John Bell , professor de medicina da Universidade de Oxford e membro da ‘Task-Force’ de vacinação do Reino Unido, disse acreditar «com alguma confiança» que a vida deve voltar ao normal na primavera do próximo ano, após o anúncio da Pfizer e da BioNTech, avança o ‘The Guardian’.’
Bell é um dos maiores especialistas do Reino Unido nessa matéria, o que faz com que a previsão tenha um peso significativo, não apenas para o Reino Unido, mas também para outros países. O responsável mostrou-se «realmente encantado» com a notícia e descreveu a eficácia preliminar da vacina de 90% como «incrível».
Para o especialista é provável que «mais do que uma» vacina seja aprovada no Reino Unido até ao final do ano ou no início do próximo «Não vejo razão nenhuma agora para não termos um punhado de boas vacinas disponíveis. É um grande passo», afirmou.
Numa entrevista à BBC, quando questionado se a vacina poderia significar um regresso ao normal na primavera, o especialista respondeu prontamente: «Sim, sim, sim. Provavelmente sou o primeiro a dizê-lo, mas faço-o com alguma confiança», disse acrescentando: «São notícias fabulosas».
De recordar que na manhã desta segunda-feira saíram os primeiros resultados provisórios de testes em larga escala da vacina da Pfizer, desenvolvida em conjunto com o grupo BioNTech, que mostrou ser 90% eficaz no combate à Covid-19.
Este pode ser um grande passo para que uma vacina seja finalmente aprovada, uma vez que os ensaios realizados mostraram um desempenho muito superior face aos restantes candidatos e os reguladores já afirmaram por diversas vezes que bastaria que a eficácia fosse de 50% para obter aprovação.
«Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade. O primeiro conjunto de resultados do nosso ensaio clínico de fase três da vacina Covid-19, oferece a evidência inicial da capacidade da nossa vacina em prevenir a doença», afirmou Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, citado pelo ‘The Guardian’.
O responsável mostra-se orgulhoso do feito alcançado, sublinhando que este é um «marco crítico no nosso programa de desenvolvimento de vacinas, numa altura em que o mundo mais precisa, com taxas de infeção a bater novos recordes, hospitais quase no limite da sua capacidade e economias a lutar para conseguir reabrir».













