Uma centena de manifestantes pede recontagem de votos das legislativas russas

Cerca de 100 pessoas participaram hoje numa manifestação na cidade siberiana de Tyumen contra os resultados das eleições legislativas russas realizadas no mês passado, exigindo a anulação dos resultados e uma recontagem dos votos.

Executive Digest com Lusa

Cerca de 100 pessoas participaram hoje numa manifestação na cidade siberiana de Tyumen contra os resultados das eleições legislativas russas realizadas no mês passado, exigindo a anulação dos resultados e uma recontagem dos votos.

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De acordo com os meios de comunicação locais, o protesto foi organizado pelo Partido Comunista da Rússia sob o lema “Por Eleições Justas”.

A manifestação surgiu na sequência de protestos feitos esta semana pelos comunistas russos, que questionaram a maioria constitucional alcançada pelo partido já presente no Kremlin (presidência), o Rússia Unida, nas eleições de setembro.

A contestação denunciou várias irregularidades na Duma – a câmara baixa do parlamento -, relacionadas com o voto eletrónico e com o facto de as eleições e a própria contagem dos votos terem decorrido ao longo de três dias.

Os participantes da manifestação em Tyumen empunharam cartazes denunciando a “fraude” e pediram uma recontagem justa, argumentando que os comunistas receberam muito mais votos do que os anunciados oficialmente.

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Na cidade de Tobolsk, os membros do Partido Comunista planeiam unir forças com o partido da oposição Rassvet, liderado pela ex-candidata à presidência da Rússia Yekaterina Duntsova, para realizar um novo protesto no domingo.

Entretanto, os meios de comunicação social noticiaram a detenção, na cidade de Izhevsk — que se situa na zona dos Urais -, do ativista Dmitri Morozov, que planeava uma outra manifestação contra a fraude eleitoral.

De acordo com os dados finais divulgados pela comissão eleitoral no dia 25 de setembro, o Rússia Unida venceu a votação com uma maioria esmagadora, obtendo 349 dos 450 assentos da Duma, um recorde histórico do partido liderado pelo Presidente, Vladimir Putin, desde 1999.

O segundo lugar, a grande distância do líder, foi conquistado pelo Partido Comunista, que terá obtido 37 lugares no parlamento.

Estas eleições, as primeiras legislativas na Rússia desde o início da invasão militar na Ucrânia, em 2022, foi apontada como fraudulenta por organizações de monitorização independentes, como a Novaya Gazeta Europa, que reportaram boletins colocados a mais nas urnas e pressões sobre eleitores.

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Nenhum partido ou candidato abertamente contrário à guerra na Ucrânia recebeu autorização legal para concorrer.

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