Em fevereiro de 2016, o Banco de Bangladesh foi alvo de um dos maiores ataques cibernéticos da história. No dia 4, hackers invadiram o sistema do banco e tentaram roubar mais de 1.000 milhões de dólares (915 milhões de euros), explorando as vulnerabilidades na rede SWIFT, utilizada globalmente por bancos para a comunicação e transferência de dinheiro.
Os criminosos, cuja identidade permanece desconhecida, enviaram dezenas de solicitações fraudulentas de transferência à Reserva Federal norte-americana (Fed), tentando movimentar milhões de dólares do Banco de Bangladesh para contas bancárias na Ásia. O ataque que envolveu um malware sofisticado, permitiu que os hackers operassem sem levantar suspeitas imediatas, revela o ‘Unilad Tech’.
Durante o ataque, a impressora automatizada de transações do banco apresentou uma falha que a equipa classificou inicialmente como um simples encravamento de papel. Apenas na segunda-feira seguinte, após o fim de semana, os técnicos conseguiram restaurar o servidor principal e interromper alguns dos pagamentos.
No entanto, a essa altura, os hackers já haviam conseguido roubar 81 milhões de dólares (74 milhões de euros), que foram transferidos para a Rizal Commercial Banking Corporation nas Filipinas e para o Pan Asia Banking, de onde 20 milhões de dólares (18 milhões de euros) foram desviados.
O ataque só foi descoberto porque a falha da impressora impediu que os registos das transações fossem impressos, o que levou os funcionários a investigar o problema. Quando o sistema foi finalmente reiniciado, dezenas de transações suspeitas foram identificadas.
Rachel Ehrenfeld, autora e especialista em financiamento ao terrorismo, questionou quantos outros incidentes semelhantes permanecem desconhecidos, destacando a importância de reforçar as defesas cibernéticas dos bancos.














