Uma fatia de bacon por dia é suficiente para aumentar risco de demência em 44%

O consumo de carne processada, como salsichas, bacon e hambúrgueres pode aumentar drasticamente o risco de desenvolver demência, mostra uma nova pesquisa, que sugere que comer apenas uma fatia de bacon por dia aumenta em 44% a probabilidade de desenvolver a doença.

Simone Silva

O consumo de carne processada, como salsichas, bacon e hambúrgueres pode aumentar drasticamente o risco de desenvolver demência, mostra uma nova pesquisa, que sugere que comer apenas uma fatia de bacon por dia aumenta em 44% a probabilidade de desenvolver a doença, avança o ‘Daily Mail’.

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No entanto, os amantes da carne não precisam desesperar, já que os cientistas que conduziram o estudo também descobriram que comer algumas carnes não processadas, incluindo vaca, porco e vitela, pode proteger contra a doença.

No estudo, pessoas que comeram 25g por dia de carne processada apresentaram uma probabilidade 44% maior de desenvolver demência, no entanto, aqueles que consumiram 50g por dia de carne não processada tiveram quase 20% menos probabilidade de correr o mesmo risco.

A pesquisa, levada a cabo pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, explorou uma ligação potencial entre comer carne e desenvolver demência, com base em dados de 500 mil pessoas.

“Qualquer coisa que possamos fazer para analisar os fatores de risco potenciais para a demência pode ajudar-nos a reduzir as taxas dessa condição debilitante”, afirmou Janet Cade, uma professora que supervisionou a pesquisa. “Esta análise é o primeiro passo para entender se o que comemos pode influenciar esse risco”, acrescentou.

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Os investigadores analisaram as ligações entre comer diferentes tipos de carne e o risco de desenvolver demência, com base em informações do banco de dados UK Biobank, que contém dados genéticos e de saúde de meio milhão de britânicos com idades compreendidas entre 40 e 69 anos.

Os dados incluem a frequência com que as pessoas em questão consumiam os diferentes tipos de carne, com opções de nunca a uma ou mais vezes por dia. Numa média de oito anos, surgiram quase 2.900 casos de demência.

A doença foi observada em pessoas geralmente mais velhas, com maiores carências económicas, menos habilitações, fumadoras, menos ativas fisicamente, e com maior histórico de AVC’s e demência na família. Adicionalmente, foram diagnosticados na pesquisa mais homens do que mulheres com demência.

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