“Um teste real às nossas capacidades em caso de catástrofe grave”: Governo destaca pronta resposta das autoridades ao sismo desta madrugada

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, visitou esta manhã a Autoridade Nacional da Proteção Civil

Francisco Laranjeira

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, visitou esta manhã a Autoridade Nacional da Proteção Civil, na sequência do sismo sentido esta manhã em Portugal continental, e destacou que “olhamos para isto como um teste real às nossas capacidades de resposta no caso de uma catástrofe grave”.

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“A preocupação era saber se temos meios de resposta. Um fenómeno natural com esta intensidade já permite verificar como os meios estão em prontidão e com capacidade de resposta. Desse ponto de vista, é uma vantagem colateral de um evento destes”, referiu o também ministro de Estado, que salientou que foram discutidas “estratégias de prevenção. Houve aqui alguma projeção para o futuro no sentido de preparar quer todas as estruturas de Proteção Civil a nível nacional, regional e local quer a população em geral para termos capacidade de resposta”.

“Fazemos uma avaliação muito positiva”, garantiu o ministro.

“Quando há eventos desta natureza, permite olhar, ponto a ponto, para os fatores críticos de uma resposta no caso de uma catástrofe natural. É muito importante testar os meios de reação, mas também tudo o que permite minorar, em termos de prevenção, os efeitos negativos. Obviamente, tudo será passado em revista. Vamos trabalhar na legislação portuguesa anti-sísmica, que teve uma evolução muito grande, mas também é muito importante verificar se é executada com rigor”, referiu Paulo Rangel, garantindo que “o alarme que foi gerado justifica uma resposta institucional”.

“Estivemos desde as 5h14 sempre em contacto estreito com a ANPC, na altura já tínhamos noção da intensidade do sismo, o que significa que não se ia ativar os planos de emergência, que só se ativam a partir de 6.1 na escala de Richter”, indicou o ministro, que aproveitou para agradecer “aos elementos pela forma altamente profissional como reagiram nos primeiros minutos, para garantir que, se houvesse necessidade, todos os meios estariam ativados e em resposta a necessidades”.

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“Felizmente não houve danos materiais, mas muito mais importante do que isso, vítimas a registar. Tudo aponta para que não exista nenhum incidente”, precisou.

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