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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 12:40:01 +0000</lastBuildDate>
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		<title>PSD acusa PS querer &#8220;mascarar incompetência&#8221; da Câmara de Almada na gestão da água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:40:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O PSD acusou hoje o PS querer "mascarar a incompetência" da Câmara Municipal de Almada na gestão da água e ter por isso impedido que fossem ouvidas com urgência entidades do setor na Comissão Parlamentar de Ambiente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PSD acusou hoje o PS querer &#8220;mascarar a incompetência&#8221; da Câmara Municipal de Almada na gestão da água e ter por isso impedido que fossem ouvidas com urgência entidades do setor na Comissão Parlamentar de Ambiente.</P><br />
<P>Em conferência de imprensa, na Assembleia da República, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, culpou a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, do PS, pelas falhas no abastecimento de água no concelho, e afastou responsabilidades do Governo nesta matéria.</P><br />
<P>&#8220;Hoje mesmo falei com a senhora ministra do Ambiente, que sei estará hoje também no concelho de Almada, para, dentro daquilo que é o âmbito de atuação do Governo, cuja responsabilidade nesta matéria é zero, podermos ver aquilo que, no âmbito das políticas do Governo, se pode fazer para ajudar a mitigar e a resolver esta situação&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Antes, referindo-se a Inês de Medeiros, Hugo Soares declarou que &#8220;o que está a acontecer em Almada deve-se, sabe-se agora, a uma total falta de investimento nos últimos anos na rede de abastecimento e de captação de água naquele concelho, e que tem evidentemente um rosto e uma culpada&#8221;.</P><br />
<P>O PSD considera, no entanto, que a autarca do PS &#8220;deve dar explicações é na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal&#8221;, não na Assembleia da República, e por isso não pediu a sua audição parlamentar, mas sim de entidades que o Governo tutela.</P><br />
<P>Hugo Soares relatou que o PSD requereu na terça-feira que fossem ouvidas em comissão parlamentar, com caráter de urgência, a APA &#8212; Associação Portuguesa do Ambiente, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), e as Águas de Portugal, mas que o PS inviabilizou essas audições.</P><br />
<P>O líder parlamentar do PSD acusou o PS de querer &#8220;ajudar a mascarar a incompetência do próprio PS na gestão da Câmara Municipal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O PS, face à crise que agora se vive em Almada e que afeta milhares de cidadãos, preferiu ajudar a camuflar a incompetência da senhora Presidente da Câmara Municipal, ao invés de permitir que o Parlamento fizesse o seu trabalho&#8221;, reforçou.</P><br />
<P>O objetivo do PSD era, &#8220;ouvindo essas entidades, perceber de que forma é que os senhores deputados podiam ter uma intervenção, e o próprio Governo, para ajudar a mitigar aquilo que acontece hoje no Conselho de Almada, que é uma situação que se arrasta há demasiado tempo&#8221;, referiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787469]]></sapo:autor>
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		<title>PS quer ouvir ministro da Educação e EDuQA na AR sobre classificação dos exames</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:37:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O PS quer ouvir no Parlamento o ministro da Educação e o EDuQA sobre o processo de classificação dos exames nacionais, disse hoje à Lusa o líder parlamentar socialista, que reconheceu que é díficil que estas audições aconteçam em breve.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS quer ouvir no Parlamento o ministro da Educação e o EDuQA sobre o processo de classificação dos exames nacionais, disse hoje à Lusa o líder parlamentar socialista, que reconheceu que é díficil que estas audições aconteçam em breve.</P><br />
<P>&#8220;Queremos ouvir o senhor ministro, quereremos ouvir outras entidades envolvidas neste processo, quer o EDuQA (antigo IAVE), entre outras entidades. Quereremos ouvir e convidar entidades externas que foram fornecedoras deste processo, e procurar escrutinar, usando os instrumentos parlamentares que temos&#8221;, afirmou Eurico Brilhante Dias, em declarações à Lusa, após ser questionado sobre se os socialistas pretendem pedir audições parlamentares na sequência das polémicas em torno dos exames nacionais.</P><br />
<P>Apesar dessa intenção, o líder da bancada socialista reconheceu que é díficil que estas audições se realizem em breve, como pretendia o PCP e o Livre, que apresentaram requerimentos para ouvir o ministro com caráter de urgência.</P><br />
<P>&#8220;Parece-nos particularmente difícil que venham a ocorrer neste momento&#8221;, disse.</P><br />
<P>O deputado do PS acrescentou ainda que, numa fase posterior, os socialistas farão uma reflexão sobre se este tema &#8220;merece ou não uma comissão parlamentar de inquérito&#8221;, como propôs o BE.</P><br />
<P>Brilhante Dias sublinhou que o país enfrenta agora um calendário com &#8220;marcos importantes&#8221;, destacando o próximo dia 17, a data de fixação das notas dos exames.</P><br />
<P>&#8220;Esperemos que esse calendário se cumpra, ainda assim há muitas questões. Se não se cumprir, mais questões se levantarão, mas volto a dizer: uma mensagem de tranquilidade e de confiança e que o senhor ministro que se dedique a resolver os problemas que criou&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Para o deputado socialista, as explicações recentes dadas pelo ministro da Educação são &#8220;absolutamente insuficientes&#8221;.</P><br />
<P>Brilhante Dias estendeu as críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que considerou que devia ter feito já um &#8220;pedido de desculpas às famílias portuguesas&#8221; e &#8220;procurado ajudar naquilo que é essencial, que é tranquilizar os alunos e as famílias&#8221;.</P><br />
<P>Esta manhã, o secretário-geral do PS afirmou que é incompreensível que o primeiro-ministro não tenha tido &#8220;uma palavra de tranquilidade e confiança&#8221; às famílias sobre as falhas nos exames nacionais, acusando Luís Montenegro de &#8220;insensibilidade atroz&#8221;.</P><br />
<P>Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos, que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.º fase assim como o calendário das provas da 2ª fase.</P><br />
<P></P><br />
<P></P><br />
<P>TS // SF</P><br />
<P>Lusa / Fim</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787497]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Comunicação a reguladores substitui aprovação prévia para publicitar produtos de investimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:35:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[PRIIPs]]></category>
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					<description><![CDATA[A publicidade a pacotes de produtos de investimento de retalho e a produtos de investimento com base em seguros vai deixar de precisar de aprovação prévia dos reguladores, passando a bastar uma comunicação à autoridade competente passível de oposição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A publicidade a pacotes de produtos de investimento de retalho e a produtos de investimento com base em seguros vai deixar de precisar de aprovação prévia dos reguladores, passando a bastar uma comunicação à autoridade competente passível de oposição.</p>
<p>As alterações ao regime jurídico dos produtos de investimento de retalho e a produtos de investimento com base em seguros (PRIIPs), aprovadas em Conselho de Ministros em maio, foram hoje publicadas em Diário da República e, segundo texto, são feitas &#8220;à luz das necessidades atuais de proporcionalidade e eficiência da supervisão&#8221;.</p>
<p>O decreto-lei n.º 134/2026, hoje publicado, procede à substituição do regime de aprovação prévia da publicidade a estes pacotes por &#8220;um regime de comunicação prévia à autoridade competente, com possibilidade de oposição no prazo de 10 dias úteis&#8221;, ficando excluídos os organismos de investimento coletivo que não se qualifiquem como instrumentos financeiros complexos.</p>
<p>Segundo o texto do decreto-lei, esta é uma solução que &#8220;permite orientar a verificação prévia da publicidade em função da complexidade e do risco dos produtos, mantendo-se o poder de intervenção das autoridades antes da difusão da publicidade&#8221;.</p>
<p>Com as alterações, as autoridades competentes também vão poder alargar a antecedência da notificação prévia do documento de informação até ao máximo de cinco dias úteis, mantendo-se &#8220;o prazo legal supletivo de dois dias úteis, em função das necessidades de supervisão&#8221;.</p>
<p>O diploma estabelece ainda um regime transitório que define que os procedimentos de aprovação prévia que estejam pendentes devem prosseguir ao abrigo do regime anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787483]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hugo Soares convicto de que ministro da Educação irá ao parlamento quando os deputados quiserem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:34:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Líder parlamentar do PSD falava durante uma conferência de imprensa sobre as falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, em que acusou o PS de impedir audições parlamentares de entidades do setor para "camuflar" as responsabilidades da gestão autárquica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder parlamentar do PSD manifestou-se hoje convicto de que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, irá ao parlamento prestar esclarecimentos sobre os problemas na classificação dos exames nacionais quando os deputados quiserem.</p>
<p>&#8220;É indiferente. Quando os senhores deputados quiserem que ele venha, eu tenho a certeza que ele vem&#8221;, declarou Hugo Soares aos jornalistas na Assembleia da República.</p>
<p>O líder parlamentar do PSD falava durante uma conferência de imprensa sobre as falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, em que acusou o PS de impedir audições parlamentares de entidades do setor para &#8220;camuflar&#8221; as responsabilidades da gestão autárquica.</p>
<p>Em contraste, afirmou que &#8220;da parte do PSD não haverá nenhum obstáculo a que o senhor ministro da Educação possa vir ao Parlamento dar explicações&#8221;, e referiu que não era necessário a oposição ter recorrido a requerimentos potestativos, de caráter obrigatório.</p>
<p>&#8220;Nós não nos opomos, pelo contrário, achamos muito bem que, apesar dos vastíssimos esclarecimentos públicos que o senhor ministro se tem desdobrado a dar nos últimos dias, que ele possa vir ao Parlamento responder às perguntas dos senhores deputados. É assim que a democracia funciona&#8221;, declarou.</p>
