxas de mortalidade foram iguais ou inferiores entre os vacinados, sublinhando o perfil de segurança destas vacinas ao longo do tempo.

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