Quando têm uma situação de urgência, os portugueses recorrem quatro vezes mais aos hospitais públicos (71%) do que aos privados (16%) ou, sequer, aos centros de saúde e USF (11%), confirma a sondagem do ISCTE e ICS realizada para o Expresso e SIC, desta vez dedicada a perceber a avaliação feita ao estado da Saúde em Portugal.
Mas esta realidade esconde uma preferência diferente: a confiança nos hospitais privados é superior à manifestada nos hospitais do SNS (6,9 contra 6,5, numa escala de 0 a 10).
A diferença entre o que se faz e o que se preferia fazer é também explicada neste inquérito: “porque é mais barato”, para 59% dos inquiridos, também pela “qualidade do serviço” (para 41%) e ainda pela proximidade do hospital do SNS (em 30% das respostas).
Já no caso dos que responderam preferir um hospital privado, anota o relatório, o principal motivo é o “tempo de espera ser inferior” (69%) e só depois a “qualidade da resposta” (56%, bem acima dos 41% registados no SNS).
Se as razões económicas são as que mais levam os portugueses aos hospitais públicos, torna-se fundamental perceber que barreiras económicas estes mais sentiram no acesso à Saúde.
Assim, 21% dos que responderam ter tido problemas de acesso assumem, na farmácia, ter pedido “para trocar um medicamento de marca por um genérico por falta de dinheiro”, ao passo que 11% não compraram “todos os medicamentos que deviam por falta de dinheiro”
Segundo o relatório, citado pelo Expresso, também há quem diga não ter ido a uma urgência por dificuldades económicas: 6% das respostas por “falta de dinheiro”, genericamente falando, 4% por não terem dinheiro “para o transporte até às urgências ou à consulta”.