<p>Questionado sobre o momento em que o ministro da Educação poderá vir ao parlamento, tendo em conta que está a ser pedida a sua audição nos próximos dias, Hugo Soares respondeu: &#8220;É indiferente. Quando os senhores deputados quiserem que ele venha, eu tenho a certeza que ele vem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Da parte do PSD, não haverá nenhum obstáculo a que o senhor ministro da Educação possa vir ao Parlamento dar explicações&#8221;, assegurou.</p>
<p>&#8220;Quando é que o senhor ministro cá vem? É uma pergunta que os senhores devem fazer, mas eu estou absolutamente convencido que o senhor ministro não tem problema nenhum em vir ao Parlamento, como já veio noutras ocasiões, dar os esclarecimentos que as senhoras e os senhores deputados entendem que deve dar&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Num contexto em que os problemas na classificação eletrónica dos exames nacionais levaram ao adiamento do calendário de avaliação e de divulgação de resultados e da segunda fase dos exames, o líder parlamentar do PSD referiu, porém, que está &#8220;mais preocupado que o senhor ministro esteja a tratar de que no dia 17 as notas possam ser publicadas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Como estou tão preocupado que a senhora presidente da Câmara [de Almada, Inês de Medeiros, do PS] esteja a resolver os problemas da água em Almada. É a obrigação de cada um&#8221;, defendeu Hugo Soares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787488]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Condenada, vaiada e ainda assim favorita: sondagens colocam Marine Le Pen na frente para o Eliseu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
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		<category><![CDATA[Marine le Pen]]></category>
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					<description><![CDATA[Marine Le Pen poderá vencer as eleições presidenciais francesas do próximo ano, apesar de um tribunal de recurso ter confirmado esta semana a sua condenação por desvio de fundos europeus]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Marine Le Pen poderá vencer as eleições presidenciais francesas do próximo ano, apesar de um tribunal de recurso ter confirmado esta semana a sua condenação por desvio de fundos europeus. É o que sugerem duas sondagens divulgadas depois de a líder da extrema-direita francesa ter anunciado que voltará a candidatar-se ao Eliseu.</p>
<p>Os institutos Ifop, para a LCI e o Le Figaro, e Toluna Harris Interactive, para a M6 e RTL, colocam Le Pen à frente na primeira volta, marcada para 18 de abril de 2027, e também como vencedora numa eventual segunda volta, prevista para 2 de maio. Os próprios responsáveis pelas sondagens sublinham, no entanto, que estes dados são apenas uma fotografia das intenções de voto atuais e não uma previsão do resultado final.</p>
<p>A decisão judicial desta semana confirmou a condenação de Le Pen por uso indevido de fundos europeus para pagar funcionários do partido, mas reduziu a pena de inelegibilidade, abrindo-lhe caminho para concorrer. A dirigente do Rassemblement National recorreu para a Cour de Cassation, o mais alto tribunal francês, que pretende emitir uma decisão definitiva antes da eleição presidencial.</p>
<p>Na primeira volta, a sondagem da Ifop atribui 36% das intenções de voto a Le Pen, acima dos 32% a 34% registados em estudos anteriores do mesmo instituto nos últimos meses. Nenhum dos potenciais adversários ultrapassa os 19%. O outro inquérito aponta para uma tendência semelhante, reforçando a ideia de que, pelo menos para já, a condenação não travou a candidatura da líder da extrema-direita.</p>
<p>Numa segunda volta, as duas sondagens também colocam Le Pen em vantagem. O cenário mais apertado seria contra o antigo primeiro-ministro Édouard Philippe, candidato de centro-direita, contra quem surgiria com 49% na sondagem da Harris Interactive, um resultado dentro da margem de erro. Contra Gabriel Attal, antigo primeiro-ministro de Emmanuel Macron, Le Pen venceria com margem maior; frente a Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, a vantagem seria muito expressiva.</p>
<p>A candidatura continua, contudo, a dividir o país. O líder socialista Olivier Faure classificou Le Pen como uma candidata “formidável”, mas os socialistas e vários outros partidos consideram inaceitável que avance para as presidenciais apesar da condenação. Uma sondagem da Elabe para a BFM TV aponta também para fragilidades: sete em cada dez eleitores não concordam com a declaração de inocência de Le Pen, e 32% dos próprios eleitores do Rassemblement National discordam da decisão de a candidata avançar.</p>
<p>Le Pen lançou a campanha esta quarta-feira em La Flèche, no vale do Loire, no oeste de França, num ambiente que antecipou a tensão dos próximos meses. Ao cumprimentar eleitores num mercado de rua, foi recebida com aplausos e cânticos de “Marine, presidente”, mas também com vaias e gritos de “devolva o dinheiro” e “vá para a prisão”.</p>
<p>O caso judicial arrasta-se como uma sombra sobre a quarta tentativa presidencial de Le Pen. O tribunal de recurso encurtou a proibição de se candidatar, mas manteve a condenação, incluindo uma pena de três anos de prisão, dois dos quais suspensos, e um ano com pulseira eletrónica. A aplicação fica suspensa enquanto decorre o recurso para a Cour de Cassation.</p>
<p>A líder da extrema-direita insiste que nada fez de errado e apresenta-se como vítima de uma tentativa de a afastar da corrida presidencial. Os seus críticos dizem o contrário: que uma candidata condenada por desvio de fundos públicos não deveria aspirar à presidência da República. A eleição francesa entra, assim, num terreno político incomum, em que a favorita nas sondagens é também uma candidata à espera de uma decisão judicial definitiva.</p>
<p>Até abril de 2027, muita coisa pode mudar. Mas o retrato atual é politicamente explosivo: Marine Le Pen começa a corrida presidencial em vantagem, mesmo depois de condenada, e a França prepara-se para uma campanha em que justiça, extrema-direita, desgaste do centro político e rejeição do sistema deverão cruzar-se em cada comício.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787480]]></sapo:autor>
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		<title>“Pedimos desculpa por termos mentido durante anos”: televisão pública húngara desligada no fim da era Orbán</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Hungria]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Viktor Orbán]]></category>
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					<description><![CDATA[Gesto marcou o início da reforma dos media estatais anunciada pelo novo governo de Péter Magyar, depois de 16 anos de governação de Viktor Orbán]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A televisão pública húngara suspendeu temporariamente os noticiários e colocou no ar uma mensagem rara: um pedido de desculpa por ter “mentido durante muitos anos”. O gesto marcou o início da reforma dos media estatais anunciada pelo novo governo de Péter Magyar, depois de 16 anos de governação de Viktor Orbán.</p>
<p>No canal &#8216;M1&#8217;, a emissão informativa foi interrompida e substituída por um ecrã negro com uma mensagem dirigida aos espectadores. “A comunicação social pública não deve mentir. Pedimos desculpa por termos feito isto durante muitos anos”, lia-se no texto, que anunciava ainda a suspensão temporária dos serviços noticiosos e prometia uma transformação para tornar os media públicos “independentes e fiáveis”.</p>
<p>Magyar classificou o momento como “histórico” e afirmou que a transmissão de propaganda nas plataformas públicas tinha chegado ao fim. Nas redes sociais, o novo primeiro-ministro escreveu que os media públicos “mentiram de noite, mentiram de dia, mentiram em todas as frequências” e garantiu que essa fase terminou.</p>
<p>A emissão foi retomada mais tarde com programação cultural e cinematográfica, enquanto os serviços noticiosos permanecem suspensos. A rádio pública Kossuth também interrompeu a componente informativa e passou a transmitir apenas conteúdos culturais, no âmbito da mesma reorganização.</p>
<p>A nova direção interina recebeu a missão de rever o funcionamento dos media públicos, suspender a propaganda e reconstruir os serviços noticiosos para que passem a funcionar como instituições credíveis, objetivas e independentes. Segundo a imprensa húngara citada pelo &#8216;El Español&#8217;, vários altos responsáveis foram afastados de imediato e alguns profissionais associados à antiga linha editorial foram retirados dos cargos.</p>
<p>A reforma dos media foi uma das promessas centrais de campanha de Magyar, que tinha defendido a suspensão dos noticiários públicos até que fosse possível garantir uma cobertura equilibrada. A medida surge depois da vitória eleitoral do partido Tisza, em abril, que pôs fim ao longo ciclo político de Orbán.</p>
<p>Durante os governos de Orbán, entre 2010 e 2026, os media públicos húngaros foram amplamente acusados de funcionar como instrumentos de propaganda do poder. A &#8216;Reuters&#8217; recorda que a liberdade de imprensa no país sofreu uma forte degradação nesse período, com a Hungria a cair do 23.º para o 74.º lugar no índice dos Repórteres Sem Fronteiras desde 2010.</p>
<p>A mudança, porém, não encerra o debate. Para os apoiantes de Magyar, o ecrã negro simboliza o fim de uma era e a tentativa de reconstruir a confiança no serviço público. Para os críticos ligados ao antigo poder, a suspensão das emissões é vista como uma intervenção política sobre os media. O teste decisivo será perceber se a televisão e a rádio públicas deixarão de servir um governo para passarem, de facto, a servir o público.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787466]]></sapo:autor>
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		<title>Euro digital recebe luz verde do Parlamento Europeu e entra agora em nova fase de negociação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:58:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As previsões mais otimistas apontam para que as negociações possam ficar concluídas até ao final deste ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira, em plenário, o avanço do pacote legislativo que permitirá desenvolver o euro digital. A iniciativa entra agora na fase de negociação entre a Eurocâmara, a Comissão Europeia e os Estados-membros, que são os colegisladores no processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os eurodeputados favoráveis à medida defendem que o euro digital será um passo importante para reforçar a autonomia estratégica da União Europeia, ao permitir criar uma alternativa europeia a sistemas como Visa ou Mastercard e reduzir a dependência dos Estados Unidos nos pagamentos online.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta não prevê o fim das notas e moedas. O dinheiro em numerário continuará a existir e, segundo os defensores do euro digital, o novo instrumento deverá complementar e reforçar o atual sistema de pagamentos, tendo em conta também os cidadãos menos habituados à tecnologia e as necessidades das zonas rurais.</p>
