Urgências de Obstetrícia na Margem Sul fechadas até 5.ª feira (com exceção de amanhã). Governo já divulgou mapa de serviços encerrados

Esta medida afeta diretamente os hospitais de Setúbal, Garcia de Orta (Almada) e Barreiro, deixando as grávidas da região sem acesso a serviços essenciais de saúde nos seus hospitais locais.

Pedro Gonçalves
Junho 14, 2024
16:28

As urgências de obstetrícia e ginecologia (UGO) na Península de Setúbal enfrentam uma situação crítica com o encerramento previsto até, pelo menos, a próxima quinta-feira. Esta medida afeta diretamente os hospitais de Setúbal, Garcia de Orta (Almada) e Barreiro, deixando as grávidas da região sem acesso a serviços essenciais de saúde nos seus hospitais locais.

De acordo com o planeamento anunciado esta sexta-feira à tarde pelo Ministério da Saúde, para a próxima semana, a única exceção a este encerramento total ocorre amanhã, sábado, quando o Hospital de Setúbal terá a UGO a funcionar entre as 9h00 e as 20h00. Após este horário, o serviço será novamente suspenso, acompanhando o mesmo destino dos hospitais de Garcia de Orta e do Barreiro, que já se encontram sem este atendimento especializado.

Perante este cenário, as grávidas da Península de Setúbal terão de se deslocar aos hospitais de Lisboa para serem atendidas. No entanto, esta solução apresenta também desafios, pois, de acordo com o mapa de urgências divulgado esta tarde pelo Ministério da Saúde, há igualmente constrangimentos nas UGOs dos hospitais de São Francisco Xavier e Santa Maria, ambos em Lisboa, bem como nos hospitais de Vila Franca de Xira e Loures.

Esta situação levanta preocupações significativas tanto para as pacientes como para os profissionais de saúde. O encerramento das urgências de obstetrícia e ginecologia na Península de Setúbal sem uma alternativa viável sobrecarrega os hospitais da capital e das regiões adjacentes, que já estão a operar sob condições de elevada pressão.

Os motivos para este encerramento não foram detalhados pelo Ministério da Saúde, mas situações similares no passado foram atribuídas a faltas de pessoal médico e a condições de trabalho desfavoráveis que levam à exaustão dos profissionais de saúde.

As grávidas que necessitarem de cuidados imediatos devem planear com antecedência as suas deslocações para os hospitais de Lisboa, considerando os possíveis tempos de espera e a sobrecarga dos serviços.

Veja aqui o mapa dos serviços abertos e fechados até 20 de junho

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