Uma hora a olhar para o abismo: falha deixa dois jovens suspensos numa montanha-russa no Texas

Matthew Cantu, de 24 anos, e Nicholas Sanchez, de 20, encontravam-se no ponto mais alto da montanha-russa Circuit Breaker quando a atração parou subitamente

Francisco Laranjeira

Dois jovens aventureiros ficaram pendurados a cerca de 40 metros de altura durante mais de uma hora depois de uma falha técnica ter imobilizado uma montanha-russa no Texas, nos Estados Unidos. O incidente ocorreu na noite da passada quarta-feira, no parque Circuit of the Americas, perto de Austin.

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Matthew Cantu, de 24 anos, e Nicholas Sanchez, de 20, encontravam-se no ponto mais alto da montanha-russa Circuit Breaker quando a atração parou subitamente, deixando o vagão suspenso num ângulo de 90 graus. Segundo o ‘The Independent’, os dois entraram por volta das 20h50 e ficaram imobilizados quase de imediato.

Imagens divulgadas mostram os jovens suspensos no ar, aguardando calmamente enquanto o vagão permanecia parado a meio de uma queda livre. Durante mais de 30 minutos, os familiares relataram não ter recebido informações claras sobre a situação, enquanto testemunhas afirmaram que os funcionários deram explicações contraditórias, incluindo a possibilidade de os passageiros não estarem corretamente presos.

Espera prolongada e chamada para o 911

A Circuit Breaker distingue-se por não possuir grades que ocultem a altura, o que fez com que Cantu e Sanchez conseguissem ver quilómetros em todas as direções durante a espera por socorro. A atração utiliza tecnologia de inclinação, permitindo que os ocupantes permaneçam suspensos em segurança, mesmo em posições extremas.

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Como as equipas de emergência não chegaram de imediato, as famílias acabaram por ligar para o 911. A polícia e os paramédicos chegaram ao local cerca das 21h40. De acordo com o ‘The Independent’, quando foram finalmente retirados do vagão e observados pelos serviços de emergência, Cantu apresentava tonturas e sintomas compatíveis com acumulação de sangue, enquanto Sanchez sentia dormência na parte superior da perna.

Parque atribui falha a um sensor

Um porta-voz do Circuit of the Americas explicou que a avaria foi causada por um sensor que acionou um atraso automático na viagem. “Como acontece com todas as atrações deste tipo, podem ocorrer atrasos ocasionais”, afirmou, sublinhando que, entre cerca de 25 mil utilizadores da montanha-russa, apenas dois viveram esta situação.

Apesar disso, os dois jovens afirmaram ainda não ter sido contactados por responsáveis do parque. Numa declaração conjunta, defenderam que, embora compreendam que ocorram imprevistos, a comunicação clara e atempada é essencial em situações deste género, acrescentando que decidiram tornar pública a experiência na esperança de maior transparência.

Outros casos recentes em parques de diversões

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O episódio surge poucos dias depois de uma mulher da Carolina do Norte ter intentado uma ação judicial contra a Universal Orlando, alegando ter sofrido ferimentos graves numa montanha-russa. O processo refere ainda um outro caso recente, no qual um homem com atrofia espinhal morreu após sofrer uma hemorragia interna durante uma atração, tendo a empresa chegado entretanto a um acordo extrajudicial com a família da vítima.

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