<p><strong>Como vai funcionar o euro digital</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, o euro digital deverá funcionar de forma semelhante aos pagamentos atuais com cartões de débito ou crédito. O objetivo é permitir que cidadãos e empresas possam pagar com uma versão digital da moeda única, recorrendo a um meio de pagamento europeu interoperável.</p>
<p class="isSelectedEnd">O pacote prevê também uma funcionalidade de transferência direta de dinheiro entre dispositivos, sem necessidade de recorrer a soluções como o Bizum ou plataformas semelhantes. Esta opção pretende facilitar pagamentos imediatos entre particulares e empresas, reduzindo a dependência de intermediários privados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fernando Navarrete, eurodeputado do PP e relator da medida, afirmou ao 20minutos que o euro digital “expande a liberdade dos cidadãos” ao permitir escolher entre pagar com dinheiro de banco central ou com dinheiro comercial num contexto de crescente digitalização da economia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O eurodeputado acrescentou que a Europa enfrenta atualmente uma “sobredependência” de sistemas de cartões de países terceiros. Para Navarrete, o euro digital poderá reforçar a autonomia estratégica europeia nos pagamentos e melhorar a competitividade do sistema de pagamentos na União Europeia.</p>
<p><strong>Pagamentos sem internet e maior privacidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais novidades do euro digital será a possibilidade de funcionar sem ligação à internet. Esta versão offline permitirá pagamentos diretos de dispositivo para dispositivo, mesmo em caso de falha de rede ou apagão digital.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema foi pensado para garantir que o dinheiro continua disponível em situações de interrupção tecnológica e para assegurar um nível de privacidade semelhante ao de uma transação em numerário.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, esta modalidade tem uma limitação importante: se o utilizador perder o telemóvel, perde também o dinheiro guardado nesse modo offline, da mesma forma que perderia notas se perdesse a carteira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como alternativa, os legisladores admitem uma versão online baseada em contas e gerida pelo Banco Central Europeu. Esta opção, contudo, não deverá avançar de imediato. Ficará como solução condicional, caso o setor privado não consiga criar uma alternativa própria capaz de responder às necessidades de todo o continente.</p>
<p><strong>Dinheiro físico continuará a ser aceite</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os defensores do pacote sublinham que a criação do euro digital não altera a possibilidade de pagar em dinheiro físico. Fernando Navarrete insistiu que “não muda nada” para quem quiser continuar a usar numerário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o eurodeputado, o pacote reforça também o papel do dinheiro físico ao criar um enquadramento jurídico europeu para a aceitação generalizada do numerário. Antes desta proposta, não existia uma obrigação uniforme a nível europeu para aceitar dinheiro físico.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é, por isso, duplo: preparar o caminho para uma possível emissão do euro digital no futuro e, ao mesmo tempo, dar maior segurança jurídica ao uso de notas e moedas em toda a União Europeia.</p>
<p><strong>Próximos passos podem empurrar aplicação para 2027</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da luz verde do Parlamento Europeu, o euro digital ainda não está prestes a entrar em funcionamento. O processo segue agora para negociações interinstitucionais entre o Parlamento, a Comissão Europeia e os Estados-membros.</p>
<p class="isSelectedEnd">As previsões mais otimistas apontam para que as negociações possam ficar concluídas até ao final deste ano. Nesse cenário, o pacote poderia entrar em vigor no primeiro semestre de 2027.</p>
<p>Depois disso, será ainda necessário um período de adaptação e implementação, que poderá prolongar-se pelos dois anos seguintes. Só então o euro digital poderá começar a funcionar de forma efetiva.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787467]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Eleições legislativas palestinianas marcadas para 28 de novembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, marcou hoje para 28 de novembro as próximas eleições legislativas palestinianas, indica um decreto presidencial divulgado hoje pela agência oficial Wafa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, marcou hoje para 28 de novembro as próximas eleições legislativas palestinianas, indica um decreto presidencial divulgado hoje pela agência oficial Wafa.</p>
<p>&#8220;O decreto presidencial convoca o povo palestiniano em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza a participar em eleições legislativas livres e justas para eleger os membros do Conselho Legislativo Palestiniano na data especificada&#8221;, refere o texto citado pela agência de notícias palestiniana.</p>
<p>Caso venham a realizar-se, estas serão as primeiras eleições legislativas nos territórios palestinianos em cerca de duas décadas.</p>
<p>As últimas eleições para o Conselho Legislativo Palestiniano realizaram-se em 2006 e foram vencidas pelo movimento islamita Hamas, resultado que agravou a rivalidade com o partido Fatah, liderado por Abbas.</p>
<p>O conflito culminou, em 2007, com a tomada do controlo da Faixa de Gaza pelo Hamas, deixando a Autoridade Palestiniana a administrar apenas partes da Cisjordânia.</p>
<p>Várias tentativas de realizar novas eleições desde então foram adiadas ou canceladas devido às divisões políticas entre as fações palestinianas, bem como a divergências sobre a participação dos eleitores palestinianos em Jerusalém Oriental.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787468]]></sapo:autor>
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		<title>Do falso vídeo de Koeman ao ataque a Mbappé: Mundial expõe nova vaga de racismo digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas últimas semanas circularam imagens fabricadas, vídeos falsos e alegadas notícias com contornos racistas, muitas delas dirigidas a seleções europeias já eliminadas da competição]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Mundial de futebol entra nos quartos de final com a atenção concentrada nos jogos, mas também com uma vaga de desinformação, vídeos gerados por inteligência artificial e ataques racistas a circular nas redes sociais. À medida que a pressão sobre as seleções aumenta, multiplicam-se conteúdos falsos que exploram derrotas, tensões e rivalidades nacionais.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, nas últimas semanas circularam imagens fabricadas, vídeos falsos e alegadas notícias com contornos racistas, muitas delas dirigidas a seleções europeias já eliminadas da competição. Parte destes conteúdos tenta parecer informação jornalística ou reação espontânea de protagonistas do futebol, mas resulta de manipulação digital ou de afirmações sem qualquer prova.</p>
<p>Um dos casos mais vistos envolveu um vídeo no TikTok que mostrava, alegadamente, Ronald Koeman, selecionador dos Países Baixos, a fazer declarações racistas depois da eliminação da sua equipa diante de Marrocos, nos penáltis, a 30 de junho. O vídeo ultrapassou três milhões de visualizações e teve dezenas de milhares de partilhas e gostos.</p>
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@footballmemesgpt/video/7657334791540460831" data-video-id="7657334791540460831" style="max-width: 605px;min-width: 325px;" >
<section> <a target="_blank" title="@footballmemesgpt" href="https://www.tiktok.com/@footballmemesgpt?refer=embed" rel="noopener">@footballmemesgpt</a> Ronald Koeman blasts the Netherlands players during his press conference following Netherlands defeat to Morocco during the World Cup round of 32. Koeman was widely criticized for taking an overly defensive approach to the game; however, Koeman defended himself saying he put his team in a position to win. <a title="ronaldkoeman" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ronaldkoeman?refer=embed" rel="noopener">#ronaldkoeman</a> <a title="nederlandselftal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/nederlandselftal?refer=embed" rel="noopener">#nederlandselftal</a> <a title="worldcup2026" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/worldcup2026?refer=embed" rel="noopener">#worldcup2026</a> <a title="worldcup" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/worldcup?refer=embed" rel="noopener">#worldcup</a> <a title="netherlands" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/netherlands?refer=embed" rel="noopener">#netherlands</a> <a target="_blank" title="♬ original sound - footballmemesgpt" href="https://www.tiktok.com/music/original-sound-7657334839359638302?refer=embed" rel="noopener">♬ original sound &#8211; footballmemesgpt</a> </section>
</blockquote>
<p> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script></p>
<p>O problema é que o conteúdo não era real. A conta que o publicou apresenta-se como uma página de futebol com conteúdos gerados por IA, e o próprio vídeo incluía uma indicação de que tinha sido criado artificialmente. Ainda assim, a combinação entre eliminação dramática, rivalidade desportiva e linguagem racista foi suficiente para o tornar viral.</p>
<p>Outro exemplo envolveu a seleção alemã. Depois da eliminação da Alemanha frente ao Paraguai, também nos penáltis, circularam publicações a afirmar que adeptos alemães tinham lançado uma petição para impedir jogadores africanos e muçulmanos de representar a seleção. As mensagens citavam a &#8216;Deutsche Welle&#8217; como fonte e visavam em particular Jonathan Tah, o defesa que falhou o penálti decisivo.</p>
<p>A alegação também não tinha base factual. Não há provas da existência dessa petição e não há qualquer registo da história nas plataformas da &#8216;Deutsche Welle&#8217;, segundo a verificação da &#8216;Euronews&#8217;. O caso mostra como a desinformação pode usar marcas jornalísticas conhecidas para dar aparência de credibilidade a conteúdos fabricados.</p>
<p>Mas a onda de racismo em torno do Mundial não se limita a vídeos falsos ou rumores fabricados. Houve também incidentes reais, com repercussão internacional. O caso mais notório envolveu Kylian Mbappé e a senadora paraguaia Celeste Amarilla, depois da vitória da França sobre o Paraguai, a 4 de julho.</p>
