Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, visitou esta manhã a Autoridade Nacional da Proteção Civil, na sequência do sismo sentido esta manhã em Portugal continental, e destacou que “olhamos para isto como um teste real às nossas capacidades de resposta no caso de uma catástrofe grave”.
“A preocupação era saber se temos meios de resposta. Um fenómeno natural com esta intensidade já permite verificar como os meios estão em prontidão e com capacidade de resposta. Desse ponto de vista, é uma vantagem colateral de um evento destes”, referiu o também ministro de Estado, que salientou que foram discutidas “estratégias de prevenção. Houve aqui alguma projeção para o futuro no sentido de preparar quer todas as estruturas de Proteção Civil a nível nacional, regional e local quer a população em geral para termos capacidade de resposta”.
“Fazemos uma avaliação muito positiva”, garantiu o ministro.
“Quando há eventos desta natureza, permite olhar, ponto a ponto, para os fatores críticos de uma resposta no caso de uma catástrofe natural. É muito importante testar os meios de reação, mas também tudo o que permite minorar, em termos de prevenção, os efeitos negativos. Obviamente, tudo será passado em revista. Vamos trabalhar na legislação portuguesa anti-sísmica, que teve uma evolução muito grande, mas também é muito importante verificar se é executada com rigor”, referiu Paulo Rangel, garantindo que “o alarme que foi gerado justifica uma resposta institucional”.
“Estivemos desde as 5h14 sempre em contacto estreito com a ANPC, na altura já tínhamos noção da intensidade do sismo, o que significa que não se ia ativar os planos de emergência, que só se ativam a partir de 6.1 na escala de Richter”, indicou o ministro, que aproveitou para agradecer “aos elementos pela forma altamente profissional como reagiram nos primeiros minutos, para garantir que, se houvesse necessidade, todos os meios estariam ativados e em resposta a necessidades”.
“Felizmente não houve danos materiais, mas muito mais importante do que isso, vítimas a registar. Tudo aponta para que não exista nenhum incidente”, precisou.
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