Usar tecnologia Huawei nas redes 5G no Reino Unido será «loucura»

Usar tecnologia Huawei nas redes 5G no Reino Unido colocará em risco a partilha de informações transatlânticas. O alerta foi dado por uma delegação americana junto de ministros britânicos, avança o “The Guardian”, sublinhando que os responsáveis chegaram mesmo a dizer que o acesso da gigante chinesa será «nada menos do que loucura».

A delegação, encabeçada pelo vice-conselheiro de Segurança nacional Matt Pottinger, terá apresentado um relatório com novas provas que mostram os riscos que a dependência da tecnologia Huawei em futuras redes de comunicação representa para a segurança. Garantiu ainda que os espiões chineses que trabalham para o Exército de Libertação Popular também o fazem para a Huawei.

O jornal britânico escreve ainda que «o lobby americano representa uma dor de cabeça para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson», que esperar tomar uma decisão sobre a Huawei em breve, tendo sido repetidamente avisado dos riscos.

No fim-de-semana, o director-geral do serviço britânico de informações (MI5), Andrew Parker, disse que não via nenhuma razão para se pensar que o uso da tecnologia da chinesa poderia ameaçar a partilha de informações com os Estados Unidos e sugeriu que o Reino Unido estava pronto para dar luz-verde à Huawei. 

Porém, um membro da delegação americana referiu que «o Congresso deixou claro que pretende uma avaliação da partilha de informações» com o Reino Unido. Um segundo membro afirmou: «Donald Trump está a acompanhar atentamente».

Em Abril de 2019, o Governo de Theresa May, antecessora de Johnson, estava a preparar-se para tomar uma decisão. Contudo, terá dividido as autoridades britânicas e foi adiada por motivos políticos e éticos.

Os Estados Unidos, recorde-se, lideram há um ano um boicote à tecnológica chinesa e têm feito pressão nos países aliados, sobretudo na União Europeia, por suspeitas de utilização por parte do Governo chinês dos seus grupos de telecomunicações para actos de espionagem. A Huawei está na lista negra do Departamento do Comércio dos Estados Unidos, sendo que Austrália e a Nova Zelândia bloquearam a utilização de tecnologia fornecida pela chinesa.

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