<p>Amarilla publicou nas redes sociais comentários racistas dirigidos ao capitão da seleção francesa, chamando-lhe falsamente “camaronês colonizado” e sugerindo que tentava fazer-se passar por francês. Mbappé respondeu, acusando a senadora de ser uma “mulher desprezível” e de não representar o Paraguai. O Ministério dos Negócios Estrangeiros paraguaio distanciou-se das declarações e reafirmou o compromisso do país no combate ao racismo e à discriminação, segundo relatos da imprensa internacional.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="fr" dir="ltr">Madame Celeste Amarilla, <br />Vous êtes une femme méprisable et indigne de sa fonction. <br />Vous ne représentez pas le Paraguay, ce pays qui a transpiré la passion et l’honneur tout au long de la compétition. Par votre inconscience et votre racisme décomplexé, le monde entier a déjà… <a href="https://t.co/EnYmgQXvPL">pic.twitter.com/EnYmgQXvPL</a></p>
<p>&mdash; Kylian Mbappé (@KMbappe) <a href="https://x.com/KMbappe/status/2074188157763875267?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A polémica cresceu depois de Amarilla publicar uma carta aberta em que lamentou alguns termos usados, mas manteve parte do ataque ao jogador. De acordo com a &#8216;Euronews&#8217;, a publicação inicial continuava visível na sua conta de X à data da publicação da notícia.</p>
<p>O episódio provocou condenações de várias entidades. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos classificou as declarações como desprezíveis e lembrou que não se tratava de um caso isolado. O Real Madrid, clube de Mbappé, condenou de forma enérgica os comentários racistas e xenófobos. Emmanuel Macron também manifestou apoio ao jogador, invocando valores de dignidade, respeito e fraternidade.</p>
<p>Em França, o caso passou para o plano judicial. O Ministério Público abriu uma investigação por insulto público agravado e incitamento ao ódio ou à violência, depois de uma queixa apresentada pela Federação Francesa de Futebol através da unidade nacional de combate ao ódio online.</p>
<p>A conjugação destes casos expõe dois problemas que se alimentam mutuamente. Por um lado, a inteligência artificial permite criar vídeos e imagens falsas com maior rapidez e realismo. Por outro, o racismo e a xenofobia continuam a encontrar no futebol um palco de grande visibilidade, sobretudo quando derrotas e rivalidades são transformadas em combustível para campanhas virais.</p>
<p>A lição para quem acompanha o Mundial nas redes é simples: nem tudo o que parece uma reação espontânea de um treinador, uma notícia de última hora ou uma indignação coletiva é real. Em torneios de grande audiência, a desinformação não precisa de muito para se espalhar. Basta juntar emoção, identidade nacional, derrota e uma imagem convincente.</p>
<p>Com os quartos de final à porta, o Mundial continua a decidir-se dentro de campo. Mas fora dele, há outro jogo em curso: o da verificação, da moderação e da capacidade dos adeptos para distinguir factos de manipulação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787458]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A previsibilidade tornou-se um ativo económico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-previsibilidade-tornou-se-um-ativo-economico-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:40:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[económico]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Duarte Calheiros Menezes, Sócio e Gestor de Fundos da BlueCrow Capital]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Duarte Calheiros Menezes, Sócio e Gestor de Fundos da BlueCrow Capital</strong></p>
<p>As alterações recentes à Lei da Nacionalidade trouxeram de novo para o debate público uma questão muito mais complexa do que a problemática da imigração ou da burocracia legal. Em contexto de investimento internacional, o ponto central raramente está no detalhe jurídico em si. Está sobretudo na forma como essas mudanças são percecionadas por quem decide onde alocar capital.</p>
<p>A reação em torno do tema demonstra precisamente isso. Recentemente, vários investidores estrangeiros associados ao regime de residência por investimento – detentores de Vistos Gold – admitiram avançar judicialmente contra o Estado português devido a atrasos e incertezas nos processos administrativos. Não foi um episódio isolado. O caso expôs uma preocupação crescente com a previsibilidade, clareza regulatória e confiança institucional.</p>
<p>Num mundo onde o capital circula com rapidez e compara geografias a toda a hora, a estabilidade do enquadramento regulatório ganhou um peso que não tinha há alguns anos.</p>
<p>Essa tendência não se verifica apenas em Portugal. O mais recente<em> Global Risks Report do World Economic Forum</em> coloca os conflitos entre Estados e a fragmentação geoeconómica entre os principais riscos globais da próxima década, refletindo uma preocupação crescente dos mercados com estabilidade política, acesso a capital e previsibilidade institucional.</p>
<p>As alterações legislativas recentes não devem, por isso, ser lidas como eventos isolados. Funcionam como sinais de um regime em evolução. E esses sinais têm, naturalmente, impacto na forma como os investidores, famílias e empresas planeiam decisões que raramente são de curto prazo.</p>
<p>O ponto mais relevante não está na mudança em si, mas na leitura que o mercado faz dessa mudança. Quando o enquadramento legal se altera, mesmo que de forma técnica ou gradual, abre-se espaço para reavaliação de estratégias. Alguns aceleram decisões. Outros ajustam estruturas. Outros ainda esperam maior clareza antes de avançar.</p>
<p>Ainda assim, é importante separar perceção de realidade operacional. Apesar das mudanças recentes, vários dos elementos mais valorizados por investidores internacionais mantêm-se estruturalmente inalterados. O regime de residência continua assente num horizonte de cinco anos, mantendo igualmente exigências reduzidas de permanência anual. Na prática, isso significa que continuam a existir condições de flexibilidade, mobilidade e planeamento familiar que permanecem competitivas no contexto europeu.</p>
<p>Também os benefícios associados à residência continuam a ser relevantes para muitas famílias internacionais, seja pelo acesso à saúde e educação, seja pela possibilidade de viver e circular num espaço europeu estável. Em muitos casos, o objetivo nunca foi apenas obter nacionalidade, mas garantir maior mobilidade e estabilidade a longo prazo.</p>
<p>A tendência para circulação geográfica crescente é visível nos relatórios internacionais sobre mobilidade de património privado. Por exemplo, o mais recente <em>Henley Private Wealth Migration Report</em> estima que cerca de 165 mil indivíduos de elevado património deverão mudar de residência em 2026, refletindo uma procura crescente por geografias associadas a uma maior estabilidade e confiança institucional. Ainda por cima isto representará a maior migração de riqueza de sempre e um aumento em relação ao máximo previsto para 2025, de 142 mil pessoas.</p>
<p>Neste contexto, residência, nacionalidade e investimento fazem hoje parte da mesma equação. A forma como estas regras relativas ao Investimento Direto Estrangeiro (IDE) evoluem influencia diretamente a confiança dos investidores internacionais, um fator que a OCDE tem vindo a enfatizar como determinante para a perceção sobre a atratividade de um país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Duarte Calheiros Menezes, Sócio e Gestor de Fundos da BlueCrow Capital]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Polestar 4 domina vendas da marca em Portugal e ajuda a fechar semestre recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:28:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[polestar]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[No mercado português, a empresa registou 333 unidades entregues entre janeiro e junho, o que representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polestar fechou o primeiro semestre de 2026 com novos recordes de vendas em Portugal e a nível mundial, reforçando a trajetória de crescimento da marca sueca de veículos elétricos.</p>
<p>No mercado português, a empresa registou 333 unidades entregues entre janeiro e junho, o que representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando tinham sido comercializadas 273 unidades. O resultado foi alcançado com a mesma gama de produto.</p>
<p>O Polestar 4 voltou a assumir o papel de principal motor da marca em Portugal. O modelo representou 69% das entregas no país durante o primeiro semestre e registou um crescimento de 19% em comparação com os primeiros seis meses de 2025.</p>
<p>Miguel Pinto, managing director da Polestar Portugal, considera que estes resultados confirmam a evolução da marca no mercado nacional. “Estes números comprovam o crescimento da marca em Portugal e pronunciam o quarto ano consecutivo de crescimento no país”, afirma o responsável, destacando também o contributo dos três Polestar Spaces existentes em Portugal, localizados no Porto, Lisboa e Faro.</p>
<p>A nível global, a Polestar entregou 30.423 veículos no primeiro semestre de 2026, ligeiramente acima das 30.289 unidades registadas no mesmo período de 2025, o que corresponde a um crescimento de 0,4%. Apesar da variação moderada, o resultado representa um novo máximo para a marca.</p>
<p>Michael Lohscheller, presidente executivo da Polestar, sublinha que o desempenho foi alcançado num contexto desafiante. “Alcançar este recorde de vendas no primeiro semestre do ano, apesar de todos os desafios regulatórios e das dificuldades do mercado, é uma conquista significativa”, afirma. O responsável destaca ainda o crescimento em vários mercados-chave, incluindo Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul e região ibérica.</p>
<p>A marca tem vindo também a reforçar a sua presença comercial. A rede global de retalho conta agora com 235 pontos de venda, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior.</p>
<p>A Polestar entra agora numa fase considerada importante para a estratégia de produto. As primeiras entregas do Polestar 5 a clientes estão prestes a começar, enquanto a produção da versão SUV do Polestar 4 já teve início, com as primeiras entregas previstas para o quarto trimestre.</p>
<p>Com estes resultados, Portugal mantém-se entre os mercados de crescimento relevante para a marca, impulsionado sobretudo pelo desempenho do Polestar 4 e pela consolidação da rede comercial no país.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787447]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Os custos tarifários têm subido a um ritmo inferior ao da inflação&#8221;: Nuno Fitas Mendes, REN Portgás</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/os-custos-tarifarios-tem-subido-a-um-ritmo-inferior-ao-da-inflacao-nuno-fitas-mendes-ren-portgas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:26:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Nuno Fitas Mendes, Administrador Delegado da REN Portgás, explica o investimento de 129 milhões de euros até 2031 para expandir e modernizar a rede de distribuição de gás no Norte do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A REN Portgás quer investir 129 milhões de euros até 2031 para expandir e modernizar a rede de distribuição de gás no Norte do país, preparando-a para uma nova geração de gases renováveis.</p>
