Universidade de Lisboa investe mais de 20 milhões de euros em dois novos datacenters em Oeiras

A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de uma das maiores infraestruturas digitais do ensino superior português, com a construção de dois novos datacenters nos campus de Oeiras, no Taguspark, e da Cidade Universitária, em Lisboa.

André Manuel Mendes

A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de uma das maiores infraestruturas digitais do ensino superior português, com a construção de dois novos datacenters nos campus de Oeiras, no Taguspark, e da Cidade Universitária, em Lisboa.

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O projeto resulta da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE – Computational Omics for Resilient Economies e ULISBOA CORE+ – Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, no âmbito do Programa Regional Lisboa 2030. A iniciativa é desenvolvida em parceria pelo Instituto Superior Técnico (IST), pela Faculdade de Ciências, pelo Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM) e pela Reitoria da ULisboa.

Com conclusão prevista para outubro de 2028, a nova infraestrutura distribuída pretende aumentar de forma significativa a capacidade de armazenamento e processamento da Universidade, estando preparada para uma expansão substancial ao longo dos próximos anos.

Os dois datacenters vão suportar serviços avançados de inteligência artificial, computação de alto desempenho e armazenamento seguro de dados, ficando disponíveis para escolas, centros de investigação e laboratórios da ULisboa. A infraestrutura deverá responder ao crescimento do volume de dados científicos produzido em áreas como a saúde, biotecnologia, medicina de precisão, investigação clínica, descoberta de novos fármacos e vigilância epidemiológica.

Um dos principais componentes do projeto será a criação de uma cloud soberana, permitindo à Universidade armazenar e processar dados científicos em infraestruturas sob a sua própria gestão. A solução será concebida para cumprir elevados padrões de segurança, disponibilidade e governação de dados, assumindo particular relevância para projetos que envolvam informação sensível e de elevada complexidade.

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A infraestrutura terá ainda uma componente ligada ao tecido empresarial, através do apoio ao Ecossistema de Inovação ULisboa. Empresas, PME, startups, spin-offs e parceiros industriais poderão beneficiar dos recursos disponibilizados, com o objetivo de aproximar a investigação académica das empresas, acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas e facilitar a transformação de conhecimento científico em novos produtos e serviços.

“Estes datacenters representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade”, afirma Luís Ferreira, reitor da ULisboa.

A execução do projeto será faseada até outubro de 2028 e incluirá a construção das infraestruturas, a instalação das tecnologias digitais e a certificação dos novos centros de dados.

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