Uma familiar do líder da comunidade e uma gestora de refugiados . Quem são as vítimas do ataque ao Centro Ismaelita em Lisboa

Já são conhecidos alguns detalhes sobre as vítimas do ataque à faca, levado a cabo por um refugiado afegão no Centro Ismaelita em Lisboa, que matou duas mulheres e deixou outros dois feridos, um em estado grave e outro com ferimentos ligeiros.

Pedro Gonçalves
Março 28, 2023
15:19

Já são conhecidos alguns detalhes sobre as vítimas do ataque à faca, levado a cabo por um refugiado afegão no Centro Ismaelita em Lisboa, que matou duas mulheres e deixou outros dois feridos, um em estado grave e outro com ferimentos ligeiros.

Uma das vítimas mortais do episódio de violência é gestora e responsável do processo de integração orgânica de refugiados em Portugal, com 49 anos, de acordo com a CNN Portugal.

A outra mulher morta teria cerca de 20 anos e integraria, de acordo com o JN, o corpo docente do Centro Ismaelita, sendo professora do atacante.

O líder da comunidade ismaelita Narzim Ahmad confirmou, em declarações à SIC, que as vítimas mortais são duas mulheres portuguesas.

Precisamente, uma das vítimas mortais será a sobrinha do representante diplomático do Imamat Ismaili em Portugal, Nazim Ahmad. Um familiar de uma testemunha identificou as vítimas mortais como sendo Mariana Jadaugy (professora) e Farana Sadrudin (trabalha no centro na área de integração dos refugiados).

Há ainda dois feridos, um que sofreu ferimentos graves no ataque e que, para já não se conhece a identidade. O outro ferido trata-se de um professor, que foi esfaqueado.

O professor sofreu golpes no pescoço e no peito, segundo o Correio da Manhã, e foi pelos próprios meios para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para receber tratamento aos ferimentos ligeiros sofridos

Pelo menos três das vítimas teriam já sido ameaçadas anteriormente pelo atacante, sendo que a Polícia Judiciária está a investigar a possibilidade de motivos pessoais estarem na origem dos crimes, para isso indo ouvir dezenas de testemunhas e pessoas ligadas ao caso de violência.

“A comunidade muçulmana ismaili, está já a prestar todo o apoio aos familiares das vítimas, a quem apresenta as mais profundas condolências”, adiantou o Centro Ismaelita em comunicado, informando que, na altura do ataque, “decorriam aulas e outras atividades”.

Vários elementos da comunidade ismaelita, que se encontravam no interior do centro no momento do ataque, estão a receber apoio psicológico de especialistas do INEM.

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