<p>O plano passa pelo reforço da infraestrutura, pela digitalização da operação e pela criação de condições para integrar biometano e hidrogénio, numa região que concentra metade do valor acrescentado bruto industrial de Portugal.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Nuno Fitas Mendes, Administrador Delegado da REN Portgás, explica como pretende acelerar a descarbonização da rede, manter as tarifas estáveis e garantir que a transição energética não penaliza consumidores nem empresas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais são os principais objetivos estratégicos do Plano de Investimento 2027–2031 da Portgás?</strong></p>
<p>A REN Portgás tem uma concessão que atua em apenas 5% do continente, uma região em que a indústria representa cerca de 50% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) de todo o país, e que abastece 25% dos consumidores de gás do país. A rede da Portgás interliga mais de 400 mil pontos de abastecimento e 1,2 milhões de pessoas, sendo que 80% do gás distribuído é para a indústria.</p>
<p>Ora, o Plano de Investimento 2027–2031 apresenta projetos de investimento que visam o alargamento e a densificação da rede nos 29 concelhos que servimos no Porto, Braga e Viana do Castelo, com prioridade às zonas de procura latente. Esses investimentos já contemplam a preparação da rede para gases renováveis, com pontos de injeção de biometano e critérios de prontidão para a mistura de hidrogénio. São investimentos que permitem continuar a assegurar a qualidade do abastecimento e do serviço, assim como aumentar a eficiência das nossas operações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Qual o valor global deste investimento?</strong></p>
<p>O plano prevê um investimento global da ordem dos 129 milhões de euros no período 2027–2031, distribuído ao longo dos cinco anos. Trata-se de investimento regulado, sujeito a validação pela ERSE segundo critérios de prudência e de equilíbrio económico. A sua afetação concentra-se em três frentes: expansão e densificação da rede; resiliência da rede, segurança e digitalização da infraestrutura existente; e preparação para gases renováveis. É um esforço de investimento calibrado para gerar retorno social e económico no território.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quando fala em aposta nos gases renováveis, que tecnologias ou soluções estão concretamente em cima da mesa?</strong></p>
<p>O biometano é a prioridade de curto e médio prazo: é uma molécula madura, compatível com a rede existente e com os equipamentos dos clientes, e com potencial relevante no Norte, dada a base agropecuária e de resíduos orgânicos da região. Já o hidrogénio renovável tem um horizonte mais industrial e de mais longo prazo, onde é possível garantir a integração em contexto de mistura na rede de distribuição até 20%.</p>
<p>Para acelerar esta transição, precisamos de reunir três condições: quadro regulatório estável e previsível, incluindo a transposição do Pacote do Gás Descarbonizado europeu; mecanismos de procura, como metas de incorporação e garantias de origem, que criem mercado; e licenciamento ágil para as unidades de produção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Qual é o potencial real de substituição do gás natural por gases renováveis na rede da Portgás?</strong></p>
<p>É importante perceber que a rede está tecnicamente apta a receber estas moléculas. O fator limitante não é a infraestrutura, mas sim a maturidade da oferta e do enquadramento de mercado. O potencial é real e significativo, mas concretiza-se de forma faseada. Até 2031, a REN Portgás tem no seu roadmap a descarbonização de mais de 20% do gás distribuído através de biometano.</p>
<p>No curto e médio prazo, o biometano é o substituto com potencial efetivo, e a região Norte reúne condições favoráveis pela disponibilidade de matéria-prima. Contudo, o ritmo de substituição depende diretamente do investimento em capacidade de produção, que ainda está numa fase inicial em Portugal. É realista perspetivar uma trajetória de incorporação crescente e progressiva, e não uma substituição total e imediata. O hidrogénio renovável acrescentará potencial sobretudo em segmentos industriais e num horizonte mais alargado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A infraestrutura atual está preparada para essa transição ou serão necessárias adaptações significativas? </strong></p>
<p>Para o biometano e o gás sintético, a rede está, em larga medida, preparada: a molécula é compatível com a infraestrutura e com os equipamentos dos clientes, sendo necessárias sobretudo adaptações localizadas — pontos de injeção e gestão de pressão e da qualidade da molécula. Não exige uma reconfiguração profunda da rede.</p>
<p>No caso do hidrogénio, o Grupo REN implementou em 2022 o programa H2REN, tendo garantido todas as condições para a injeção e gestão de hidrogénio em contexto de blending até 20% na rede de distribuição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quem suporta o custo da transição para gases renováveis: consumidores, indústria ou o sistema?</strong></p>
<p>Será repartido, e o desenho dessa repartição é decisivo. A questão central é a justiça da alocação: os custos de ligação e de socialização das infraestruturas de gases renováveis devem ser repartidos de modo equilibrado, sem onerar desproporcionadamente os consumidores domésticos.</p>
<p>O investimento na produção de gases renováveis cabe sobretudo a produtores e investidores privados, apoiados por instrumentos públicos e europeus de financiamento. E a procura tem de ser estimulada por mecanismos de mercado, como metas de incorporação e garantias de origem, que distribuem o custo através desses mesmos mecanismos.</p>
<p>Note-se, no entanto, que o sistema tarifário de gás não gera défice para as famílias. Aliás, os custos tarifários têm subido a um ritmo inferior ao da inflação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O plano prevê uma «evolução equilibrada» das tarifas. O que significa isso concretamente para famílias e empresas?</strong></p>
<p>Significa previsibilidade e moderação, em contraste com aumentos abruptos. Temos de assegurar que o investimento necessário é recuperado de forma gradual e suavizada no tempo, sem choques tarifários, e que os ganhos de escala e de eficiência operacional compensam esse esforço.</p>
<p>Para as famílias, traduz-se em estabilidade e ausência de surpresas na fatura. Para as empresas, traduz-se em previsibilidade — fator essencial para quem planeia investimentos a vários anos e precisa de saber com que custo de energia pode contar.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787439]]></sapo:autor>
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		<title>Verão elétrico: 82% dos condutores já usam carregamento público em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:25:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Iberdrola | bp pulse]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados apontam para uma mudança nos hábitos de mobilidade elétrica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O carregamento público está a ganhar peso nas viagens dos condutores de veículos elétricos em Portugal, sobretudo durante o verão. De acordo com um inquérito realizado pela Iberdrola | bp pulse a várias centenas de condutores portugueses, com idades entre os 25 e os 75 anos, 82% dos utilizadores de veículos elétricos já recorrem à rede pública de carregamento, seja ao longo do percurso, na via pública, em supermercados, centros comerciais ou parques de estacionamento.</p>
<p>Os dados apontam para uma mudança nos hábitos de mobilidade elétrica. O carregamento fora de casa deixou de ser apenas uma solução pontual e passou a ser uma opção frequente para muitos condutores, incluindo em viagens mais longas. Entre os utilizadores que recorrem habitualmente à rede pública, 68% afirmam confiar especificamente na infraestrutura rápida ou ultrarrápida para realizar deslocações de longo curso, mais comuns durante as férias de verão.</p>
<p>A velocidade de carregamento, a localização dos postos e a fiabilidade da rede surgem como os fatores mais relevantes para incentivar a utilização do carregamento público. Segundo o estudo, 38% dos inquiridos destacam a localização dos pontos de carregamento, 26% apontam a velocidade e outros 26% referem a fiabilidade como elementos determinantes na decisão.</p>
<p>“A disponibilidade de pontos de carregamento durante as nossas viagens e no nosso destino de férias, bem como a sua fiabilidade e elevada velocidade, são fundamentais para a expansão do automóvel elétrico”, afirma Ricardo Pacheco, country manager da Iberdrola | bp pulse em Portugal. O responsável sublinha que a rede da aliança Iberdrola | bp pulse já conta com mais de 2.500 pontos de carregamento na Península Ibérica, permitindo aos utilizadores viajar com maior confiança e autonomia.</p>
<p>Em Portugal, a rede pública de carregamento continua a crescer. Segundo dados oficiais da MOBI.E. citados pela empresa, existem já mais de 15.000 pontos de carregamento em funcionamento no país. A Iberdrola | bp pulse destaca-se sobretudo na infraestrutura ultrarrápida, com postos entre 150 e 600 kW, característica que a empresa considera essencial para responder às necessidades de quem viaja em percursos mais longos.</p>
<p>O estudo mostra que os condutores de veículos elétricos já não associam estes automóveis apenas a deslocações curtas ou urbanas. A confiança na rede pública está a permitir uma utilização mais ampla, incluindo viagens de férias e deslocações interurbanas. Para a Iberdrola | bp pulse, estes resultados indicam que algumas das principais barreiras à mobilidade elétrica estão a perder peso entre os utilizadores.</p>
<p>Entre os mais jovens, o carregamento fora de casa parece estar especialmente integrado na rotina. No grupo dos 25 aos 34 anos, 78% recorrem à rede pública com uma frequência média mensal de até seis carregamentos. A empresa interpreta estes dados como sinal de que as novas gerações encaram a mobilidade elétrica de forma mais natural, incorporando o carregamento público no dia a dia e também nos hábitos de verão.</p>
<p>“As mudanças na cultura da mobilidade permitem-nos observar uma relação cada vez mais natural entre o condutor e a rede pública de carregamento”, refere Ricardo Pacheco. Para o responsável, a expansão dos pontos públicos permite integrar o carregamento nas deslocações de forma mais simples, contribuindo para uma mobilidade elétrica “cada vez mais confortável, flexível e acessível”.</p>
