A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), vai realizar uma conferência de imprensa às 15 horas sobre os mais recentes acontecimentos, que voltam a estabelecer ligações entre a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e a formação de eventos tromboembólicos. A notícia é avançada pela AFP.
L'Agence européenne des médicaments (EMA) annonce une conférence de presse sur le vaccin AstraZeneca pour 16h #AFP pic.twitter.com/ATtgxeqBsM
— Agence France-Presse (@afpfr) April 7, 2021
Em causa estão declarações de um responsável da EMA, prestadas ontem a um jornal italiano. Marco Cavaleri confirmou ao ‘Il Messaggero’ a existência de uma relação entre a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca e a ocorrência de coágulos de sangue raros em pessoas vacinadas.
«Podemos agora dizê-lo: é evidente que existe uma ligação com a vacina. O que causa esta reação, contudo, ainda não sabemos. Nas próximas horas diremos que existe uma ligação, mas ainda precisamos de compreender como isso acontece», disse Cavaleri.
Contudo, no mesmo dia o regulador europeu esclareceu que ainda não tinha sido comprovada qualquer relação entre a vacina e esse tipo de problemas de saúde, remetendo uma decisão para os próximos dias. O comité de segurança da agência, com sede em Amesterdão, «ainda não chegou a uma conclusão e a revisão está atualmente em curso», adiantou a EMA na terça-feira, numa declaração à AFP.
Também Rogério Pinto de Sá Gaspar, especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou em conferência de imprensa ontem, que «a EMA negou que haja relação entre a vacina AstraZeneca e eventos tromboembólicos, embora a questão ainda esteja a ser avaliada».
«A reunião da EMA começou às 11h e continuará nos próximos dias se necessário. Ao mesmo tempo, as autoridades reguladoras do Reino Unido estão a analisar o mesmo conjunto de dados. Para já, a relação risco-benefício mantém-se», acrescentou na terça-feira.
Segundo o responsável, «existem eventos raros, mas estes estão a ser avaliados de acordo com a população afetada, a decisão será tomada pelo comité de especialistas e por enquanto não há evidências. O que sabemos é que os benefícios da redução da mortalidade da população vacinada são muito grandes», concluiu. Espera-se agora uma decisão, na tarde desta quarta-feira.














