Lucro da Jerónimo Martins cai 6,8% para 119 milhões no primeiro trimestre

O lucro da Jerónimo Martins caiu 6,8% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 119 milhões de euros, anunciou hoje a empresa.

Executive Digest com Lusa

O lucro da Jerónimo Martins caiu 6,8% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 119 milhões de euros, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce, Biedronka e Ara justifica o resultado com “os efeitos, no trimestre, dos juros e das diferenças cambiais apurados com a capitalização das rendas, de acordo com a IFRS16” (norma internacional de contabilidade).

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 8,4% para 572 milhões de euros (+9% a taxas de câmbio constantes), com a respetiva margem a fixar-se nos 6,4%, 13 pontos base acima dos primeiros três meses do ano passado.

As vendas da Jerónimo Martins cresceram 6,3% no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo, para 8,8 mil milhões de euros (+6,7% a taxas de câmbio constantes), à luz da antecipação da época de Páscoa que este ano foi no início de abril, “beneficiando, por isso e em certa medida, as vendas de março”, lê-se na nota enviada ao mercado.

“No início de 2026, o rápido agravamento do contexto geopolítico aumentou ainda mais os níveis de incerteza, com impacto no comportamento dos consumidores”, adianta o presidente e administrador delegado, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado.

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Pedro Soares dos Santos acrescentou que a escalada do conflito no Médio Oriente se refletiu “na volatilidade do preço do petróleo, com efeitos imediatos e substanciais no preço dos combustíveis e, talvez ainda mais preocupante, na acentuada subida do preço dos fertilizantes, introduzindo pressão acrescida nos custos do próximo ciclo de produção alimentar que agora se inicia”.

O grupo realçou ainda que “acresce o desafio de, Polónia”, a sua principal insígnia “ter arrancado o ano a operar com deflação no cabaz e num contexto de intensa concorrência”.

No final de março, o balanço do grupo apresentava uma posição líquida de caixa (excluindo a IFRS16) de 385 milhões de euros.

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A assembleia-geral de acionistas de dia 23 de abril aprovou a proposta do Conselho de Administração e distribuir um dividendo de 0,65 euros por ação (valor bruto), num valor total de 408,5 milhões de euros, que será pago a 12 de maio, refere o comunicado.

“Os acionistas aprovaram ainda a afetação de 40 milhões de euros dos resultados de 2025 à Fundação Jerónimo Martins, que impactará a demonstração dos resultados no 2T 26”, acrescenta.

No que toca às insígnias do grupo, as vendas da cadeia de retalho alimentar Biedronka cresceram 3,6% para 6,2 mil milhões de euros (4,5% em moeda local), enquanto o EBITDA atingiu os 482 milhões de euros, 4,6% acima dos primeiros três meses do ano passado ((+5,5% em moeda local).

As vendas da Hebe, cadeia de saúde e beleza polaca, cresceram 1,6% para 148 milhões de euros (+2,5% em moeda local) e o EBITDA foi de 10 milhões de euros.

Em Portugal, a cadeia de supermercados Pingo Doce viu as vendas crescerem 7,5% para 1,3 mil milhões de euros, ao passo que as vendas do Recheio subiram 3,3% para 312 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026.

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Na Colômbia, a Ara, em moeda local, registou um aumento das vendas em 21,2%, enquanto o EBITDA situou-se em 44 milhões de euros.

O programa de investimento “atingiu um valor executado no trimestre de 208 milhões de euros”, indicou ainda o grupo, que sinaliza que mantém “na íntegra as perspetivas divulgadas” em 18 de março de 2026.

“As nossas equipas mantêm-se vigilantes e preparadas para responder com prontidão aos desafios emergentes”, conclui Soares dos Santos no comunicado ao mercado.

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