<p>A experiência de utilização será, segundo a empresa, cada vez mais determinante na escolha do operador. Portugal conta já com mais de 270 mil veículos 100% elétricos em circulação e as vendas continuam a acelerar. Em abril, o crescimento homólogo foi de 34,61% em relação a 2025, num contexto em que a infraestrutura de carregamento acompanha a evolução do parque automóvel elétrico.</p>
<p>Para muitos condutores que vão viajar este verão, a escolha do operador deverá depender da disponibilidade da rede, da existência de carregamento ultrarrápido e de uma experiência digital simples. “Os condutores portugueses procuram tranquilidade: exigem máxima disponibilidade, alta velocidade e transparência na ocupação em tempo real”, afirma Ricardo Pacheco.</p>
<p>A digitalização surge, por isso, como outro eixo central. O inquérito indica que os utilizadores valorizam aplicações com geolocalização inteligente de carregadores próximos, pagamento integrado e informação em tempo real sobre o estado dos postos. Estes elementos permitem planear percursos com menor incerteza, especialmente em viagens mais longas.</p>
<p>A Iberdrola | bp pulse afirma que está a adaptar a sua proposta às necessidades reais dos condutores, procurando reduzir barreiras no acesso ao carregamento. A empresa destaca a possibilidade de utilização de aplicações de vários operadores europeus, para os utilizadores mais digitais, bem como o pagamento através de cartão bancário.</p>
<p>Para a empresa, os resultados do inquérito confirmam que a mobilidade elétrica entrou numa nova fase em Portugal. O carregamento público já não é apenas uma alternativa para emergências ou para quem não tem ponto de carregamento em casa. É cada vez mais parte da rotina de condução e uma peça central para que os veículos elétricos sejam usados também em viagens de verão e percursos de longo curso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787428]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal melhora desempenho mas ainda é um &#8220;inovador moderado&#8221; na UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:20:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal melhorou o seu desempenho em inovação e alcançou em 2026 um resultado de 93,2% face à média da União Europeia,  adianta a Comissão Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal melhorou o seu desempenho em inovação e alcançou em 2026 um resultado de 93,2% face à média da União Europeia, mantendo a classificação de &#8220;Inovador Moderado&#8221;, segundo o Painel Europeu da Inovação, divulgado hoje pela Comissão Europeia.</p>
<p>&#8220;Portugal é classificado como um Inovador Moderado, apresentando um desempenho equivalente a 93,2% da média da União Europeia [UE] em 2026&#8221;, refere o relatório anual hoje divulgado pelo executivo comunitário.</p>
<p>De acordo com Bruxelas, o país ocupa atualmente a 15.ª posição entre os Estados-membros da União Europeia e a 19.ª posição considerando a UE e os países vizinhos, apresentando um desempenho superior ao grupo de países classificados como &#8220;Inovadores Moderados&#8221;, cuja média corresponde a 86,4% da média europeia.</p>
<p>O relatório indica que Portugal registou uma evolução positiva desde 2019, com uma subida de 13 pontos percentuais, acima do crescimento médio da União Europeia, que foi de 11,6 pontos percentuais.</p>
<p>Houve, ainda, um acréscimo de 1,4 pontos percentuais este ano face a 2025.</p>
<p>Entre os principais pontos fortes de Portugal destaca-se o apoio público à investigação e desenvolvimento empresarial, que &#8220;continua a ser uma clara força de Portugal, com o país a ocupar o primeiro lugar na UE27 em 2026&#8221;.</p>
<p>A investigação científica mantém também um desempenho positivo, com crescimento das copublicações internacionais e forte atração de estudantes estrangeiros de doutoramento, assim como a digitalização, que coloca Portugal na 8.ª posição da UE, embora persistam desafios na adoção empresarial de tecnologias avançadas, como computação em nuvem e inteligência artificial.</p>
<p>Apesar dos progressos, o executivo comunitário identifica fragilidades no investimento privado uma vez que as empresas portuguesas continuam a apresentar baixos níveis de despesa em inovação por trabalhador, evidenciando &#8220;uma diferença persistente entre o forte apoio das políticas públicas e a capacidade das empresas para investirem de forma mais abrangente em inovação&#8221;.</p>
<p>Nos resultados económicos da inovação, Portugal registou melhorias, sobretudo nas vendas de produtos e serviços inovadores, já que &#8220;os resultados da inovação estão a tornar-se mais relevantes do ponto de vista comercial&#8221;.</p>
<p>Contudo, o impacto no emprego continua limitado, com a criação de postos de trabalho em empresas inovadoras abaixo dos níveis de 2019, é indicado.</p>
<p>Além disso, a produtividade mantém-se como um dos principais desafios estruturais.</p>
<p>&#8220;A produtividade global dos recursos e do trabalho continua abaixo da média da UE27, principalmente devido à fraca produtividade laboral. Isto evidencia o contraste entre ganhos ambientais mais fortes e limitações persistentes de produtividade, que continuam a ser um desafio central para a competitividade e crescimento económico de Portugal&#8221;, observa a instituição.</p>
<p>A Comissão Europeia conclui que Portugal apresenta uma trajetória positiva na inovação, impulsionada pelo apoio público, ciência e digitalização, mas precisa de acelerar a capacidade das empresas para transformar conhecimento em novos produtos, processos e crescimento económico.</p>
<p>O Painel Europeu da Inovação deste ano mostra que a UE tem reforçado o seu desempenho inovador num contexto de crescente concorrência global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787434]]></sapo:autor>
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		<title>Relação confirma prisão preventiva de polícias suspeitos de tortura em esquadras de Lisboa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/relacao-confirma-prisao-preventiva-de-policias-suspeitos-de-tortura-em-esquadras-de-lisboa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:08:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou hoje a aplicação de prisão preventiva aos sete agentes da PSP detidos em março por tortura em esquadras de Lisboa, alegando que há o risco de continuarem a cometer crimes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou hoje a aplicação de prisão preventiva aos sete agentes da PSP detidos em março por tortura em esquadras de Lisboa, alegando que há o risco de continuarem a cometer crimes.</P><br />
<P>&#8220;Ponderando os locais onde os crimes foram cometidos (esquadras policiais) e a especial qualidade dos arguidos (agentes policiais), foi assinalado [no acórdão] o especial desvalor ético das condutas, a incapacidade de contenção revelada, o desrespeito pelas funções atribuídas e o comportamento grupal demonstrado, concluindo o tribunal existir perigo de continuação da atividade criminosa&#8221;, informou, em comunicado, o TRL.</P><br />
<P>Para os juízes desembargadores, é &#8220;expectável que&#8221;, caso os arguidos fossem &#8220;colocados na mesma situação em que se encontravam antes da prisão, repetissem as condutas, que decorreram ao longo de meses&#8221;, tendo estes exibido &#8220;total insensibilidade para com as vítimas&#8221;.</P><br />
<P>Os juízes desembargadores salientaram, ainda, que há &#8220;fortes indícios&#8221; de que os arguidos &#8211; seis da esquadra do Rato e um da do Bairro Alto &#8211; cometeram, entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, os crimes de que estão indiciados: abuso de poder, tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves, falsificação de documento, ofensas à integridade física graves qualificadas, violação (tentada e consumada) e detenção de arma proibida.</P><br />
<P>Para a confirmação da prisão preventiva, contribuiu ainda o &#8220;perigo de alarme social&#8221; que representaria a sua libertação, uma vez que, ao terem alegadamente torturado detidos, &#8220;criaram desconfiança do público nas forças policiais, suscetível de inibir o recurso às mesmas pelos cidadãos em caso de necessidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A gravidade dos factos indiciados e as personalidades desconformes à norma são de tal ordem que apenas a prisão preventiva é capaz de colmatar os perigos existentes, sendo previsível que, com a prova já carreada, os arguidos sejam alvo de penas de prisão efetiva quando julgados&#8221;, concluiu, segundo a nota, o TRL.</P><br />
<P>A decisão surge na sequência de um recurso apresentado pela defesa dos arguidos a contestar a medida de coação de prisão preventiva que lhes tinha sido aplicada em 07 de março de 2026 pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.</P><br />
<P>Os sete polícias foram detidos na segunda de três operações realizadas desde julho de 2025 pela PSP por crimes de tortura e violação contra detidos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.</P><br />
<P>Em julho de 2025, foram detidos e colocados em prisão preventiva dois agentes de PSP, cuja ida a julgamento foi confirmada, em 27 de abril de 2026, pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.</P><br />
<P>Um deles, acusado de menos crimes, passou entretanto para prisão domiciliária.</P><br />
<P>Em março de 2026, foram detidos os sete agentes da PSP que, com a decisão de hoje, vão continuar a aguardar na prisão a conclusão da investigação, previsivelmente com a dedução de acusação pelo Ministério Público.</P><br />
<P>Já em maio, foram detidos mais 15 polícias, incluindo dois chefes da PSP, e um civil, dos quais quatro ficaram em prisão preventiva, com possibilidade de passar a prisão domiciliária.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787423]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A China exporta tantos carros elétricos que já os empilha em navios pouco convencionais</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-china-exporta-tantos-carros-eletricos-que-ja-os-empilha-em-navios-pouco-convencionais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[navios "ro-ro"]]></category>
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					<description><![CDATA[Crescimento da indústria automóvel chinesa, impulsionado por marcas como BYD, MG ou Leapmotor, está a pressionar a capacidade mundial de transporte marítimo de veículos e a obrigar as empresas a encontrar soluções pouco convencionais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China está a exportar tantos carros elétricos que encontrou um problema inesperado: faltam navios especializados para os levar até aos mercados internacionais. O crescimento da indústria automóvel chinesa, impulsionado por marcas como BYD, MG ou Leapmotor, está a pressionar a capacidade mundial de transporte marítimo de veículos e a obrigar as empresas a encontrar soluções pouco convencionais.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a escassez de navios do tipo ro-ro — abreviatura de roll-on/roll-off — tornou-se um dos principais desafios logísticos para os fabricantes chineses. Estes navios são concebidos para transportar veículos sobre rodas, permitindo que carros, camiões ou maquinaria entrem e saiam diretamente através de rampas. É o método mais eficiente para mover automóveis acabados em grande escala.</p>
