Vacina da AstraZeneca: 400 mil pessoas em suspenso aguardam decisão sobre segunda dose

Existem atualmente 400 mil pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca, e estão agora em suspenso aguardar uma decisão por parte das autoridades de saúde.

Revista de Imprensa

Existem atualmente 400 mil pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca, e estão agora em suspenso aguardar uma decisão por parte das autoridades de saúde, sobre o que acontece com a segunda toma, de acordo com o ‘Diário de Notícias’ (DN).

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Isto porque na quinta-feira a Direção Geral da Saúde (DGS), em conjunto com os restantes organismos decidiu suspender a vacinação com este fármaco para menores de 60 anos, devido a ligações com coágulos sanguíneos. Agora, aqueles que já tinham sido vacinados com a primeira dose aguardam por uma «solução segura», tal como explicou ontem Graça Freitas, diretora geral da saúde.

«Estas pessoas terão uma solução que seja segura e que permita maximizar a proteção dada pela primeira dose», afirmou a responsável na conferência de imprensa, onde foi anunciada a suspensão, sublinhando que estão a aguardar por mais dados para tomar uma decisão concreta.

Segundo a responsável, esta procura por mais dados prende-se com o facto de haver tempo para o fazer, uma vez que, segundo o que está estabelecido, impõe-se um intervalo de três meses, 90 dias, entre a toma da primeira e segunda dose da vacina da AstraZeneca, o que dá margem para pensar numa solução.

Para além disso, sublinhou Graça Freitas, há muito pouca gente que está totalmente imunizada com esta vacina. «Serão muito poucas as pessoas que poderão ter tomado já a segunda dose, já que a vacina só começou a ser administrada no nosso país em fevereiro», esclareceu.

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Em causa, para esta decisão ontem revelada, está a confirmação avançada na quarta-feira por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMA), de uma «possível ligação» entre a vacina AstraZeneca e os casos incomuns de coagulação sanguínea relatados em algumas pessoas que receberam a vacina. Ainda assim, o regulador mantém uma avaliação positiva sobre o seu benefício, sublinhando que supera os riscos.

De acordo com o regulador europeu, estes casos muito raros de coágulos de sangue ocorreram, principalmente, em mulheres com menos de 60 anos de idade no prazo de duas semanas após a vacinação, embora não se tenha chegado a qualquer conclusão sobre fatores de risco específicos.

Portugal segue exemplo de vários países

A revelação da EMA levou vários países, a nível global, a impor limites suspendendo a vacinação com a AstraZeneca em determinadas faixas etárias, restringindo o seu uso apenas aos mais velhos, tal como aconteceu em Portugal.

É o caso de Espanha que anunciou que vai continuar a administrar a vacina, mas apenas à população com mais de 60 anos, a mesma medida vai ser adotada pela Alemanha, Países Baixos, Itália, Estónia, Filipinas e Austrália. Outros países europeus tomaram medidas semelhantes, França e Bélgica decidiram destinar a vacina da AstraZeneca a pessoas com 55 anos ou mais. Já a Dinamarca anunciou que vai deixar de administrar a vacina.

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Antes de serem conhecidos estes dados, a Coreia do Sul e o Canadá já tinham suspendido a vacinação com AstraZeneca a pessoas com menos de 60 e 55 anos, respetivamente, e a Finlândia e a Suécia estão a administrar a vacina desde o final de março apenas à população com mais de 65 anos.

A Alemanha também limitou, no final do mês de março, o uso da injeção a pessoas com mais de 60 anos e grupos de alta prioridade, após relatos de um raro distúrbio no sangue cerebral. A 1 de abril, a comissão de vacinas da Alemanha recomendou que as pessoas com menos de 60 anos que receberam a primeira injeção da vacina da AstraZeneca recebessem um produto diferente para a segunda dose.

Na quarta-feira, o Regulador britânico assumiu pela primeira vez os efeitos adversos causados pela vacina da universidade de Oxford e recomendou que a maioria das pessoas com menos de 30 anos deve receber uma vacina alternativa à da AstraZeneca, «sempre que possível».

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