O co-fundador e CEO do grupo BioNTech, Ugur Sahin, assume estar otimista sobre o efeito protetor da sua vacina experimental contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a farmacêutica Pfizer, estimando que dure, pelo menos, um ano, avança a ‘Reuters’.
As duas empresas tornaram-se esta segunda-feira as primeiras farmacêuticas a divulgar dados de ensaios clínicos sucedidos, que mostraram que a sua vacina oferece uma eficácia de 90%, uma grande vitória na luta contra a pandemia. «Devemos ser mais otimistas de que o efeito da imunização pode durar pelo menos um ano», afirmou Sahin citado pela agência de notícias.
Embora ainda não se saiba a duração concreta da imunidade, segundo o responsável, foram vários os estudos com pacientes recuperados que mostraram que aqueles com elevados níveis de anticorpos não registaram uma queda acentuada nos níveis de imunidade, esperando-se que aconteça o mesmo com as pessoas vacinadas.
Sublinhando o desafio logístico de distribuição da vacina, que pertence a uma classe conhecida como RNA, Sahin refere que nos primeiros três meses o composto genético teria de ser enviado e armazenado centralmente a 70 graus Celsius negativos.
Para o transporte de e para o local da administração, a vacina pode ser mantida durante até cinco dias em temperaturas de frigorifico, segundo o CEO da BioNTech, que se mostrou ainda confiante de que a logística funcionará muito bem.
«Em dezembro, esperamos ter mais dados (sobre a estabilidade molecular), e se esses resultados nos permitirem manter a vacina no frigorifico durante mais de cinco dias, talvez duas semanas, isso simplificaria novamente as coisas», afirmou à Reuters.