<p>O problema é que a procura disparou. À medida que as marcas chinesas aceleram a presença fora do mercado doméstico, a capacidade disponível deixou de chegar. A BYD, uma das fabricantes que mais cresce, tem fretado navios gigantes capazes de transportar milhares de veículos, alguns com mais de 10 mil carros e vários pisos de estacionamento no interior. Mas nem isso chega para acompanhar o ritmo das exportações.</p>
<p>Perante a falta de navios especializados, algumas empresas começaram a recorrer a cargueiros convencionais. A Leapmotor, com apoio da Stellantis, adotou uma solução desenvolvida pela Cosco Shipping que permite transportar automóveis em estruturas metálicas chamadas flat racks. Em vez de entrarem por rampas num navio ro-ro, os veículos são fixados nestas plataformas e depois carregados para navios de carga.</p>
<p>Os flat racks são estruturas reforçadas, sem paredes laterais ou teto, usadas normalmente para transportar cargas pesadas, volumosas ou com formatos irregulares. Adaptadas ao transporte automóvel, permitem empilhar veículos em navios que, originalmente, não foram pensados para esse fim. A imagem é pouco habitual: carros elétricos chineses acondicionados em vários níveis dentro de cargueiros convencionais.</p>
<p>O método já foi testado em grande escala. A Leapmotor transportou mais de 1.800 veículos para o Brasil usando este sistema, recorrendo depois à rede logística da Stellantis para a distribuição final. A solução mostra como os fabricantes chineses procuram contornar rapidamente obstáculos logísticos para manter o ritmo da expansão internacional.</p>
<p>Outra alternativa em crescimento é o transporte em contentores. Um contentor de 40 pés pode levar, em média, entre dois e quatro veículos, dependendo do modelo e da forma de acondicionamento. Embora menos eficiente do que os navios ro-ro para grandes volumes, esta opção oferece flexibilidade e permite aproveitar rotas marítimas já existentes.</p>
<p>A Cosco também está a adaptar navios multipropósito, originalmente usados para transportar celulose, transformando-os em cargueiros capazes de levar mais de mil carros por viagem. Com plataformas dobráveis e sistemas de empilhamento, estes navios passaram a funcionar como uma espécie de “transformadores” do mar, capazes de alternar entre diferentes tipos de carga.</p>
<p>A pressão logística é um sintoma da dimensão que a indústria chinesa ganhou. A BYD tornou-se um dos símbolos dessa ofensiva. A empresa atingiu recentemente a marca dos 17 milhões de veículos de nova energia produzidos e, no primeiro semestre de 2026, ultrapassou a Tesla, consolidando-se como a maior fabricante mundial de veículos 100% elétricos.</p>
<p>Nos primeiros seis meses do ano, a BYD vendeu 1.808.511 veículos, com um segundo trimestre particularmente forte. Só em junho, entregou 403.472 unidades. O crescimento internacional foi ainda mais expressivo: entre janeiro e junho, a marca vendeu 789.367 veículos fora da China, mais 68% do que no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A Europa é uma das frentes mais importantes dessa expansão. Em maio, cinco grandes marcas chinesas, lideradas pela BYD, atingiram uma quota de mercado de 12% na Europa, superando pela primeira vez as fabricantes japonesas, que ficaram nos 11,3%. O marco é relevante porque aconteceu apesar das tarifas europeias aplicadas aos veículos elétricos chineses, que podem chegar a 45,3%.</p>
<p>Os consumidores europeus têm sido atraídos por uma combinação difícil de ignorar: preços competitivos, boa relação entre equipamento e custo, e uma oferta que já não se limita aos elétricos puros. Híbridos e híbridos plug-in ajudaram as marcas chinesas a contornar parte da resistência dos compradores europeus à adoção total do carro elétrico.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a pressão para exportar aumenta devido ao abrandamento do mercado interno chinês. As vendas a retalho de automóveis de passageiros na China recuaram em junho, enquanto as exportações de veículos de novas energias dispararam. O resultado é uma indústria com enorme capacidade de produção e necessidade crescente de encontrar compradores fora de portas.</p>
<p>É por isso que o problema dos navios se tornou tão importante. A China já não enfrenta apenas tarifas, desconfiança política ou resistência das marcas tradicionais. Enfrenta também a dificuldade física de mover milhões de carros pelo mundo. E, como tem acontecido noutras áreas, a resposta passa por escala, adaptação e pragmatismo logístico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787414]]></sapo:autor>
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		<title>Dos bancos centrais ao Estreito de Ormuz: O que está a ditar o rumo dos mercados?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:05:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os mercados obrigacionistas registaram rendibilidades positivas em junho na maioria dos segmentos, num mês marcado pela influência da geopolítica, das decisões dos bancos centrais e da divulgação de indicadores económicos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados obrigacionistas registaram rendibilidades positivas em junho na maioria dos segmentos, num mês marcado pela influência da geopolítica, das decisões dos bancos centrais e da divulgação de indicadores económicos.</p>
<p>A análise de Marco Giordano, Investment Director da Wellington Management, destaca que o rendimento das obrigações continuou a sustentar o desempenho da classe de ativos, apesar do ligeiro alargamento dos spreads e da crescente dispersão entre mercados, impulsionada pela valorização do dólar norte-americano.</p>
<p>Entre os principais fatores que estão a moldar os mercados, a gestora aponta a primeira reunião de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed). O banco central norte-americano manteve as taxas de juro entre 3,5% e 3,75%, mas adotou um discurso mais restritivo, sinalizando que quase metade dos membros da Fed admite pelo menos uma subida adicional das taxas este ano. A Wellington considera que a combinação entre inflação persistente, mercado laboral resiliente e uma comunicação menos orientadora poderá aumentar a volatilidade nos mercados de dívida de curto prazo.</p>
<p>A inteligência artificial continua igualmente a destacar-se como um dos principais motores dos mercados de crédito. Segundo a análise, as emissões de dívida ligadas ao setor mantêm uma procura muito elevada, permitindo às empresas financiarem-se em condições cada vez mais favoráveis. Ainda assim, os investidores estão a tornar-se mais seletivos, avaliando com maior rigor a estrutura das operações, a qualidade dos emitentes e as garantias contratuais. Para a Wellington, o ciclo de investimento em infraestruturas de IA continua a gerar novas oportunidades e a apoiar o crescimento da economia norte-americana, ao mesmo tempo que influencia outros mercados, como o da Coreia do Sul, onde a expansão da indústria dos semicondutores impulsiona as exportações e os mercados financeiros.</p>
<p>No plano geopolítico, o cessar-fogo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão em junho permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz e uma recuperação gradual da atividade marítima comercial. Apesar da redução dos receios imediatos de interrupção no fornecimento de energia, a gestora alerta que o acordo representa apenas uma estabilização temporária das tensões e que o risco de novos episódios de instabilidade continua elevado.</p>
<p>A análise identifica ainda os dados económicos como um potencial fator de surpresa positiva. Nos Estados Unidos, o abrandamento da inflação da habitação poderá perder força, tornando a evolução do mercado de trabalho decisiva para o comportamento dos preços. Na Zona Euro, embora a descida recente da inflação tenha reduzido os receios de estagflação, o Banco Central Europeu optou por subir as taxas de juro, numa tentativa de impedir que as pressões inflacionistas se alastrem a outros setores da economia. Já no Reino Unido, a resistência do consumo e do crescimento salarial continua a alimentar preocupações com a inflação, enquanto no Japão prossegue o processo de normalização da política monetária.</p>
<p>Por último, a Wellington sublinha que o risco político europeu permanece no radar dos investidores. A eventual mudança de liderança no Reino Unido, após a demissão do primeiro-ministro Keir Starmer, teve até agora impacto limitado nos mercados, mas as futuras decisões em matéria de política orçamental e de aumento da despesa com defesa poderão tornar-se determinantes para a evolução das obrigações soberanas europeias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787418]]></sapo:autor>
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		<title>Trump confundiu Irão com Japão e chamou Putin a Zelensky durante encontro na NATO: veja as imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 10:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Volodymr Zelensky]]></category>
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					<description><![CDATA[Donald Trump protagonizou dois lapsos durante um encontro com Volodymyr Zelensky à margem da cimeira da NATO, em Ancara, ao confundir o Irão com o Japão e ao referir-se ao presidente ucraniano como “Putin”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump protagonizou dois lapsos durante um encontro com Volodymyr Zelensky à margem da cimeira da NATO, em Ancara, ao confundir o Irão com o Japão e ao referir-se ao presidente ucraniano como “Putin”. O episódio ocorreu esta quarta-feira, numa conferência de imprensa improvisada ao lado do líder ucraniano.</p>
<p>O presidente dos Estados Unidos falava sobre armamento defensivo americano e sobre um alegado ataque a um porta-aviões dos EUA quando disse que tinham sido disparados 111 mísseis pela “República Islâmica do Japão”. Trump parecia referir-se ao Irão, que tem estado no centro de uma nova escalada militar com Washington, mas acabou por mencionar o Japão, aliado próximo dos Estados Unidos desde o fim da II Guerra Mundial.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Trump repeatedly refers to Zelenskyy as &quot;President Putin&quot; <a href="https://t.co/zbTzfMc5EI">pic.twitter.com/zbTzfMc5EI</a></p>
<p>&mdash; Aaron Rupar (@atrupar) <a href="https://x.com/atrupar/status/2074844465261408408?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>“Dispararam 111 mísseis contra o porta-aviões ao longo de cerca de uma hora”, afirmou Trump, segundo o &#8216;The Independent&#8217;. O presidente acrescentou que os mísseis tinham sido abatidos, em grande parte, por sistemas Patriot e por outros meios defensivos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Trump: &quot;We had 11 missiles shot by the Islamic Republic of Japan&quot; <a href="https://t.co/FUOFLVZiKh">pic.twitter.com/FUOFLVZiKh</a></p>
