Quase 450 veados e javalis foram abatidos num único dia, num recinto privado de caça em Espanha, avança o ‘El Mundo’, adiantando que a situação causou revolta nos defensores dos direitos dos animais.
Segundo o jornal espanhol, o assassinato em massa aconteceu numa caçada comercial na propriedade privada ‘Los Posteruelos’ em Villaviciosa de Córdoba, perto de Andaluzia.
Os 447 animais foram encurralados por cercas para que não pudessem escapar dos tiros dos 70 caçadores, que pagaram mil euros para poderem participar na iniciativa, algo que está previsto na lei espanhola.
No entanto, grupos defensores de direitos dos animais dizem que o uso de cercas é antiético e condenam o sucedido. Joaquín Reina, do ‘Ecologists in Action’, criticou o episódio, classificando-o como uma “orgia de sangue e morte”.
“Este é o dia a dia da maioria das propriedades cercadas na Sierra Morena, mas também em toda a Andaluzia, com cerca de 500 mil hectares cercados na Extremadura, Castela de La Mancha e região do Levante”, disse ao ‘El Mundo’.
Segundo Reina, o massacre seria impossível numa propriedade aberta, mas em recintos privados isso já não acontece. “A única defesa (dos animais) é a fuga e isso é quase impossível com as barreiras de arame”.
Por outro lado, Manuel Gallardo, presidente da Federação Espanhola de Caça, considera que esta atividade em larga escala é “necessária devido à superabundância de espécies”.
Para o responsável, os animais têm de ser mortos, de forma a “manter o equilíbrio no meio ambiente”, sublinhou, adiantando que a caça é essencial não só para a conservação, mas também para o bem-estar social, cultural e económico da região.