<p>&mdash; Aaron Rupar (@atrupar) <a href="https://x.com/atrupar/status/2074842383250768018?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> </p>
<p>Pouco depois, Trump voltou a baralhar nomes. Sentado ao lado de Zelensky, perguntou aos jornalistas se tinham “uma pergunta para o presidente Putin”. A sala reagiu com riso, e o presidente tentou corrigir o momento, dizendo que levaria essa pergunta ao líder russo.</p>
<p>A troca de nomes ganhou particular atenção por recordar um episódio semelhante protagonizado por Joe Biden em julho de 2024, quando o então presidente dos EUA apresentou Zelensky como “presidente Putin” durante uma cimeira da NATO em Washington. Biden corrigiu-se na altura, mas o lapso tornou-se um dos momentos mais comentados do final do seu mandato.</p>
<p>A Casa Branca desvalorizou o episódio. Questionada pela &#8216;Newsweek&#8217;, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Trump teve uma participação “maratonista” e “de alta energia” na cimeira, com várias conferências de imprensa e respostas a perguntas não preparadas sobre uma ampla variedade de temas. Defendeu ainda que o presidente “comandou todas as salas” e saiu de Ancara com uma NATO mais forte e um mundo livre mais unido.</p>
<p>Os lapsos ocorreram num momento especialmente sensível da política externa americana. Horas antes, Trump tinha declarado terminado o cessar-fogo negociado com o Irão, depois de novos ataques contra navios no estreito de Ormuz. Em Ancara, o presidente chamou “escumalha” aos dirigentes iranianos e admitiu que os Estados Unidos poderiam voltar a atacar alvos iranianos.</p>
<p>De acordo com a &#8216;Associated Press&#8217;, a cimeira da NATO ficou marcada por vários temas de tensão, incluindo o papel da Aliança no Médio Oriente, o apoio militar à Ucrânia e a pressão de Trump para que os aliados europeus assumam uma fatia maior da despesa com defesa. Ainda assim, o encontro terminou com Trump a declarar apoio à NATO e os aliados a reafirmarem o compromisso com o artigo 5.º, a cláusula de defesa coletiva.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Trump appears to be completely passed out asleep at the NATO summit in Turkey <a href="https://t.co/U1VGsPGbeK">pic.twitter.com/U1VGsPGbeK</a></p>
<p>&mdash; Headquarters (@HQNewsNow) <a href="https://x.com/HQNewsNow/status/2074887520005812718?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> </p>
<p>As declarações de Trump também reacenderam o debate sobre idade, resistência física e capacidade de resposta dos presidentes americanos em contextos internacionais exigentes. A &#8216;Newsweek&#8217; lembra que apoiantes de Trump e de Biden têm, em momentos diferentes, classificado estes episódios como lapsos normais de discurso, enquanto críticos os apresentam como sinais de preocupação mais ampla.</p>
<p>Tom Nichols, antigo professor do U.S. Naval War College e ex-republicano, foi mais duro. Em declarações citadas pela &#8216;Newsweek&#8217;, afirmou que, se outro presidente tivesse cometido os mesmos lapsos, o episódio seria tratado como uma crise nacional, sobretudo por ocorrer no contexto de uma guerra em curso e de decisões sensíveis de política externa.</p>
<p>Os aliados da administração, por outro lado, insistem que Trump continua apto para o cargo e apontam para exames físicos e testes cognitivos recentes. O próprio presidente disse em maio que os resultados apontavam para a sua “inteligência extrema”, segundo a &#8216;Newsweek&#8217;.</p>
<p>A cimeira de Ancara já tinha sido marcada por outros momentos de tensão, incluindo comentários de Trump sobre a Gronelândia e críticas a Espanha. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, procurou enquadrar as divergências como parte do funcionamento democrático da Aliança, defendendo que os países aliados continuam unidos apesar das discussões públicas.</p>
<p>No fim, os lapsos roubaram parte da atenção a uma cimeira dominada por temas estratégicos: Ucrânia, Irão, gastos militares e coesão transatlântica. Ao lado de Zelensky, Trump queria sublinhar a força do armamento americano e pressionar aliados e adversários. Acabou, porém, por deixar a imagem de um presidente a trocar o Irão pelo Japão e Zelensky por Putin num dos palcos diplomáticos mais observados do mundo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787408]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Aprovada em comissão proposta de lei que transpõe o pacto europeu de migração e asilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 10:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os deputados do PSD, CDS e IL aprovaram hoje uma proposta de lei que transpõe o pacto europeu de migração e asilo, com a oposição a votar contra, por considerar que o diploma inclui medidas mais lesivas para os imigrantes e refugiados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os deputados do PSD, CDS e IL aprovaram hoje uma proposta de lei que transpõe o pacto europeu de migração e asilo, com a oposição a votar contra, por considerar que o diploma inclui medidas mais lesivas para os imigrantes e refugiados.</p>
<p>Na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o PSD apresentou uma proposta de substituição integral de duas propostas sobre a matéria, substituindo-se a um outro diploma do Governo, cuja discussão ficou suspensa, até o executivo o retirar, algo que foi criticado pelo deputado do Livre Paulo Muacho, que lamentou &#8220;a confusão legislativa&#8221; criada.</p>
<p>Para António Rodrigues (PSD), o objetivo desta proposta única visou &#8220;clarificar e unificar&#8221; os critérios em matérias &#8220;de regresso na fronteira&#8221;, procedimentos de triagem, de &#8220;concessão de asilo ou proteção subsidiária e os estatutos de requerente de asilo, de refugiado e de proteção subsidiária&#8221;.</p>
<p>&#8220;São regulamentos que já entravam na ordem jurídica interna&#8221; devido ao pacto europeu, que entrou em vigor a 12 de junho.</p>
<p>O &#8220;objetivo é integrar num só diploma&#8221; e &#8220;há matérias que vão mais longe do que o previsto no pacto e outras que ficam mais aquém&#8221;, explicou António Rodrigues.</p>
<p>Os prazos de recurso são mais curtos do que o previsto no pacto e esse tem sido um dos pontos mais criticados, podendo diminuir a defesa legal dos requerentes.</p>
<p>O Livre tinha também propostas sobre esta mateira, que não chegaram a ser votadas, e que contemplavam &#8220;os contributos dos pareceres&#8221; recebidos na consulta pública, que, no entender de Paulo Muacho, não foram acolhidos pelo PSD:</p>
<p>&#8220;Na verdade o Governo está a ir além do regulamento europeu em muitas matérias, o que é grave&#8221;, afirmou.</p>
<p>A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PSD, IL e CDS e teve os votos contra do PS, Livre, PCP, PAN e JPP. O Chega retirou uma proposta de alteração do debate e optou por se abster.</p>
<p>O pacto europeu em matéria de migração e asilo é um conjunto de novas regras que regem a gestão da migração e estabelecem um sistema comum de asilo a nível da UE, com medidas mais restritivas, prazos mais curtos de resposta e a aceleração do retorno forçado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787410]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Pedro Rebelo de Sousa nomeado presidente da Fundação Millennium bcp</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 10:49:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O advogado e gestor Pedro Rebelo de Sousa foi nomeado presidente da Fundação Millennium bcp, sucedendo no cargo ao embaixador António Monteiro, que conclui no final de julho o seu mandato, anunciou hoje a instituição, em comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O advogado e gestor Pedro Rebelo de Sousa foi nomeado presidente da Fundação Millennium bcp, sucedendo no cargo ao embaixador António Monteiro, que conclui no final de julho o seu mandato, anunciou hoje a instituição, em comunicado.</p>
<p>A Fundação Millennium bcp recorda, na nota, &#8220;um ciclo de liderança de mais de oito anos&#8221; de António Monteiro como presidente, &#8220;marcado por um forte compromisso com a missão da Fundação e por um contributo determinante no panorama cultural português&#8221;, sublinha a entidade privada que dedica grande parte do seu mecenato no apoio às artes e à recuperação de património histórico.</p>
<p>Numa nota conjunta citada pela Fundação, Nuno Amado, presidente do conselho de administração do Millennium bcp, e Miguel Maya, presidente executivo do Millennium bcp, agradecem o contributo do presidente cessante da entidade, indicando ainda que assumirá funções como curador da Fundação Millennium bcp.</p>
<p>O programa de Apoio Mecenático da Fundação Millennium bcp centra-se em três grandes áreas: cultura, incluindo língua portuguesa e património, ciência e educação, e solidariedade social.</p>
<p>Na área da cultura, a fundação, criada há mais de 30 anos, desenvolve uma importante atividade mecenática em Portugal, nomeadamente com apoios a museus nacionais, arte contemporânea, artes de palco, projetos nas áreas da música e editoriais, e restauro de património.</p>
<p>É o caso, entre outros, dos apoios ao Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional dos Coches, o Museu Arpad Szenes &#8211; Vieira da Silva, à Companhia Nacional de Bailado, os restauros dos Painéis de São Vicente, dos murais em Lisboa do artista Almada Negreiros, do antigo carrinho de passeio da Casa Real portuguesa, ou a iniciativa Concertos nas Igrejas, e o Festival de Música de Alcobaça.</p>
<p>Também patrocinou a edição da Obra Completa Pombalina, do catálogo &#8216;raisonné&#8217; da artista Aurélia de Sousa e o Guia de Arquitetura Gonçalo Byrne, o prémio Estudar a Dança, o Prémio Literário da Fundação Eça de Queiroz, além de vários prémios de arte contemporânea e as feiras ARCOlisboa e Drawing Room.</p>
<p>Pedro Rebelo de Sousa, de 71 anos, irmão do anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi docente, tendo iniciado o seu percurso no setor financeiro nos Estados Unidos, onde foi vice-presidente da divisão internacional de mercados financeiros do Citibank, liderou o departamento de sindicatos de empréstimos e reestruturações no banco Citicorp, e, regressado a Portugal, foi presidente do Banco Fonsecas &amp; Burnay.</p>
<p>Na área jurídica entrou no início dos anos 1990 na firma Simmons &amp; Simmons, fundou e liderou durante 30 anos a sua própria firma de advocacia, a SRS Advogados, presidiu ao Conselho Geral do Instituto Português de Corporate Governance, e entre 2017 e maio deste ano foi presidente da Assembleia Geral do BCP, tendo passado entretanto pelos órgãos sociais de empresas como a operadora de energia Redes Energéticas Nacionais.</p>
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